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O diálogo Resistência x Doria sobre as FARC

Olha, não sei se vocês estão acompanhando, mas o xará e o Renato Drumond estão com boas opiniões – opostas – sobre ambos os lados do interessante diálogo entre Doria e Fabiano Moraes. Todas nos comentários deste blog, nos posts em que faço a propaganda gratuita do Fabiano. ^_^

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Isto é uma das coisas mais engraçadas que já assisti

Fonte: Esta.

Há coisas que fazem você pensar em como você era quando adolescente. Creio que nunca fui tão nerd. Conheço gente que tinha uma tabela periódica de estimação. Eu, mais normal, só pregava fórmulas de geometria plana atrás da porta. Nunca adiantou: eu tinha que torcer meu pescoço para ler as fórmulas.

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Estática Comparativa

Meu xará faz belo argumento sobre a Lei Seca:

Por alguns dias os jornais mostrarão para todos nós como a Lei Seca está salvando vidas. A idéia é mostrar que mesmo sendo draconiana ela está salvando vidas e, se está salvando vidas, tem que continuar sendo aplicada.

Antes havia um limite e ninguém fiscalizava.

Agora o limite é quase zero e intensa fiscalização.

Na equação, duas variáveis sofreram alteração simultaneamente. Quem realmente está funcionando, a tolerância zero ou a fiscalização?

Uma solução racional seria, mantido o limite original, impor uma fiscalização forte, principalmente nas estradas e redondezas de casas noturnas. Se verificado um declínio nos casos de acidentes motivados pela ingestão de bebida alcoólica, era só manter a estratégia e tudo ficaria em ordem. Se, ainda assim, fosse constatado um número considerável de acidentes com motoristas com nível de álcool dentro do permitido, que o nível tolerado fosse progressivamente reduzido.

O post inteiro está genial. Eu não conheço o xará pessoalmente, mas vou dizer: este cara poderia publicar isto num jornal. Ao menos formaria opiniões de alta qualidade, ao contrário de muita coisa que vejo por aí.

Xará, você é imbatível. Nossas discordâncias existem (embora eu reconheça que são menores do que as que tenho com Fidel Castro…mas assassinos não contam), mas a concordância é maior.

Mesmo que se discuta a lei na blogosfera, o bom é poder discutir com argumentos de nível razoável. Aposto que surgirão críticas ao que você diz, mas o legal seria que as mesmas tivessem, no mínimo, o mesmo nível.

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O modelo Google

O Garganta de Fogo me sugeriu isto. Não sei bem o que dizer a respeito. Parece-me que o que é dito é basicamente algo como “faça data mining primeiro, crie hipóteses depois”. Se for, parece-se muito com o que já fizeram alguns econometristas (quem não se lembra do “eu rodei xxx-lhões de regressões” de alguém… – esqueci o nome (!) – muito famoso no meio?).

Sempre que vejo modelos como este, do Google, eu me lembro da famosa methodenstreit entre alemães e outros economistas europeus ou, num formato mais atual, a discussão da a-teorização supostamente implícita nos VARs em contraposição aos modelos estruturais de equações simultâneas.

Numa boa? Acho que é tudo a mesma coisa. ^_^

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Pode o governo induzir um “free-rider” no trânsito?

Na minha opinião – pessoal e intransferível, sempre é bom lembrar – a pesquisa do Datafolha revela que 86% dos moradores de São Paulo e do Rio são uns bananas. Para evitar os males causados por uma minoria irresponsável, eles topam abrir mão dos seus direitos.

Aposto que nenhum destes bananas fez qualquer coisa para garantir que a lei anterior fosse respeitada. Nenhum deles exigiu, antes, que quem fosse pego com mais de 6 decigramas de álcool no sangue recebesse punição tão dura quanto perder a carta por um ano ou, em casos mais graves, ser preso. Agora eles estão achando lindo ter uma vida pautada por bêbados irresponsáveis. Estão adorando que todos sejam tratados como alcóolatras. Isso sem falar na anuência dos idiotas que, como eu, não bebem mais do que um cassis no mamão e que, agora, se dispõem a dar carona para a cambada que entorna.

O trecho acima é da Nariz Gelado. Há lá críticas à nova lei – que eu já disse ser exagerada, embora a idéia seja interessante – e outras mais. Mas no trecho acima há uma observação interessante: não, Nariz, você não precisa dar carona para a moçada. Seja liberal e cobre um preço de cada um.

Será que este mercado funcionaria? Eu acho excelente idéia e o governo acabou de dar um imenso incentivo nesta direção. Vejamos o que acontecerá nos próximos meses.

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Leituras de Julho

Estou adorando o Brooks de “The Econometric Modelling of Financial Time Series”, embora ache ele jabá demais. Outro que é um prazer reler – agora em inglês (minha edição antiga, doada à biblioteca do IBMEC-MG, era em espanhol…) – é o “Games and Information”, do bom e velho Eric Rasmusen. Nas horas vagas, o sensacional “Mais sexo é sexo mais seguro” do Landsburg tem sido a diversão.

Mas ainda falta ler a Dicta & Contradicta inteira, e o livro do Tyler Cowen que ganhei do Leo Monasterio há uns seis meses…

Haja livros!

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Lei Seca para eles também!

O Coronel ressoa os fatos:

Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje ser contra a possibilidade de a Justiça Eleitoral barrar a candidatura de políticos com ficha suja. Encaminhou ofício assinado ao Supremo Tribunal Federal (STF), junto com a Advocacia-Geral da União (AGU), contestando os argumentos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que entrou com uma ação na Corte para impedir que candidatos com processos na Justiça disputem as eleições.No parecer, a administração federal argumentou que somente o Congresso pode estabelecer regras para tornar um político inelegível. “Não se pode querer, por meio da presente ação, subtrair a competência do Congresso Nacional para o exercício de tal mister”, argumentou o Poder Executivo.

Este humilde pagador de impostos se pergunta: ficha suja pode, mas um chopp antes de dirigir não pode? Quer dizer, eu concordo que bebedeira não pode. O ministério da Saúde também deve ter gente que concorda com isto. Mas por que você não pode beber um chopp e o amigo do sr. da Silva (ou mesmo seus inimigos) pode ter uma ficha para lá de suja?

Utilizemos o argumento do próprio governo: vamos diminuir o risco de acidentes com o dinheiro público, senhores.

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Eis a boa crítica da Lei Seca

Olha o bom argumento:

Supostamente, os motoristas brasileiros não podem dirigir nas estradas após consumirem álcool porque o consumo de uma única gota é o suficiente para afetar negativamente suas habilidades automobilísticas. O governo brasileiro, assim, determina que ninguém pode dirigir se não estiver em perfeitas condições mentais. Nesse caso, creio que o lógico é retirar das estradas todas as pessoas que tenham participado de outras atividades legais que afetam suas habilidades no trânsito, seus reflexos, sua capacidade de tomada de decisão e sua coordenação motora.

Pelo bem da consistência legislativa brasileira, deveríamos tirar das estradas as seguintes dez classes de motoristas: (clique no link para ler mais)

Pois é. Tem um nível ótimo que o governo nem se preocupou em pesquisar. O normalmente proclamado sentimento autóctone, selvagem, que vê nos EUA a fonte do mal no mundo, de súbito, é trocado por um “eles têm uma legislação tão rígida quanto a nossa”. Se as políticas públicas lá têm imperfeições, por que repetí-las aqui?

É a xenofobia de balcão: hipócrita.

O que eu penso sobre a Lei pode ser resumido neste argumento do Filisteu e também no que eu disse antes.