Coletânea sobre a Lei Seca

Já falei sobre ela hoje. Eis o link.

Reações e comentários da blogosfera e dos próprios autores? Ei-los:

Alguns comentários retirados dos links acima: Leo Monasterio acha que quem diz que a lei acusa um crime que não existiu, deveria ser contra a velocidade máxima (será que ele tem razao?). Ronald, um dos autores, afirma: ” Para evitar acidentes, não dirija depois de ler. Mas não proíba sua leitura por aumentar o risco de acidentes”.

Eu só posso dizer que se você não leu ainda, está perdendo.

p.s. o leitor que encontrar problemas de grafia e afins pode nos enviar um comentário. Ficaremos felizes em corrigir os eventuais problemas.

A quem (realmente) servem os bafômetros?

Já disponível aqui. Eis a discussão sobre a “lei seca” brasileira que prometi. Vários pontos-de-vista (mas não muitos para não sobrecarregar a rede, risos) interessantes. Confira lá quem são os autores e o que eles têm a dizer sobre o tema.

p.s. aparentemente há um problema com os links fixos do e-book. Tentaremos consertar isto…mas o essencial está lá.

Mercado ilegal de órgãos

Eis aqui a excelente análise do Cristiano Costa. Há alguns anos, eu e o Ari publicamos um artigo sobre uma possível – e simples – forma de se detectar o preço do suborno. Uma versão ligeiramente distinta da publicada encontra-se aqui.

Lei Seca

O ebook sobre Lei Seca já está em fase final de diagramação. Um dos autores, o Igor Taam, fez a capa e já tem, em suas mãos, todas as quarenta e poucas páginas. Segue um FAQ sobre o livrinho:

1. É de graça?

Embora você não pague por ele, os autores pensam ter adicionado algum valor à sociedade pela livre exposição de idéias. Agradeceríamos se o divulgasse para todos além de, obviamente, fazer uma leitura atenta do mesmo. Caso queira contribuir, dê-nos dinheiro. Ou então não faça plágio dos argumentos em sua reportagem, site ou mesmo blog. Seja educado e dê-nos o devido crédito.

2. Os autores sabem do que falam?

Acreditam que sabem exatamente do que falam. Mas sabem mais do que muita gente que fala sem saber (os limites do próprio conhecimento). Como brasileiro adora um diploma, um título, já digo: temos doutores, mestres, acadêmicos (quase bacháreis), bacharéis, etc. Infelizmente não encontrei nenhum profissional da área de saúde para dar seu palpite, mas você verá que, em alguns dos artigos do e-book, há referências à literatura da área de saúde. Melhor mesmo é você ler e julgar por si mesmo se cada um de nós sabe ou não do que fala. De qualquer forma, já falamos.

3. Há unanimidade entre os autores?

Não. Toda unanimidade é burra, disse alguém…e nós não somos burros. Vide item anterior.

4. Este e-book respeitou a lei de quotas, o estatuto do idoso, etc?

Não. A escolha dos autores foi minha. Convidei um bocado de gente e alguns deles aceitaram. Se eu vivesse na Alemanha nazista, onde até as idéias eram regulamentadas pela burocracia, vá lá. Mas ainda não estamos neste triste estado, certo?

5. Vocês beberam antes de escrever?

Não. Infelizmente, para nós (mas felizmente para o leitor), não pudemos beber durante a confecção desta pequena obra-prima.

6. Achei absurdas estas opiniões! Vocês deveriam se envergonhar de escrever estas coisas!

É muito comum, no dia-a-dia dos colégios e faculdades, bem como na blogosfera, este tipo de indignação. Há muita indignação por aí. Eu mesmo fico indignado com a falta de capacidade de abstração, reflexão e posicionamento científico perante os problemas. Indigno-me, também, como Bobbio, contra aqueles que acham que “tudo é política” (fazer xixi é um ato político para esta gente). Indigno-me com os que atacam pessoas e não argumentos. Também me indigno contra os que fazem pseudo-análises dos argumentos, objetivando, tão somente, sua ridicularização infundada (a ridicularização fundada eu apóio, claro). Entendeu ou quer que faça um desenho (a despeito do alerta de Millôr)?

