Humor

Economics Humor

Com a dica do Márcio Salvato, encontrei esse hilário vídeo.
Economistas realmente melhoraram o senso de humor.

Também tem essa outra parodia: No Dissertation!
Muito boa!

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Você entende de Finanças?

Pessimistic preferences and portfolio allocation – empirical analysis and risk management applications

Márcio Poletti Laurini

Resumo
Neste artigo, analisamos as propriedades empíricas da metodologia desenvolvida por Bassett et al. (2004) para a solução do problema de seleção de carteiras quando os agentes possuem funções utilidade pessimistas. Neste enfoque, as probabilidades dos retornos extremos negativos são inflacionadas com o uso de uma função de distorção empregando a teoria de utilidade esperada de Choquet. Compara-se esta metodologia ao paradigma média-variância de Markowitz, por meio de medidas de mensuração de risco tais como Value at Risk e Expected Shortfall, para uma carteira de ações formada pelos títulos contidos na carteira teórica do Ibovespa.

É o Márcio Laurini mandando ver!

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Professor, o que você espera com este trabalho?

Dick Wagner has the best story on this I have ever heard.  Wagner was sitting in Buchanan’s class at UVA, and Buchanan gave the students the following assignment — it is said that if a fly grew 9 times its size, it could no longer fly.  There is a problem of dimensionality.  Is this true for government as well?  For next class you need to turn in a 6 page essay on fiscal dimensionality.  Wagner raised his hand and said “Mr. Buchanan can you give us an idea of what you are looking for.”  Buchanan responded “Mr. Wagner if I knew what I was looking for I wouldn’t have asked you to write the assignment.”  Embrace the challenge of learning how to think creatively and write clearly.

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Meio Ambiente e Empresas

Outra vez o tal “meio ambiente” nos visita. Desta vez, para mostrar que falhas de governo podem ocorrer – e ocorrem – nestes casos. E no Brasil? Algum economista do IPEA (IPEA é um exemplo porque, afinal, supostamente pesquisa no longo prazo e o “meio ambiente” é uma das meninas dos olhos do povo que vive no longo prazo) terá feito algum estudo sobre a eficiência destes mecanismos públicos de minimização de poluição que nos dê algo além da tradicional verborragia pterodoxa?

Se não há nenhum lá, tudo bem, ainda sobram nossos professores das universidades públicas. Ou mesmo os das privadas, que recebem bolsas do governo para pesquisa. Finalmente, existem aqueles que não recebem nada disto e, ainda assim, pesquisam. Será que neste meio todo existe alguém que se interessou pelo tema?

Esta seria minha primeira pergunta se fosse, supostamente, escrever uma pesquisa sobre o tema. Aliás, eu não sou nenhum fervoroso adepto do tema. Acho um porre. Mas, claro, o bom da verdadeira diversidade – aquela espontânea e com respeito mútuo, impossível sob um regime totalitário – é que cada um pode escolher o que deseja pesquisar.

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Textos que eu gostaria de ter escrito…mas nem por isso eu faço plágio

Pedro Sette escreve uma “redação que nenhum aluno de economia (os que já vi) foram capazes de fazer até hoje”. Ficou tão bom que segue na íntegra.

Ainda o anti-tabagismo estatal

Nunca senti vontade de fumar. Nunca senti sequer curiosidade, e isso se estende a todos os tipos de fumo. Admito que num dado momento achei que havia até algo levemente transgressor nessa minha disposição, já que quase todo mundo à minha volta fumava, e gostei de me sentir diferenciado. Há dez anos eu jamais teria pensado que o cigarro viria a se tornar um símbolo da liberdade individual contra o desejo do governo de regular nossas vidas.

A proibição radical da prefeitura do Rio é um nó de violência. Primeiro, de violência contra a propriedade privada. Eu sei que na nossa Constituição a propriedade não é exatamente respeitada, mas o que interessa é o fundamento moral. A quem deveria caber a decisão de fumar ou não em ambientes fechados? Aos donos dos ambientes fechados. E quem não quisesse sentir cheiro de fumaça… que não entrasse.

