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Economia Experimental

Meu irmão me envia esta interessante reportagem de como um empreendedor esperto usa a Economia Experimental para maximizar sua utilidade. Economia Experimental é coisa séria. Em países nos quais empresários ganham mais tentando descobrir o que desejam os consumidores do que puxando o saco dos burocratas “PACacete”, para ver se arrancam dinheiro dos mesmos consumidores mas sem terem que se preocupar com eles, há um incentivo claro para que se use o que há de melhor em conhecimento.

A Economia Experimental é algo que merece a atenção de quem busca mais conhecimento (quantos Ph.D.s brasileiros aprenderam o mínimo sobre isto?) e mais lucro (quantos empresários da selva brasileira conseguem pensar adequadamente em como aproveitar recursos como este em sua busca pelo lucro?). Claro, claro, o governo nunca considerou os estudos em “Economia Experimental” como um “setor estratégico”. Pensando bem, melhor assim. Ou este se transformará em mais um campo morto de conhecimento, mas cheio de enganadores e rent-seekers…

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Mensagem para os jovens (que pensam, apenas para os que pensam)

Um dos clichês do nosso tempo é o “pensamento crítico”, e ninguém nega que ele é unilateralmente crítico. Ser crítico significa ser contra Bush, o Papa e a TV Globo. Ok, trilateralmente. Mas não faria mal aprender a ser crítico de verdade, estimulando os adolescentes pela vaidade. “Ah, você se acha muito espertinho? Vou triturar suas idéias, seu moleque pretensioso.” O professor poderia ser um advogado do diabo, um boxeador da argumentação que conquistaria o respeito dos alunos. Mas algo me diz que isso só funcionaria no cinema.

Há minutos atrás tive que apagar um comentário daqueles sujeitos que mal escrevem de forma compreensível – ortográfica e gramaticalmente – que reclamava deste blog. Segundo o sinantropo, como diria o João, meu colega de sala, aqui seria um lugar ruim para pesquisa.

Isto nos remete ao que diz o Pedro Sette aí em cima. O jovenzito rebeldito dos dias de hoje pensa que é crítico porque encontra a charge do Bush mais rápido que seu coleguinha. Nada mais longe do bom pensamento crítico e mais perigosamente perto dos estudos da botânica e da veterinária, para não dizer da neurociência…

Antigamente, o sujeito escondia sua mediocridade decorando citações, frases ou respostas de provas. Hoje, ele decora até a resolução, mas continua com o mesmo problema: não sabe do que fala. Talvez pense que o mundo funciona na base do “você sabe com quem está falando?” mas, infelizmente, não percebeu que o verdadeiro funcionamento se funda no “você sabe sobre o que está falando?”.

O pior de tudo é que há tanta falta de modéstia no mundo – injustificada – que algum espertinho ainda é capaz de dizer: “sei sim” quando a resposta mais correta é: “não sei, mas tenho uma vaga noção”. Duvido que se ensine isto nas escolas, nas “supostas” aulas de Filosofia que o governo quer nos impor.

Falando em impor, quando é que alguém vai propor o fim da propaganda eleitoral gratuita que vicia, não informa (mas deforma) e é paga às custas de quem não foi inquirido sobre o seu desejo de financiar a máfia que se diz “representante do povo”?

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O “board”, ah…o “board”…

O Bancoop tinha um “board” sui generis. Claro, claro, muita gente ligada ao setor bancário ganha nos últimos oito anos. Sabe como é, taxa de juros e tal. Pensando bem, não é só o pessoal dos bancos. Tem também um povo ligado ao sindicalismo (lembro-me sempre daquele famoso filme com Jack Nicholson, sobre o mafioso sindicalista…) que descobriu a mina de ouro.

Moral da história: não acredite na propaganda “gratuita” destes partidos políticos, notoriamente os “de esquerda” que se dizem “progressistas” e “preocupados com o social”. Eles apenas querem vender o próprio peixe como se fosse seu. Contudo, na hora do pênalti, você só paga a conta.

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Vejamos o efeito dos incentivos

A lei 11.705, que acaba com o limite mínimo para o consumo de bebidas alcoólicas por motoristas, está causando rebuliço. Não é à toa. Afinal, até mesmo um sorvete de papaia com cassis pode causar constrangimento na hora do teste do bafômetro. Mas, a verdade é uma só: a tolerância é zero. A desculpa de que ‘foi só um chopinho’ não cola mais.

Duas questões diferentes: a normativa (você até já sabe, né?) e a positiva (isto aí vai funcionar?). Moralmente falando, com a quantidade de evidências de práticas condenáveis pelos membros do governo (qualquer país tem isto) que não é efetivamente punida (o Brasil é quase uma exceção, dado o volume…), até entendo porque o cidadão precisa ser tratado como cachorro, jumento, boi. Afinal, moralmente, ele não tem o menor incentivo a se comportar de maneira responsável. Basta abrir o jornal e perceber que os responsáveis por leis e política nadam na lama.

Isto sempre me lembra o argumento de Bruno Frey em Not Just for the Money, um livro relativamente ignorado entre os acadêmicos de Economia brasileiros (e isto não é uma meta-piada).