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Faça a tradução de “prejudice” com pressa e você obtém…

“O vento frio da xenofobia sopra outra vez”, declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao criticar a aprovação pelo Parlamento Europeu de uma nova lei de imigração que prevê a expulsão de quem ingressa de forma ilegal na Europa. “O problema que temos no mundo desenvolvido hoje é o prejuízo contra a migração, o medo de perder o status quo e os empregos”, acrescentou Lula, em um encontro com empresários em São Paulo.

A matéria toda está aqui. Agora, “prejuízo contra a migração”? Ou o presidente virou um daqueles capitalistas que só pensa em lucro, ou continua o mesmo (?).

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Receita para o sucesso econômico

Nussbaum’s book has a practical side, which is good; but her practicalities repeat the errors of collectivism, which is bad. The Virginia School offers a solution.

Nussbaum notes that in 1992 the ratio of income in the richest country as against the poorest was 72. Before modern economic growth it was much lower—3 to 1, for example (Nussbaum 2006, p. 224). The right way to look at this fact, I believe, is not to get angry at the rich countries, which is the underlying tone of Nussbaum’s book, but to lament that the poor counties have not joined the rocket of modern economic growth. The right away to confront it at the level of policy is to urge the countries to do so: to adopt the reasonably free economies, the reasonably honest courts, and the reasonably non-extractive governments that seem to cause economic and political success in the modern world, and to allow for the reasonably long run in which such institutions work. Cases like East and West Germany, or North and South Korea, or Mao’s China and Hong Kong appear to show that activating governments to intervene more closely in the economy is not the solution. Rather the contrary.

McCloskey, como sempre, merece uma leitura completa. Ficou intrigado? Leia tudo.

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ブラジル郷土民謡全伯大会

Eu falei que enfrentei a fera, mas não sabia que havia conquistado o terceiro lugar na minha categoria. Olha só a música folclórica japonesa fazendo parte da minha vida. Legal mesmo é conseguir isto no ano do centenário da imigração, dois dias após o próprio aniversário. Eis a letra da música.

Agradecimentos ao sensei Gustavo Eda pelas aulas de canto e ao acompanhamento de Shakuhachi e Shamisen dos competentes professores de São Paulo. A associação tem sua matriz aqui, no Japão.

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Educação básica

A experiência internacional mostra que os fatores que tornam as escolas bem sucedidas são os mesmos que tornam os países bem sucedidos: em outras palavras, nesses países, os governos ajustam suas políticas e práticas de ensino para que todas as escolas tenham condição de dar certo. No Brasil, na maioria das vezes, as escolas que dão certo são exceção, o que sugere que as regras que as Secretarias criam precisam mudar. A grande diferença de dados entre municípios de uma mesma rede, ou entre escolas de um mesmo município, são testemunhos da falta de políticas consistentes das Secretarias – e que são a condição necessária, embora não suficiente – para que as escolas possam ter sucesso.

Por que Simon diz isto? Em outras palavras: será que só no Brasil o governo falha na educação básica?

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A culpa é do consumidor!

Segundo esta notícia, em breve ouviremos discursos de empresários contra os consumidores: graças a vocês, que consomem “supérfluos” (segundo nossa iluminada capacidade de discernimento entre bens supérfluos e essenciais), a indústria terá déficit.

Claro que se houver empresário idiota, este discurso aparecerá na imprensa. Contudo, é mais comum culpar o governo. Neste caso, o discurso se transforma em: “graças às políticas do governo, que aumentaram a renda do consumidor, agora teremos déficit”.

Mas, espere, no final do dia, será que a culpa não é dos próprios empresários que pagam salários para os trabalhadores que, por sinal, consomem? Se o discurso chegar a este ponto, provavelmente os empresários terão um problema pois são os mais famosos frequentadores dos vôos internacionais (e sempre voltam com seus ipods novinhos do exterior).

Talvez não exista nenhum problema nos déficits, exceto na cabeça dos grupos de interesse específicos, que se vendem sempre como “setores estratégicos” (ou mesmo “sindicatos de trabalhadores…de setores estratégicos”) para seus pagantes. Evidentemente, o futuro do país pode não ser exatamente o que estes setores desejam, mas são eles mesmos os responsáveis pela dinâmica da economia. Quando muito, o governo não atrapalha ou piora as coisas fazendo…políticas industriais (a famosa “escolha dos que receberão subsídios”).

É interessante parar para pensar nestes tópicos antes de engolir o discurso tecnocrático dos burocratas governamentais, sempre ciosos dos interesses de seus visitantes em Brasília, o discurso empresarial exemplificado acima e o dos sindicalistas que sempre arrumam um jeito de colocar a culpa em todos os que não se filiaram a seu clubinho.