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Dêem-me uma cerveja para que eu ajude a diminuir o déficit público!

Direto da Janaína:

Não tem jeito

É de uma falta de vergonha na cara tão grande que estarrece qualquer criatura. Do Claudio Humberto:

Custam pouco mais de cem dólares nos Estados Unidos os bafômetros pelos quais a Polícia Rodoviária Federal pagou R$ 6.798,53 cada. Conhecido por etilômetro, o modelo Alco-sensor IV (foto), igual ao da PRF, pode ser adquirido no site de compras norte-americano Ebay, acompanhado de maleta, impressora e bafômetro, por míseros U$ 152 (cotação à 00h15 desta quinta-feira). Exatamente igual ao modelo adquirido pela PRF. Há outros modelos ainda mais baratos.Pedro Paulo Bahia, da PRF, tentou explicar o bafômetro 4.400% mais caro: “O processo de importação é negócio e não filantropia”. Ah, bom.

O assessor da PRF disse mais: “Se em um fim de semana uma máquina [etilômetro] emitir dez multas, ela já se paga”. É a lógica Óleo de Peroba.

O bafômetro usado pela PRF custou quase R$ 7 mil (ou US$ 4,4 mil) “em razão dos impostos de importação”, diz o assessor da Polícia Rodoviária.”

Apague a luz, por favor.

Não é a cara do governo?

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As raízes do autoritarismo brasileiro ou “Se Sérgio Buarque de Hollanda estivesse vivo…”

Em um texto muito sincero, Cibele nos conta seus desapontamentos com o ensino superior público. Acho que todos que estudaram em universidades públicas passaram por situações parecidas, e em muitas situações o desânimo acaba vencendo.
Algumas situações são realmente absurdas, e suas consequências são bem piores do que alunos mal formados. Um exemplo é que na minha graduação (em economia, para quem não sabe) eu não tive em nenhum curso uma discussão sobre crescimento econômico. Olha que não estou nem pedindo um curso que abordasse crescimento endógeno, capital humano, etc. Em nenhum curso houve uma discussão mínima sobre isso. Minha graduação no fundo foi uma interminável discussão de conjuntura. O fato tristemente irônico é que hoje o presidente do Ipea, um professor desta instituição, nos diz que o Ipea será voltado ao planejamento de longo prazo. Uma piada péssima.

Publicado pelo Laurini. Um dia eu conto das tentativas de doutrinação que vivenciei na UFMG, a despeito dos bons professores que existiam isolados.

Incrível como tem gente que defende o ensino público superior fechando os olhos para o que se faz dentro da universidade. É como defender um pedófilo só porque ele mora em uma casa bacana…

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Evidências de que Ali Kamel está correto

Os contrários a aplicação das cotas tem sofrido algum tipo de ameaça?


Sim, todas as vezes que se posicionam contrários ao sistema de cotas, sofrem pressões. Sem nenhum critério lógico as pessoas contrárias as cotas são identificadas como sendo racistas. São perseguidas, caluniadas, difamadas. O DCE espalhou pela Universidade um panfleto com a foto de um colega em que estava escrito “Líder do movimento racista”. Devemos respeitar as pessoas que fazem isso com um colega? Um grupo que luta contra os preconceitos pode ser tão preconceituoso? Pode, como dirigente do diretório central dos estudantes, perseguir um colega? Pode mentir em nome dos seus ideais? Lembro de um caso que aconteceu há poucos anos. Alguns historiadores defenderam a teoria de que Zumbi dos Palmares era homossexual. Por incrível que possa parecer integrantes do movimento negro ficaram indignados. Disseram que era uma afronta a imagem do grande líder. É assustador que um movimento que diz lutar contra os preconceitos faça, exatamente, a mesma coisa.

Antes que me esqueça, aproveite o fervor do momento e leia isto.

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Liberalismo é coisa de capitalista ou de quem tem amor à vida?

Betancourt afirmou que estava de acordo com o resgate militar e, ao lembrar dos que morreram em conflitos, declarou: “Melhor morrer tocando a liberdade por alguns segundos do que morrer baleado pelas Farc”, como aconteceu com 11 deputados seqüestrados.

Viu só, leitor? Aquele povo que mora em bairro chique e faz campanha com camisa do Che Guevara, muitas vezes usa um argumento assim: “eu tenho dinheiro, pude viajar pelo Brasil, estudei mais e –  (aí vem o inevitável) – sei o que é melhor para você”.

O sujeito sai de, digamos, Belo Horizonte, mergulha em Fernando de Noronha, faz uma festinha em Salvador, vê um pobre na rua e acha que “já conhece o Brasil”. Em seguida, saca uma camisa do assassino Che Guevara, um boné, e vai fazer discurso contra o liberalismo, suposto criador da miséria e maldição que só não encarna nos iluminados que – como ele – “conhecem o Brasil e sabem o que é melhor para você”.

Duvido que um deles tenha ficado mais de dois dias prisioneiro de uma guerrilha de discurso marxista e, como muitos de discurso marxista, prática criminosa, amarrado na selva. Se ficasse, sairia com um discurso como o de Ingrid?

Esta é uma aposta que eu não pago para ver, mas que bem seria uma baita experiência para os que “sabem o que é melhor para você”.

p.s. outro dia, um destes leitores com problemas mentais veio aqui dizer que “vomitou” ao ler o que eu escrevi sobre os supostos movimentos sociais (sei lá onde ele viu isto, há várias “tags” para tal item), mas certamente ele também acha que sabe o que é melhor para mim. Ou sofre de uma doença rara que o faz vomitar ao ler algo que contradiz sua fé. Esta doença mistura intolerância à diversidade (que ele pensa celebrar) com fé exacerbada no próprio umbigo. Este post é, portanto, uma homenagem ao bulímico leitor.