Uncategorized

Enquanto o brasileiro dorme…

O projeto aprovado continua a sustentar a idéia do provedor de acesso vigilante. Se qualquer um fizer denúncia ao provedor de que algum usuário comete crime, o provedor é obrigado a comunicar sigilosamente à Justiça imediatamente. Sigilosamente. É obrigado a acompanhar cada passo de seu usuário em segredo. Como uma escuta que não necessita prévia autorização judicial. Coisa de Estado policial.

Ele transforma em crime o acesso a qualquer apetrecho ou mídia digital que tenha sido protegido. Celular bloqueado pela operadora? Não pode desbloquear sem expressa permissão. CD mesmo comprado que não permite cópia para o computador ou iPod? Mesmo que o indivíduo tenha comprado o disco, será crime.

É o Pedro Doria quem diz. Alguém notou que notícias sobre leis que regulam sua vida surgiram com mais vigor após a primeira administração da Silva? Ou é impressão minha? Não que não existissem antes (ah, os bons anos da ditadura…), mas parece que há uma certa mania ou modismo agora. O político, por algum motivo, pensa ser mais inteligente que o brasileiro, este ignorante que só faz beber e fazer falsas acusações aos políticos. Precisa mesmo de leis detalhadas. Aliás, precisa de vigilância. Muita vigilância…

Uncategorized

Teoria Econômica do Direito – alguns links

Após a conversa com o Guilherme hoje – coitado, ele me pegou num dia em que eu falo como um maluco – combinamos que eu colocaria aqui alguns links para ele e para demais interessados no tema. Ou eu resolvi depois, sei lá. Bem, aí vão:

  1. IDERS (o blog)
  2. IDERS
  3. ALACDE
  4. Review of Economic, Development, Public Policy and Law
  5. …e a página de pesquisa associada com esta revista.
  6. Bruno Salama

Se eu me lembrar de algo mais, aviso vocês.

Uncategorized

Pesquisa..pesquisa….

Coincidência ou não, Diogo Costa colocou este texto de Peter Boettke no Ordem Livre. Digo isto pelo que tenho falado aqui e no próprio blog do Ordem Livre: sem pesquisa, o liberalismo brasileiro continuará a léguas (muitas léguas) atrás do mais bobo não-liberal. Estes, pelo menos, entendem que pesquisa é importante.

Creio que estamos – todos nós liberais – começando a perceber algo importante: a era da divulgação dos princípios (a louvável biblioteca editada pelo saudoso IL nos anos 80) terminou. É chegada a hora de dar o segundo passo, em direção à construção de uma tradição acadêmica séria.

Sim, tem gente que pensa apenas em artigos para jornais. Isto é importante, mas é apenas reprodução de conhecimento, não criação. Olhem lá, senhores liberais brasileiros, no texto de Boettke, o que ele fala sobre Hayek. Tudo bem que ele fale para economistas – ele é um de nós – mas você pode transportar isto tranquilamente para outras esferas do conhecimento.

O Ordem Livre e o Adolfo Sachsida têm feito algo realmente digno de admiração neste sentido, mas ainda falta muito chão. Liberal que não pesquisa é liberal dogmático e este, por sua vez, é tão imprestável quanto um não-liberal dogmático.

Já dei meu passo. Faça sua parte, liberal e, quem sabe, não melhoramos este país?

Uncategorized

A mídia esquerdista (não-liberal) se superou nesta

Fonte: esta.

Que o socialismo latino-americano acredite na velha Albânia, Cuba ou em cópias disto tudo, vá lá. Mas o mau gosto da legenda da foto da recém-libertada Ingrid mostra que existe algo de cruel na mente de alguns ativistas dos chamados “movimentos sociais”, “lado progressista da sociedade” e outros adjetivos que normalmente não significam nada.

Imagino o escândalo que seria se algum liberal – ou mesmo nossos conservadores – fizessem comentário similar sobre algum militante da esquerda em situação similar. Ia ser o escândalo na imprensa. Alguém duvida?