7. Gostei muito do texto. Vocês fazem sempre isto?

De vez em quando eu e o Adolfo Sachsida fazemos (isto). Se você se der ao trabalho de correr os olhos pela barra de links fixos ao lado, notará uma seção escondidinha, “e-books”. Dê uma olhada lá que você pode ter uma idéia do que temos feito.

8. As opiniões, no e-book, são críticas da realidade e contribuem para uma visão mais rica da sociedade?

Nossa! Que pergunta bonita! Você bebeu? Ok, brincadeiras à parte, a resposta é: sim, meu caro. Na verdade, muitos que perguntam isto desejam ouvir outra resposta: “sim, meu caro, existe vida além do seu marxismo leninista, stalinista, gramsciano, chomsk-ista, marxismo-marxiano-marxóide, frankfurtiano (e mesmo o vulgar “michael-moore-marxismo”)”.

Nem tudo na vida é ideologia, já disse Bobbio. Pára com esta fixação, menino, e vai brincar um pouco. Não vai te deixar cego e nem vai te dar pêlos nas mãos ficar só pensando em Marx, mas é bom brincar um pouco com os colegas no pátio. Sabe, eles podem ser diferentes de você.

9. As opiniões, no e-book, são críticas da realidade e contribuem para uma visão mais rica da sociedade (de novo)?

Nossa! Que pergunta bonita! Você bebeu? Ok, brincadeiras à parte, a resposta é: sim, meu caro. Somos muito críticos. Mesmo quando é para elogiar, eu critico. Esta pergunta, por exemplo, é boa. E não é que eu a critiquei aí em cima?

10. Por que dez perguntas neste FAQ?

Mania engraçada né? Se fossem nove, aposto, você ficaria incomodado. Não? Ah…fala sério…

A Teoria Econômica continua a funcionar, a despeito das asneiras que se espalham pelo ar!

Puxa, Alex, aula básica agora? Se bem que pelo que tenho ouvido das bocas de burocratas e do líder máximo da administração da Silva, eu tenho que concordar, tem gente precisando muito de aulas básicas de Economia. Bem, talvez eles devam assistir palestras interessantes como esta. Nada pessoal contra os excelsos çábios do governo, mas vale a recomendação: “se beber, não fale (em público). Se falar (em público), não beba (antes)”.

Este povo que tanto usou de gravações ilegais no caso das privatizações das teles, agora, tenta impedir que seus adversários joguem dentro de suas próprias regras…e falando pelos cotovelos.

Já sei: o problema deste país é este.

Fonte da imagem: esta.

Ilusão Monetária

Este trabalho mostra que estudantes de economia provavelmente escolhem o curso porque têm boa intuição dos fenômenos econômicos como a ilusão monetária. Se assim o é, diz o autor, trabalhos de economia experimental que usam amostragens de estudantes universitários deveriam levar isto em conta. Interessante.

Será que alunos de Sociologia, Psicologia, Medicina, etc, também se comportam assim? Eu aposto que estudos similares revelariam resultados similares…

Informações sobre a “Lei Seca” brasileira?

Se você chegou aqui, possivelmente procura informações técnicas sobre a Lei como: limites de álcool no sangue, multas, etc. Estas coisas você não encontra aqui. Entretanto, hoje à noite ou, possivelmente, amanhã, este blog, já famoso por seus “e-books” (veja a barra lateral, lá embaixo, no título “e-books”), lançará uma coletânea de artigos, os mais variados, sobre a Lei Seca. Os autores fazem uma reflexão verdadeiramente plural sobre o significado da lei e os impactos da mesma sobre a sociedade brasileira.

Melhor ainda: ao contrário do amorfismo intelectual de boa parte do que você encontra por aí, não há unanimidade entre os autores deste novo “e-book” cujo nome, autoritariamente como o pai intelectual da idéia e editor do mesmo, será divulgado simultaneamente à sua disponibilização aqui, neste blog.