Aqui é que muita gente começa a torcer o nariz para o argumento. As pessoas acham que “têm o direito de ir a um lugar e não sentir cheiro de cigarro”. E elas têm mesmo. A questão não é essa. O truísmo “o direito de um acaba quando o começa o direito de outro” pode perfeitamente ser traduzido em “a liberdade está associada à propriedade”. Assim, as pessoas só não têm – ou não deveriam ter – o direito de ir a um lugar que é propriedade de outra pessoa e dizer àquela pessoa como ela deve dispor de sua propriedade. “O bar é seu, mas eu é que decido o que as pessoas podem fazer nele.” É esse mesmo direito de propriedade que o autoriza a expulsar da sua casa pessoas que tenham condutas indesejadas.

Respeitando o direito de propriedade – afinal, todo mundo tem alguma propriedade; o mais miserável dos mendigos possui seu próprio corpo e seu próprio tempo – , também não se deve tentar usar o governo para impedir os outros de fumar. As pessoas que favorecem legislação anti-tabagista estão desautorizadas a dizer que estão pensando na comunidade. Estão pensando em atingir seus objetivos às custas dos outros. Depois vêm os artigos no jornal, reclamando que “cada um só pensa em si próprio”… Se você não tem pudor de usar o governo para atender a seus objetivos privados de não sentir cheiro de fumaça, não se espante se outra pessoa também conseguir usar o governo para criar uma barreira protecionista que faz você pagar três vezes mais por um produto duas vezes pior do que em outros países. Você vai dizer que está protegendo a saúde da população, e ela vai dizer que está protegendo a indústria nacional.

Aliás, o sofisma da “proteção à saúde” é ainda maior. Dizem que o governo gasta X zilhões de dinheiros com “doenças relacionadas ao fumo”. Mas os fumantes também pagam imposto. Pela lógica, os não-fumantes é que deveriam pagar menos, já que supostamente utilizariam menos o sistema de saúde.

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Porque é (de certa forma) estupidez insistir em uma carga de leitura relativamente maior de “clássicos” do que de “manuais” em Economia

Eu ia elaborar um texto sintético para responder a pergunta que, claro, vai de encontro ao argumento oposto, muito querido da pterodoxia nacional, de que as pessoas devem ler mais “clássicos” do que “livros-texto” nos cursos de Economia. Eu sei, eu sei. O leitor sabe que um CAPM não se entende com facilidade lendo o “Fetichismo da Mercadoria” n’O Capital ou com o capítulo XXXI da Riqueza das Nações. Mas, leitor médio deste blog, entenda que o conhecimento é algo custoso e muita gente que vem aqui ainda insiste em fazer comentários em português sofrível sobre, sei lá, receitas para engordar. Eis, portanto, o argumento:

The history of economics has in the main ceased to be a full-time occupation. One powerful rationale for this decline is that economics has become a hard science. It is a plausible characteristic of scientific enterprise that, subject to transactions costs, all old knowledge is embodied in current knowledge. This hypothesis, which we shall call the efficient market model of scientific research, tells us that there is as little to be gained scientifically from reading old texts as there is from prowling old bookstores for undervalued rarities. The odds of finding a true, but unknown, theorem in The Wealth of Nations are comparable to finding a first edition of Malthus’s Principles for $25. Such a thing might happen, but not twice in the same lifetime. [Anderson, G.M.; Levy, D.M. & Tollison, R.D. “The half-life of dead economists”, Canadian Journal of Economics, Feb/1989]

Como meus leitores – os poucos que existem – sabem, sou um entusiasta da história do pensamento econômico. Por exemplo, em diversas ocasiões citei aqui muitos economistas brasileiros que falaram coisas realmente esquisitas (ou notáveis). Faz parte da cultura geral você conhecer a história de sua ciência. É bom, é bacana e, eventualmente, você até ganha mulheres no boteco com este papo (sim, como disse Barzel várias vezes, um bem possui várias dimensões de uso…).

Mas há que se ter bom senso. Ninguém sai mais preparado para o mercado de trabalho porque leu Marshall, Mill ou Marx, exceto se estiver pensando no trabalho acadêmico nesta área que, sabemos, é bem mais restrito. É bom ter muito cuidado com este papo pterodoxo sobre alguma suposta superioridade dos clássicos. Ele lembra muito o dos que defendem o aumento da sociologia e filosofia no colégio sem que se resolvam problemas graves na mente do menino que sequer consegue entender raciocínios mais simples como os da lógica matemática ou mesmo do sentido de algumas regras gramaticais. Se eu pudesse escolher – como seria bom ter mais liberdade, né, leitor? – eu priorizaria algumas matérias no ensino do meu filho, caso tivesse um. Certamente tentaria fazê-lo ser o melhor possível em português, inglês e matemática antes de submetê-lo a um raciocínio, digamos, hegelianao, kantiano ou mesmo popperiano.

