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Sabe aquela crítica ao jornalista?

Falei sobre ela mais cedo. Selva conta sobre os desdobramentos. Li a resposta do Doria. Gosto dele, mas não me convenceu nesta. Bem, pelo menos o diálogo foi realizado, o que é um avanço em relação a muita coisa que se vê no “suposto” jornalismo de opinião brasileiro.

3 comentários em “Sabe aquela crítica ao jornalista?

  1. Eu concordo com o Doria nessa. O meu problema com o Foro é que, em geral, os seus defensores querem nos fazer crer que, sem a sua existência, é impossível explicar determinadas atitudes do governo brasileiro.

    Mas a simpatia do governo ou parte dele em relação a certos movimentos ou governos pode ser explicada sem referência direta ao Foro. Ou seja, a participação no Foro é mais um sintoma de certas afinidades do que propriamente a causa de ações conjuntas. Creio que aqui ocorra uma inversão causal.

    Além disso, o PT que participa do Foro hoje é diferente do PT que participou do Foro há 20 anos atrás. Veja, 3 partidos de extrema-esquerda são oriundos de grupos petistas que debandaram do partido em momentos distintos ao longo dessa época: PCO, PSTU e PSOL. Interessante observar também que a participação das FARC vem encontrando resistência dentro do próprio Foro, sendo digno de nota:

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u407374.shtml

    Mas o Fabiano tem razão ao dizer que a referência a ‘extrema-direita’ e coisas do tipo é completamente desnecessária e tem o objetivo de tirar credibilidade da tese apresentada. São essas ofensas gratuitas, por vezes disfarçadas de debate, que acabam por impedir que debates proveitosos sejam desenvolvidos. Se alguém de ‘extrema-esquerda’ defende uma certa tese que eu discordo, devo criticá-la como se fosse dita por outra pessoa qualquer. É verdade que se pode concluir, no final, que a pessoa só apóia aquela tese por conta de sua posição política, mas antes de analisar a qualidade do argumento, não posso concluir nada. Colocar a conclusão na frente do raciocínio em nada contribui.

  2. Permita-me discordar do Renato. Sim, as ações do governo brasileiro podem ser aleatórias ou seguir uma agenda própria. Mas então temos que explicar três fatos que envolvem(eram) membros do Foro:

    * Bolívia e Petrobras [impacto político e econômico]

    * FARC não reconhecida como entidade terrorista [impacto nas relações exteriores]

    * Boxeadores cubanos deportados [relações exteriores]

    Nos três episódios, o governo federal atuou, ao meu ver, contrário aos interesses do país, principalmente no caso Petrobras.

    Não consigo ver – pode ser que haja – nenhum ganho para o Brasil nos episódios acima, pelo contrário: o país levou fumo no caso da Petrobras, teve sua imagem arranhada por flertar com organizações terroristas e se posicionar contra governos democraticamente eleitos e ficou com fama de baba-ovo de ditador no caso dos pugilistas.

    Dado o alinhamento sistemático com as entidades do Foro, não é nenhuma paranóia crer que há uma agenda supranacional colocando os interesses do país em segundo plano. No mínimo isso deveria ser investigado – afinal pode sim ser mera incompetência ou sei lá o quê. Agora descartar tantas “coincidências” não me parece uma postura prudente.

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