Péssimo, péssimo. De muito mau gosto.

Uncategorized

A mão tremeu

A mão tremeu e assim os terríveis liberais Claudio e Guilherme (Ação Humana) não foram identificados pela câmara. Vai ser mais difícil para o Serviço Secreto brasileiro nos investigar, embora nenhum de nós jamais tenha sequestrado gente, lesado bancos públicos ou algo assim que os inimigos do liberalismo fazem no Brasil.

Uncategorized

ANPEC e Teoria dos Jogos – dívida de ontem

Fiquei a dever, de ontem, algumas sugestões para o grupo de alunos e ex-alunos que estudam para a ANPEC. Bem, aí vão algumas.

  • Vocês são um grupo. É possível que grupos de estudantes de economia sejam menores do que grupos de não-economistas (por que?). Pelo mesmo motivo, já que estudam juntos, elejam, se possível, um Principal;
  • Para escolher o Principal, usem a regra da unanimidade. Vai evitar um bocado de problemas… (Leiam Olson e Buchanan nas horas de folga)
  • Montem um incentivo do tipo: recompensa se a meta é cumprida (ou ultrapassada) e punição em qualquer outro caso. Na prática, pode-se estabelecer um número de resoluções de exercícios para cada membro e o veto à participação na reunião conjunta, caso contrário. Não pensei em nada muito elaborado;
  • Lembrem-se que estas sugestões seguem certas hipóteses de comportamento…
  • Não apostem em matérias: estudem tudo. Eu sei que há uma média, eventos prováveis e tal, mas se você cair nos 1% ou nos 50% de matéria que não estudou, perderá a mesma quantidade de pontos, já que a prova é fechada.

Boa Sorte.

Uncategorized

Você paga impostos, mas o poder público…

Este post mostra bem o porquê de ser necessário introduzir mecanismos de competição na administração pública. Burocratas não têm incentivo a servirem aos eleitores (sempre com as mesmas desculpas) se não forem pressionados por incentivos. Isto se chama – em alguns casos – “gestão por resultados”.

Imagino de onde vem a motivação para algumas críticas exacerbadas à adoção de incentivos no setor público…

É mais ou menos assim: a PF (ou algum outro órgão do poder público) diz que há um cartel de postos de gasolina. Aí prende um monte de gente. Diz que cumpriu seu papel e tal, mas os eleitores, aqueles que enchem o tanque de gasolina não conseguem, do mesmo poder, a informação de que postos estão sob suspeita.

Não é criminalizar (ninguém está pedindo o nome do suspeito), é dar ao eleitor a opção de escolher se abastece ou não em um posto de gasolina cujo dono é suspeito de prática de cartel.

Minas Gerais é onde nasci. A gente não escolhe onde nasce, né?

Uncategorized

Outra boa crítica à lei seca

Adolfo Sachsida tem um bom ponto, bem normativo. Simples: você pode ter evidências de que a pena de morte aumenta a nota dos alunos em sala de aula. Logo, alguém, nesta versão caricatural, poderia dizer que seria ótimo para a sociedade a adoção desta pena.

É verdade, do ponto de vista puramente positivo (que é como fazemos as análises em economia). Mas quando você fala de economia política, é mais importante ainda discutir os efeitos de curto e longo prazo em equilíbrio parcial e geral destas políticas.

É possível, portanto, pensar em incentivos que, embora gerem incentivos draconianos no curto prazo, gerem uma sociedade prisioneira de pequenos grupos no longo prazo. Sem falar nas mudanças de preços relativos. Isto, em si, já é uma crítica suficientemente séria à nova lei.

Agora, se você ainda considerar a crítica do Adolfo, o problema só fica mais sério. Conclusão: não tem saída. Políticas públicas são complicadas demais para serem deixadas nas mãos dos administradores públicos. (provocação light ao Matizes).