Pode ser que eu, que não sou iluminado como os burocratas do governo ou os pedagogos que transformaram o Provão em teste amostral, protegendo a incompetência de certas faculdades, seja realmente muito burro e esteja parcial ou totalmente errado quanto a isto. Admito, educação de meninos não é exatamente minha área – embora a medicina reconheça um mané de 21 anos, hoje, como adolescente – mas eu suspeito que não estou tão errado assim… Aliás, não são “eles” que tanto diziam ser necessário “debater” a qualidade e não apenas a quantidade da educação? Então, por que pulamos o debate e fomos logo para o decreto?

Palpites?

p.s. Vamos fazer um teste simples: o aluno do ensino médio que for submetido a um professor de filosofia/sociologia que seja tão raivoso na sua crítica a Hayek quanto Marx (supondo, claro, que ensine os dois) realmente poderá dizer que teve uma educação plural e não-doutrinária. Quantos alunos poderei observar sob este aspecto?

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Tem gente que luta contra a truculência dos “dedos sujos de óleo”

Creio que nosso presidente, o sr. da Silva, deveria convidar Yon Goicochea para visitar o Brasil e discursar para o movimento peleguista (sempre há os ingênuos que podem mudar de idéia!) acerca dos resultados de políticas de gente com os “dedos sujos de óleo”. Eu gostaria de ver isto, mas confesso que a coerência da administração da Silva é, no mínimo, sofrível, bem inferior à da administração Cardoso e muito parecida com o que vi durante os poucos anos da administração Collor.

Mas, claro, não custa sonhar. Afinal, sou brasileiro, não desisto nunca. 🙂

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Economia do crime: melhor um monopólio ou concorrência?

Talvez o Adolfo goste disto. Estava lendo um velho artigo de Gary Anderson e Robert Tollison (“Legislative Monopoly and the Size of Government”) e aí me deparei com um ponto interessante. Vamos lá.

Sabemos que muita gente diz que é bom liberar o mercado das drogas porque isto diminuirá o poder de monopólio do traficante. Ok, você pode falar do poder do cartel, mas um cartel como este é bem pouco estável como nos mostram os tiroteios entre os “sócios” em sua luta por um “cargo mais elevado” na hierarquia do cartel. Então, fiquemos com o monopólio.

Pois é. Nesta indústria, o bem é a venda de drogas o que, na visão da maioria da sociedade, é um “mal”. Todos querem menos comércio de drogas por conta do vício causado (vamos ignorar, por enquanto, leituras sofisticadas como a Beckeriana sobre o tema). Menos comércio de drogas significa menos consumo de drogas, menos violência, etc. Há também o argumento de que a regulamentação do comércio (neste mercado
“liberado”) permitiria ao governo minimizar os danos sociais das drogas. Esta última parte do argumento é mais complicada porque supõe que não existem falhas de governo significativas neste caso o que, se fosse verdade no Brasil, deveríamos observar reformas nas polícias militar e civil ocorrendo sem nenhum protesto ou mesmo reações mais violentas por parte dos envolvidos (ou com sua punição de facto, não apenas de jure).

Pois considere este argumento simples: o melhor é ter um monopólio privado da venda de drogas. Por que? Porque o preço é mais elevado, mas a quantidade comercializada é menor.

Será?

p.s. Sim, o ideal é considerar custos e benefícios da proposta do mercado liberado e regulamentado com os custos e benefícios do incentivo à monopolização privada. Palpites?

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Taiwan, a província rebelde, pode salvar a China…digo…o meio ambiente

Acho complicada esta relação entre Taiwan – um jovem e rica democracia – e a República Popular da China, uma ditadura que muitos adorariam ver implantada no Brasil porque combina o pior do capitalismo selvagem com o pior do socialismo real (talvez só não seja pior do que os infindáveis discursos de Castro em sua ilha-prisão).

Mais complicada ainda é esta questão de uma província rebelde ter um Banco Central distinto do Banco Central dos comunistas. Eis aí um problema institucional interessante. Se é um país só, então a definição de “país” tem que ser repensada (talvez nossos amantes da China queiram adotar a regra da reciprocidade e fazer algo similar com a Amazônia…ou pimenta nos olhos dos outros é refresco?).

