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Vejamos o efeito dos incentivos

A lei 11.705, que acaba com o limite mínimo para o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas, está causando rebuliço. Não é à toa. Afinal, até mesmo um sorvete de papaia com cassis pode causar constrangimento na hora do teste do bafômetro. Mas, a verdade é uma só: a tolerância é zero. A desculpa de que ‘foi só um chopinho’ não cola mais.

Duas questões diferentes: a normativa (você até já sabe, né?) e a positiva (isto aí vai funcionar?). Moralmente falando, com a quantidade de evidências de práticas condenáveis pelos membros do governo (qualquer país tem isto) que não é efetivamente punida (o Brasil é quase uma exceção, dado o volume…), até entendo porque o cidadão precisa ser tratado como cachorro, jumento, boi. Afinal, moralmente, ele não tem o menor incentivo a se comportar de maneira responsável. Basta abrir o jornal e perceber que os responsáveis por leis e política nadam na lama.

Isto sempre me lembra o argumento de Bruno Frey em Not Just for the Money, um livro relativamente ignorado entre os acadêmicos de Economia brasileiros (e isto não é uma meta-piada).

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