Dica boa

Dica boa.

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Para os que assistiram “A Better Tomorrow III” de Tsui Hark

Segundo o que já ouvi dizer, após o final de “A Better Tomorrow II”, o produtor-diretor Tsui Hark e John Woo tiveram algum desentendimento e Tsui Hark produziu a terceira parte sozinho. John Woo, então, teria feito “Bullet in the Head” como sua versão (“versão”, por assim dizer, já que os personagens são outros e a história, idem).

O filme talvez não seja tão bom quanto os dois primeiros e a falecida Anita Mui conseguiu ficar bem feiosinha, mas vale a pena.

Não adianta dizer que não é eleitoreiro quando…

…tudo o que se faz indica o contrário. O perigo da inflação é, infelizmente, real. A geração mais nova, que não conheceu os horrores desta praga, poderá pensar bem no que irá fazer nas próximas eleições presidenciais. Basta não votar em presidente que se diverte fazendo insinuações sobre a política monetária e/ou liberando seu vice para fazer o que ele não tem coragem.

Adicionalmente, temos uma tentativa de esconder informações (não me refiro ao Fóro de São Paulo ou ao Celso Daniel, leitor, mas tão somente aos últimos episódios do IPEA), uma política externa com resultados líquidos questionáveis, uma banalização das reparações pelos anos da ditadura (ao mesmo tempo em que se adula nomes ligados ao antigo regime…e não falo de Lamarca) e diversas tentativas de minar o modelo regulatório em prol de uma reestatização em diversos setores.

Sem dúvida, é fácil saber em quem não votar. Já as opções, estas não existem para mim.

Seu professor pode ser igual a um destes picaretas que aparecem nas páginas policiais (ou de Política) dos jornais

A denúncia vale como mais um item da série: “A economia política dos economistas”.

Baixaria acadêmica

Lembram do episódio onde um autor colocou o artigo como “aprovado para publicação” em seu Lattes, embora o paper estivesse em minha mão e, consequentemente, sob processo de avaliação? Pois bem, descobri que não foi só ele que fez isso. Um dos coautores, inclusive muito respeitado como pesquisador aqui no Nordeste, fez o mesmo.

Um amigo me falou brincando: vou submeter um paper para a Econometrica e colocar “aceito para publicação em 2008”.

Enfim, o que fiz? O paper era bom, quanto a isso nada tenho a declarar. Contudo relatei o ocorrido para o editor da revista e, felizmente, rejeitamos o trabalho.

Fiquei muito feliz com a decisão editorial. Porém, o melhor seria denunciá-los, como coloquei em meus comentários:

[…] Para minha surpresa, os autores cometeram uma atitude, no mínimo, reprovável: incluíram em seus curriculum Lattes o artigo como “aceito para publicação”. Confira, por favor, o que eu digo:

[links para o Lattes]

Nesse sentido, temos duas possibilidades: a) ou eles não sabem a diferença entre aceito e submetido ou; b) agiram de má fé.

Sei que aqui não é o lugar para tratarmos desse assunto, o ideal seria que a CAPES tivesse um maior controle sobre as informações, dado que elas estão sendo usadas para avaliação dos centros de pesquisa. O triste é observar que esse tipo de “maquiagem” de produção está cada vez mais comum em nosso meio.

Portanto, temos um dilema: um bom trabalho, passível de publicação na (nome da revista), contudo uma atitude reprovável de seus autores.

Por conta disso, mando o parecer apenas para você e não para os autores. Podemos continuar conversando a respeito da decisão editorial?

Atenciosamente,

Erik Figueiredo

O que dizer? Bem, incentivos importam. Mostramos isto aqui e discutimos também o tema em outra oportunidade. Chamo a atenção também para este artigo. Se o leitor se dedicar a uma minuciosa pesquisa do Lattes de alguns “supostos” medalhões da economia (pelo menos entre alguns festeiros da imprensa), descobrirá coisas mais desagradáveis do que o que o Erik viu.

O problema mostra que economistas estão longe de serem exemplo de moralidade. Não somente eles, como sociólogos, historiadores, médicos, físicos, etc. Todo mundo responde a incentivos. Claro que existe uma questão de preferências (moralidade de cada um) que pode gerar distúrbios (para o bem, ou para o mal), mas o fato inegável é: não apenas o IPEA está nu. Seus colegas da Academia também estão (sejam eles pró ou contra a administração da Silva). Como eu já disse aqui, a pterodoxia envolve membros da heterodoxia, mas não apenas da mesma.

O que fazer? Acho que alguém precisa tomar cuidado com os incentivos que cria para os pesquisadores porque, afinal, é mais fácil fazer isto do que reeducar gente que mal-intencionada. Pelo menos, os distraídos aprendem a preencher o seu currículo de maneira minimamente correta.

