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A má ciência

Mungowitz tem uma coletânea de besteiras ditas por gente que bem poderia estar nos “programinhas” supostamente intelectuais dos canais “cabeça” da TV paga. Confira aqui. Moral da história: pesquise, porque cabeças-de-bagre abundam na rede e se arrogam o direito de representar algum papel na tal “formação de opinião”. Digo, até formam, mas é uma opinião de muito má qualidade.

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Café com o Economista – Brevíssimo

Caro sr. da Silva,

Li que o senhor ficou muito chateado – e até bravo, eu diria – com o fato de que o fim da CPMF não se traduziu em queda dos preços. Entendo sua frustação, já que o senhor não deve ter conversado com bons economistas antes de fazer esta declaração.

Mas, sr. da Silva, veja, eu também tenho uma queixa. Mesmo que ignoremos sua declaração, não é que a  arrecadação do governo aumentou, inclusive, com o aumento da alíquota do IOF para algumas transações? Como é que o senhor espera que os preços caiam? Alguma mágica? Alguma fórmula que seus amigos bolivarianos sopraram em seus atentos ouvidos?

Sr. da Silva, espero que não se ofenda, mas trocar um imposto por outro e dizer que isto implicaria em quedas de preços é algo que nem seus mais profundos admiradores pterodoxos têm coragem de dizer em público. Uns porque sabem que está errado e outros, claro, porque acham que está certo mas desconfiam que podem estar falando besteira.

Para concluir, friso que não tive, nem de longe, a intenção de fazer um modelo de equilíbrio geral mais detalhado para tentar estimar o impacto líquido da substituição da CPMF pelo aumento da alíquota do IOF em todos os mercados para melhorar a qualidade do meu argumento. Mas, cá para nós, o senhor também não fez isto, né?

Atenciosamente,

Claudio

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Aula interdisciplinar de Marketing

Building Brand Awareness in Dynamic Oligopoly Markets
Prasad A. Naik – Chancellor’s Fellow and Professor of Marketing, University of California Davis, Davis, CA 95616 panaik@ucdavis.edu
Ashutosh Prasad – Associate Professor, School of Management, University of Texas at Dallas, Richardson, TX 75083-0688 aprasad@utdallas.edu
Suresh P. Sethi – Ashbel Smith Professor of Operations Management, University of Texas at Dallas, Richardson, TX 75083-0688 sethi@utdallas.edu

Companies spend hundreds of millions of dollars annually on advertising to build and maintain awareness for their brands in competitive markets. However, awareness formation models in the marketing literature ignore the role of competition. Consequently, there is a lack of both the empirical knowledge and normative understanding of building brand awareness in dynamic oligopoly markets. To address this gap, we propose an N-brand awareness formation model, design an Extended Kalman Filter to estimate the proposed model using market data for five car brands over time, and derive the optimal closed-loop Nash equilibrium strategies for every brand. The empirical results furnish strong support for the proposed model in terms of both goodness-of-fit in the estimation sample and cross-validation in the out-of-sample data. In addition, the estimation method offers managers a systematic way to estimate ad effectiveness and forecast awareness levels for their particular brands as well as competitors’ brands. Finally, the normative analysis reveals an inverse allocation principle that suggests – contrary to the proportional-to-sales or competitive parity heuristics – that large (small) brands should invest in advertising proportionally less (more) than the small (large) brands.

Eis aí um interessante exemplo de como fazer um trabalho interdisciplinar (de alto nível) em Marketing, considerando a tão falada (e pouco utilizada, exceto para baixar o nível…) interdisciplinaridade.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas? – Desigualdade de renda, liberdades e desenvolvimento econômico

Em prosseguimento ao nosso bate-papo, eis um texto pequeno de Gerald Scully sobre o tema. Em poucas palavras, o que ele faz é mostrar evidências de que países economicamente mais livres são também os menos desiguais. A teoria subjacente tem a ver com o estabelecimento de direitos de propriedade bem diferentes daqueles dos discursos bolivarianos (sejam eles brasileiros ou não). Como isto é possível?

Antes de perguntar ao seu professor, use os miolos para pensar na seguinte questão: diferentes estruturas de direitos de propriedade podem modificar o custo de oportunidade entre eficiência econômica e desigualdade de renda? Eis um resultado possível da adoção de distintas estruturas institucionais.

Se isto for correto – e eu acho que o leitor que acompanha este debate certamente pensa nisto como uma hipótese razoável – então temos que nos preocupar em entender melhor a questão da mudança institucional. Como se sabe, instituições possuem dois aspectos: formal e informal. Além disso, alguns autores têm encontrado evidências de que a parte informal (aquela mais complicada, que expressa aspectos fortemente culturais) pode ser a determinante no bom desempenho institucional dos países.

Como se sabe, cultura é algo dinâmico e difícil de se mensurar, quanto mais entender. Isto não impede, por exemplo, que toda a esquerda latino-americana venere quase religiosamente Antonio Gramsci por ter dito algo mais ou menos óbvio: ganhar a guerra cultural é importante. Os não-autoritários (liberais) do continente, embora tenham lido Ayn Rand (que, essencialmente, diz a mesma coisa que Gramsci), parecem ter perdido os primeiros 50 anos de batalha das idéias, mesmo com a óbvia (e ululante) evidência da queda do Muro de Berlin, no final do século XX.

Prosseguimos com o debate…

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Do jornalismo engraçadinho

Há manchetes e manchetes. Mas qual o nome – no meio jornalístico – de um pseudo-furo? Em outras palavras, todos os jornalistas (e cidadãos-eleitores desta capital) sabem (e muitos jornalistas, inclusive, fazem parte deste mercado, como consumidores) da prática aludida na matéria. Há anos. Muitos anos.

O valor da matéria, portanto, cai muito. Parece muito mais algum tipo de elogio aos nobres funcionários multadores da agência regulatória da prefeitura do que uma verdadeira posição do jornal a respeito do tema.

Vamos lá, gente, se quiserem realmente fazer uma denúncia como estas, sejam os primeiros a falar do tema…no tempo certo. Não agora que a prática já está consolidada na cidade (com o beneplácito, sim, de muita suposta autoridade ocupante de cargos públicos).

Nem vale a pena comentar sobre a economia desta informalidade.