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Qualidade da educação – os analfabetos funcionais

Marcelo Soares tem um texto muito bom sobre seu provável vizinho, colega ou parente. Analfabetismo funcional é um problema sério e não se restringe aos mais pobres de um país…

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A ONU ataca o lado errado do problema

Ela tenta controlar os preços dos alimentos pedindo pela ajuda do governo. Talvez devesse ouvir o que disse o Nobel Amartya Sen. Amartya Sen já foi muito “namorado” por nossos pterodoxos. Após entenderem (tem que saber um pouco de matemática e também um pouco de lógica, nada que um bom estudante não conheça) o que ele disse, pararam de falar dele. O mesmo vale para a McCloskey, tão celebrada por conta da “retórica” que os pterodoxos verborrágicos pensavam ser “a madame de ouro”…

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Hotelling, Tiebout e Alex Castro

Alex Castro está incomodado com as escolhas dos vestibulandos. Tudo por que eles estão dispostos a escolher as faculdades por critérios outros que não a excelência acadêmica. Talvez o Alex imagine que seja fácil para um vestibulando entender o que é uma academia excelente, mas é perigoso que incorra em um erro clássico: o conhecimento a posteriori.

Ou então ele tem que discutir o antigo provão e o novo em termos de sinalização. Na administração Cardoso, qualquer um poderia avaliar qualquer escola de maneira homogênea. Na administração da Silva, o novo “provão” mascara as faculdades com a tal “amostragem”. É verdade que o índice ficou mais interessante, mas a tal “amostragem” tornou o exame menos útil para o vestibulando.

A despeito disto, há aspectos óbvios na escolha do pessoal: a) Hotelling – no modelo de Hotteling, as pessoas consideram o custo de oportunidade de se deslocar ao fazer escolhas. Supõe-se, no caso, que o bem é homogêneo. Assim, se eu moro na favela (e se o Alex não vai me dar uma bolsa-transporte), escolherei uma faculdade próxima. Lembre-se: o ensino é homogêneo ou, alternativamente, não é possível distinguir, com as informações divulgadas pelas faculdades e pelo seu amigo MEC, a qualidade do ensino. Por outro lado…b) Tiebout – existem distintas faculdades com distintos graus de excelência e eu, que não sou bobo, mas também não tenho tanto dinheiro assim, opto por estudar naquela que mais me atende. Claro, supõe-se um custo de transporte desprezível, o que provavelmente não é o caso neste exemplo do Alex.

Finalmente, não custa lembrar, há o sujeito que, submetido ao tráfico de drogas, tem dificuldades até para ir muito longe da favela, exceto, claro, se financiado pelo crime para uma carreira de sucesso no Direito…

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Por que o bom professor tem poucos alunos amigos?

Simples: porque amizade verdadeira é coisa rara. Sendo rara, é escassa e, portanto, tem valor elevado.

Bem, já que estou aqui fazendo elogios a alguns alunos que me deram um presente muito bacana ontem, vamos falar um pouco sobre os incentivos que explicam a resposta para a pergunta colocada no título deste post.

Uma coisa é o populismo picaretético de professor que paga até dez flexões para ter a amizade dos alunos. Trata-se de algo mais comum em faculdades privadas do que nas públicas, mas não duvide que isto ocorra nestas últimas. Existem faculdades públicas cujos incentivos são tais que os atuais alunos podem se transformar em futuros servidores públicos e, claro, chefes dos atuais professores. Não é difícil perceber que isto gera uma inacreditável simpatia por parte de alguns rent-seekers supostamente professores relativamente aos seus prováveis futuros chefes.

Ao final, vale a máxima que vovó dizia: escolha bem suas amizades porque elas provavelmente durarão muito mais tempo do que aquele DVD player de R$ 1.99 (bem, ela não dizia exatamente com estas palavras, mas…).