Veja que interessante esta solução para uma externalidade:

The government could allow industries to plant trees in China and other countries to help reduce greenhouse gases blamed for global warming, an official said yesterday.

Under a bill proposed by the Cabinet, authorities would place caps on the amount of carbon dioxide that major industries are allowed to emit annually. The legislature is expected to approve the bill soon, officials said.

Stephen Shen (沈世宏), head of the Environmental Protection Administration (EPA), told lawmakers that companies may choose to grow trees, which can absorb carbon dioxide, in Taiwan or in other countries to help reach the emission targets by offsetting some of their gas emissions.

“Carbon dioxide emissions cause warming globally, not just in Taiwan,” he said.

Some industries say they cannot find enough land to plant trees domestically.

Officials say oil refineries, power plants and steel, chemical and plastics factories together accounted for more than 50 percent of the 268 million tonnes of greenhouse gases produced by the nation last year.

Em outras palavras, pode haver um reflorestamento na China continental (a comunista) por conta da escassez de espaço para reflorestamento em Taiwan. Mais ainda, a decisão é, digamos assim, “unilateral” em princípio porque são dois países distintos (ou não?).

Fico curioso para saber como o governo de Beijing reagirá a este reflorestamento aparentemente barato de seu território. Afinal, é fato conhecido que países comunistas são também os que mais poluem no mundo. Já imaginou ganhar este presente de uma “província rebelde”?

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Boas notícias

Nosso grupo pré-COPOM, como sabem os leitores deste blog, apresentaram suas expectativas na semana passada. Espera-se um aumento de 0.5 pontos na Selic. A boa notícia é que o parecer está menos baseado em chutes e análises verborrágicas e mais em números e previsões.

Agora, a segunda parte: na semana passada, também, meus alunos de Organização Industrial (nome adotado em 99% do mundo…mas aqui é “Concorrência Imperfeita e Teoria dos Jogos”, como se ambas fossem coisas distintas…) me entregaram um trabalho que eu pouco editei e que representa, para mim, a síntese entre Organização Industrial e História Econômica. Este trabalho representa um esforço importante dos alunos porque, como disse o Pato lá no Econosheet, trabalho em grupo é complicado (mas se ele ler o Oz Shy, perceberá que existe um incentivo que funciona…). Além disso, há a relação com a Econometria, com a História Econômica (óbvio!), outros métodos quantitativos (calibragem, via PCAIDS), sem falar nas dificuldades que poucos enfrentam ao longo do curso, mas que são as mesmas que qualquer pesquisador/consultor se defronta na hora do pênalti.

No mar de má notícias que é o Brasil, estas são duas boas notícias.

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Como é que mais filosofia e mais sociologia corrigem isto?

Aqui, vem cá, como é que mais Marx corrige um sujeito que escreve “húmido” ao invés de “úmido”? Um doce para quem conseguir bolar um raciocínio maluco que prove, logicamente, que um sujeito que não sabe português e matemática para o mínimo diálogo com um americano, um vietnamita ou um chinês conseguirá, a partir da leitura de um manual besta de filosofia ou, vamos lá, a partir da tradução de algum livro de Hegel ou Kant se transformar em um Camões ou, tá bom, num simples Érico Verissimo.

Aguardo teorias pedabobas.

p.s. legal mesmo é o silêncio dos economistas que estudam educação no Brasil. Até agora não ouvi nada deles a respeito. Será que alguém já fez um estudo bacana (como os contrafactuais cheios de equações mincerianas e afins) mostrando o impacto de uma política pública como esta? Se eu fosse um presidente, é o mínimo que eu exigiria antes de assinar um decreto baseado no palpite de algum amigo ex-terrorista…ou de um educador que acha o totalitarismo marxista o máximo.

p.s.2. este texto pode conter muitos erros de português pois seu autor leu Hegel e Marx por mais tempo do que leria hoje, se pudesse reviver o passado.

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Proposição testável e algumas observações sobre os fundamentos da aversão filosófica dos burocratas não-liberais à matemática

Distribuição de renda: uma via apropriada e a via inadequada

Aqui é possível visualizar (a partir do site do Ministério da Fazenda) a apresentação do Ministro Guido Mantega, intitulada Economia Brasileira: avanços e desafios, realizada na semana passada no 20º Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio.