Se eu fosse você, ficaria atento às atualizações.

p.s. para os mais curiosos: este “e-book”, como dois dos anteriormente divulgados nesta página, é mais um sucesso de ação coletiva na blogosfera brasileira. Cada vez mais eu me convenço de que a blogosfera é como tudo na vida: tem porcaria demais e coisa boa de menos. Mas o bom é que sempre consigo que os bons estejam por aqui. ^_^

Que confusão!

Quando leio uma notícia n’O Globo, por exemplo, lembro que seus donos são sócios de Carlos Slim, o dono da Embratel. Também lembro que as Organizações fizeram negócios com a Telecom Itália e muito dinheiro sumiu nessa lambança, um dos assuntos que estava sendo visto pela Procuradoria de Milão naquele inquérito que corre lá na Itália. Aí eu recordo que o pessoal do Globo quer comprar O Estadão, que ninguém sabe quem quer vender, e é sócio da Folha de S.Paulo no “Valor Econômico”, jornal que sempre teve ótimas relações com a Telecom Itália. A Folha também é sócia da Portugal Telecom no UOL. A Portugal Telecom, por sua vez, tem como acionistas importantes a espanhola Telefônica, a mesma que manda na telefonia de São Paulo, que é dona do Terra, e que recentemente fez negócio com a Abril, editora que recebeu um aporte grande de um fundo estrangeiro. Esse negócio foi intermediado pelo Citigroup, acionista da Oi (ex-Telemar) e da Brasil Telecom, controladora do iG. Impossível esquecer que das duas empresas participam os fundos de pensão, os mesmos que teriam os caixas sangrados em R$ 730 milhões para favorecer partidos políticos, vide CPI dos Correios, e que teriam sido usados pelo governo para pressionar o Citi, segundo e-mails trocados entre gente graúda do banco, contidos num processo que era movido em Nova York e que, hoje, não tenho a menor idéia de que fim deu. Óbvio que não é só o Citi, todos os bancos têm relações próximas com os veículos de comunicação, bem como com os sindicatos e movimentos sociais _ Bradesco, Unibanco, Itaú… os banqueiros têm seus preferidos. E o Banco do Brasil, claro, esse um capítulo per si. Ah, e as agências de propaganda, e o pedágio dos grandes negócios, as empreiteiras, os financiadores de campanha, as brigas e vaidades nos bastidores dos negócios e do jornalismo.

Janaína levanta muitas hipóteses. Será que aderiu à teoria da conspiração? Ou tem algo mais além desta imensa teia?

Mais cubanos contradizem a esquerda brasileira

Deve ser uma conspiração “estadunidense”, não? O que mais explicaria a fuga de mais dois atletas cubanos? A falta de liberdade? A ditadura socialista? Claro que não, segundo alguns famosos “formadores” de opinião que infestam o febeapá colunístico brasileiro.

p.s. ok, são só rumores. Mas não custa algum ministro brasileiro autorizar que aviões venezuelanos contem uma outra “versão” da história…

Antes existia abuso…agora só o governo pode abusar

Interessante pensar nisto. Em resumo, há alguns anos, o governo permitia que se restituísse doações a entidades privadas de caridade. Hoje em dia, não mais. Dados os famosos e notórios casos de corrupção no governo – inclusive com ONGs cuja CPI tem sido abafada por muita gente – eu me pergunto sobre o porquê de os nossos governantes imaginarem que doações ao setor privado são mais sujeitos à ocorrência de corrupção do que doações ao próprio governo.

Isto para mim tem um nome: poder de monopólio. Os burocratas querem maximizar o tamanho de sua renda recebida (por exemplo, para aliviar pedidos de mais recursos) monopolizando todas as doações de impressoras, computadores, etc. É uma forma bem espertinha de se obter infra-estrutura às custas da população que poderia receber o mesmo computador ou impressora.

Interessante como políticos sempre legislam em causa própria…