Banco Central e Política Fiscal

O Cristiano fala de um novo texto do Acemoglu que poderia ser bacana para uma análise crítica da atuação de Bancos Centrais. Claro, os que não concordam com a Econometria (gente do atual IPEA saberá apreciar isto?) não estão moralmente autorizados a citar este texto em suas críticas.

Nada de novo na Casa dos Representantes

In this paper we applied the survival analysis to estimate the probability of re-election of the politicians. We focused on the House of Representatives members who had won at the 43rd General Election that held in November 2003 and observed whether these members keep their seat in the next election or not. The main issue of 44th General Election was the postal reform, and the anti-administration parties had disadvantages of the election. We found out that the average members of opposition party tend to lose their seat in such unfavorable situation while the hereditary members keep their seat. Our results also showed that the third-generation politician whose parents and grand-parents are politicians faces higher probability of re-election.

Ok, isto é no Japão. Alguém sabe como é no Brasil? Estudo similar já foi feito por aqui?

Lembra do IPEA aparelhado?

Pois imagine o que seria um FMI aparelhado. Certamente é uma hipótese polêmica (não li o artigo, apenas o resumo), mas alguém pode pensar em um teste similar para o Brasil. Governos grandes e distorção de informação estão, sempre, juntos ao longo da história do mundo. Que coisa…

Tolerância Zero à Obesidade Estatal

O governo já começou a multar qualquer um que beba um chopp. Agora, quero iniciar uma campanha – ligada ao que o Adolfo fez ontem em Brasília. Chama-se “tolerância zero à obesidade estatal”.

Como sabemos, ou deveríamos saber, obesidade estatal mata a sociedade no longo prazo. Faz muito mal à minha saúde não ter dinheiro para comprar uma cerveja e beber em casa. Isto só ocorrerá no dia em que a besta for devidamente contida.

Para iniciar a campanha, teremos apenas este post. Sugestões e comentários são bem-vindos.

Concorrência

Um gentil comentarista indicou a apostila do Cochrane (que eu já conhecia) para me ajudar com o novo material de Econometria para os alunos. Agradecido (este tipo de comentário me faz ver que há bondade no mundo…). O Cristiano Costa, por sua vez, divulgou um novo livro que é “concorrente direto” de minha apostila e que eu saúdo como bibliografia complementar.

O leitor deste blog que aguarde. Márcio Salvato e Ari Araujo estarão no mesmo barco do autor desta apostila o que, no longo prazo… 🙂

p.s. a página do Márcio Salvato é mais cuidadosa com o autor do que o mesmo com ela. Agora, por exemplo, está fora do ar. Acorda, Márcio!!!

Como o governo destrói a vida dos pobres

O comentário do Salomão Quadros é de uma sabedoria ímpar. Reproduzido pelo Reinaldo Azevedo (e poderia ser reproduzido por gente séria da esquerda, caso houvesse…) aqui, o fato é bem simples: voltamos à era Sarney-Collor-Itamar, com um adicional que Elio Gaspari parece ter lido aqui antes: aparelhamento da burocracia com efeito prático único de empregar companheiros.

Regressão que eu gostaria de ver

log(acidentes de trânsito) = constante + beta(dias de manifestações de supostos movimentos populares de esquerda) + delta(vetor de controles) + erro aleatório.

Se beta for positivo, quanto a coligação bolivariana restituiria à sociedade?

p.s. podem incluir aí os instrumentos, etc.

Preocupadíssimos…tanto que nem divulgam mais

Na era Collor, isto daria pano para manga de muito gente supostamente progressista. Mas, no ocaso atual, nem um economista destes que se dizem representantes de nossa classe abre a boca. Estão todos loucos por uma consultoria ou uma bolsa-esmola-de-pesquisador.

Ah, as migalhas dos intelectuais…

E o troféu chegou às minhas mãos…

Fui, cantei e quase venci.

Mas tirei o 3o lugar na categoria jovem no concurso nacional…no ano do centenário da imigração. É, eu fiquei feliz sim. Confesso.

Eis o símbolo da Kyodô Minyô, cuja sede está no Japão.

Humm….

Pulverizadas por todos os Estados, as principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão concentradas em poucas empreiteiras. Levantamento realizado pela ONG Contas Abertas, especializada no acompanhamento da execução orçamentária da União, mostra que desde o ano passado três construtoras permanecem na lista das seis maiores beneficiadas com repasses de recursos federais: a Delta Construções, a SPA Engenharia Indústria e Comércio e a CR Almeida – Engenharia de Obras.

Pode não querer dizer muita coisa, mas eu fico sempre desconfiado destas imensas concentrações de mercado…

A voz do povo versus o silêncio do IPEA: SÁBADO é dia de ir às ruas (pelo menos em Brasília)

Eu planejava um evento similar com o Juliano (Preço do Sistema) para Belo Horizonte, no próximo domingo, mas estou prestes a desistir, dado que parece que somente eu e ele iríamos (nem meus colegas de blog se manifestaram). Com os últimos acontecimetos do IPEA, fico mais desanimado.