Atentem para o slide 7: “Distribuição de renda e mercado de consumo de massa”.

Aponta que uma das causas da melhoria na distribuição de renda no Brasil, o que contribuiu para o aumento da classe média, foram as “melhores condições de crédito”.

Comentário:

O que podemos inferir?

O Judiciário, ao revisar os contratos de mútuo (na tentativa de fazer a distribuição de renda protegendo o mais faco), estará piorando, não melhorando, as condições de crédito. Se revisa os pactos, retira (não adiciona) um fator capaz de melhorar a distribuição de renda.

Conclusão já sabida (certo?):

O Judiciário não é a via apropriada para redistribuir renda, vez que o seu intento “justiceiro” faz o crédito perecer. Fazendo o crédito perecer, menos pessoas terão acesso ao mesmo e estas que o fazem pagam mais caro do que se mais pessoas pudessem acessá-lo… A renda se concentraria, não se redistribuiria…

Esta hipótese veio daqui. Eu queria era ver os números. Será que, como diz o blogueiro, o Judiciário é, predominantemente, “justiceiro”? Se é, será que o efeito citado ocorre?

Se aprendêssemos mais matemática no colégio, certamente esta pergunta já teria sido respondida. Mas, como diz o Adolfo:

O Brasil é um país arrogante, para mascarar nossa mediocridade educacional criamos disciplinas para dizer: somos analfabetos, não sabemos fazer contas, mas somos politizados.

Por que?

Tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no ensino médio tem vários pontos negativos. Primeiro, é evidente a doutrinação que irá ocorrer: MARX será o grande filósofo a ser estudado. Popper nem pensar, Von Mises, Hayek ou Bastiat de jeito nenhum. Segundo, sobra menos tempo para o estudo de matemática e português. Ou seja, os alunos ficarão ainda piores em leitura e matemática. Terceiro, os mais pobres estarão em situação pior. Afinal, nas escolas privadas a carga horária de ensino irá aumentar para acomodar mais matérias. Já nas escolas públicas, impossibilitadas de aumentar a carga horária, o ensino de matemática e português será ainda mais sacrificado. Quando a desigualdade aumentar não culpem o mercado, culpem a falta de preparo educacional agravada por essa medida. Quarto, o estudo de filosofia demanda uma maturidade que dificilmente se tem na puberdade. Quinto, por que sociologia? Por que não economia? Novas demandas irão surgir, novas matérias serão incluídas nas grades curriculares do ensino médio, e menos nossos alunos saberão sobre português e matemática.

Parece-me óbvio, pelo que já vi dos supostos manuais de filosofia para carne-fresca-para-pedófilos-doutrinadores, que Mises, Hayek ou Popper jamais aparecerão nas supostas discussões em sala de aula nas quais, supostamente, não haverá doutrinação marxista (da pior qualidade, já que poucos doutores em filosofia existem no país e menos ainda vão se dispor a trabalhar pelo salário ofertado).

É sob estes governantes que os nossos pais e empresários terão que educar seus filhos. Baldur von Schirach deve estar alegre sob a terra. Aliás, sabe para que serviam os internatos do moço (supostamente bissexual, segundo a tal Wikipédia)? Para o mesmo objetivo dos bolivarianos que têm tesão por ilhotas governadas por barbudos sob uma (nem um pouco) suposta democracia de partido único:

No nazismo como um todo, não havia oportunidade de expressar suas opiniões como num Parlamento. Os moços acostumados ao movimento da juventude não conseguiam se adaptar a essa forma rigorosa de nacional-socialismo.

Óbvio, não? Hitler poderia ganhar, digamos, um terceiro mandato. Depois, digamos, teria aliados com pendores sexuais…digo, políticos afins, todos amantes do regime do partido único justificado sobre o peleguismo comprado (com impostos sindicais ou com dinheiro “sujo de óleo”?) e, claro, para os meninos desabafarem suas mágoas, já que os pais deveriam ser vigiados (lição da Gestapo para Mao Ze Dong conhecida na história como “Revolução Cultural Chinesa”), nada melhor do que escolas públicas que, aos poucos, doutrinariam a meninada.

Humm…parece até um plano discutido em alguma reunião de líderes latino-americanos…será?