Contudo, há uma esperança. O pessoal de Brasília ainda pode ter maior número de pessoas na passeata pela redução do tamanho do Estado que eu chamaria também de passeata pela liberdade e contra a censura.

Tiradentes continua enforcado, de forma eternizada, na av. Afonso Pena. Vejo-o da minha janela. Os mineiros se esqueceram do significado simbólico do que ele fez.  Ainda aguardo pelo contato do pessoal de BH, mas não tenho mais esperanças.

Boa sorte ao pessoal de Brasília! Abaixo, os detalhes, copiados e colados diretamente do blog do Adolfo.

3º Encontro de Liberais: Pela Redução do Tamanho do Estado

O Terceiro Encontro de Liberais tem uma novidade: menos palavras e mais ação. O objetivo de nosso encontro é criar uma mobilização, a nível nacional, pela redução do tamanho do Estado.

Como iremos implementar essa idéia? Simples: cada cidade brasileira deve marcar um local para realizar sua manifestação no dia 28 de junho (sábado), as 16:00 horas. Em Brasília iremos nos encontrar no Píer 21 (em frente aos cinemas). Cada pessoa deve portar um cartaz com dizeres tipo: “CONTRA o aumento dos impostos”; ou “CONTRA a CSS/CPMF”; ou “A FAVOR da redução do tamanho do Estado”, etc. Eu irei também preparar um texto para distribuirmos para as pessoas que estiverem nos arredores. Nós não faremos caminhadas e nem invadiremos prédios públicos, nossa manifestação limita-se a divulgar nossa opinião de maneira pacífica e civilizada.

Espero poder contar com a ajuda da internet e dos blogueiros para divulgarmos, e organizarmos, esse evento. Vamos mostrar que a esquerda NÃO TEM o monopólio da verdade e nem o monopólio das manifestações.

Shikida estou contando com seu apoio. Que tal o Degustibus comandar a manifestação de Belo Horizonte? Talvez o Tambosi pudesse ajudar em Florianópolis. Também quero contar com o Resistência, com o CATO, com o Ordem Livre, com os Institutos Liberais, com o C.A. de Economia da UFG, e com todos que queiram ajudar.

Se você quer organizar a manifestação do dia 28 de junho em sua cidade, peço-lhe um favor: mande um e-mail para esse blog dizendo: a) seu nome; b) como entrar em contato contigo; e c) LOCAL da manifestação. Peço que não sejam marcados Encontros para dentro de Universidades, temos que levar as idéias ao grande público.

Amigos, eu sei que dá trabalho. Mas se não começarmos a nos mover dificilmente conseguiremos a vitória de nossas idéias: a idéia de um país livre, que respeite as liberdades individuais, que respeite o nosso sagrado direito ao livre arbítrio, que respeite nosso direito a queremos melhorar de vida, que respeite as nossas conquistas, e que respeite nossa propriedade.

O 3º Encontro Liberal propõe uma medida simples: divulgar ao grande público as idéias liberais. Mas se formos incapazes de realizarmos as tarefas mais simples, dificilmente seremos capazes de executar as mais complexas.

3º Encontro de Liberais
Data: 28 de junho de 2008.
Horário: 16:00 horas
Locais:

Em Brasília: Píer 21 (em frente aos cinemas).

A nova era do IPEA

Dizem que a própria Presidência proibiu a divulgação de previsões feitas pelo IPEA. Cabem aqui algumas observações. Primeiro, qualquer um sabe que não é deste órgão o monopólio do conhecimento econométrico no país. Logo, não há porque temer: o mercado fará suas previsões desde que tenha acesso aos dados básicos.

Neste caso, o pior pode acontecer (lembra-se da era “Zé Dirceu”, na qual o IBGE passou a ser obrigado a divulgar qualquer resultado de suas pesquisas à Presidência antes de divulgá-la aos pagadores de impostos e também aos receptores de Bolsa-Família, ambos eleitores?). Quanto tempo falta para o governo começar a arrumar desculpas para não divulgar certas notícias (“divulgar notícias sobre suicídio aumenta o número de suicídios”) ou dados primários para não alimentar a “especulação” das pessoas?

Um indivíduo não tem o direito de “especular” sobre o futuro dos filhos? Ou sobre o futuro do país? Ou sobre a aplicação do seu dinheiro?

O mais irônico desta história é o papel dos outrora auto-denominados “pós-keynesianos” que hoje estão em vários escalões do governo. Falam tanto do capitalismo incerto e que deve ser corrigido pelo governo e parecem acreditar, como crianças, que basta proibir a divulgação de dados e previsões que o mercado se tranquiliza. É uma versão moderna do congelamento de preços. Moderna, no sentido temporal, apenas. Não no sentido histórico.

Acabaram decretando o monopólio governamental da especulação. Incrível.