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Parece o Brasil cuspido e escarrado…

Diz Ronald:

Países menos desenvolvidos têm retórica predominantemente anti-capitalista de esquerda e também são mais corruptos. Para quem acha que o rico capitalista corrompe o pobre funcionário público, a solução é votar contra o capitalismo e a favor de partidos de esquerda “éticos”, que irão aumentar o controle do Estado sobre a sociedade. O problema é que isso gera mais corrupção, mais sentimento anti-capitalista, maior apoio à ideologia de esquerda, governos maiores e mais corrupção. Um círculo vicioso e tanto! Os autores desse argumento interessante são os economistas Rafael Di Tella e Robert MacCulloch.

Leia o resto lá. Nunca antes na história deste país tantos supostos empreendedores se tornaram meros caçadores de renda.

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As liberdades em jogo

Uma delas a de sua programação na TV paga. A outra é a volta – absoluta falta de vergonha – da CPMF com as mesmas desculpas de sempre. Claro que, para distrair, o neo-Itamaraty prefere ignorar as atrocidades da FARC e sua cobertura por vizinhos em nome de uma confusa ideologia neo-latinoamericanista (uma conveniência para não se dizer amizades com “autoritarismos amigos”). Até aquelas bravatas da ala bolivariana (pró-Castro) dos diplomatas anti-internacionalismo diminuíram quando os supostos padres estrangeiros se mostram mais empenhados em não assumirem a co-responsabilidade por esfaqueamentos de civis em terras brasileiras. Cadê a “reciprocidade” senhores da diplomacia?

Sempre que há uma bocada em seu bolso, a administração da Silva providencia – junto aos seus aliados bolivarianos – algum fato barulhento. Existisse uma genuína oposição liberal neste país, ao menos, haveria algum protesto. Este é um problema interessante (clássico): por que a cambada de gente que se diz “classe média” (ou os poucos que se assumem como ricos) nunca se mobiliza para o protesto? Não precisa sair às ruas, pode ser na guerrilha cultural (esta história da batalha das idéias que motivou de Gramsci a Ayn Rand)?

A ideologia não-liberal que impregna a administração da Silva (e que satisfaz seus dissidentes radicais da esquerda) já não está mais sob o manto da necessidade eleitoral. Ela se faz presente em diversos discursos e atos da administração. Os barulhos (balões de ensaio) causados pelo presidente e aliados são sempre para distrair a suposta oposição dos pontos fracos do momento. Fala-se em criar uma estatal para a aviação civil, em se estatizar e/ou sobre-regulamentar este ou aquele setor, abertamente não se toma posição diante das evidências de terrorismo em território nacional, enfim, tudo isto para continuar aumetando o tamanho do governo em proveito próprio.

Eu desejo mesmo é ver, algum dia, as memórias arrependidas – ou que desculpa arrumarão – alguns economistas supostamente sérios que tomaram parte nestes 8 anos escritas. Vai ser interessante ler gente que falava com certa autoridade – corretamente – sobre as besteiras pterodoxas justificar sua participação em episódios tristemente memoráveis como o da Medida Provisória 232.

Disto tudo, pelo menos, uma lição está clara: os economistas supostamente mainstream do Brasil ainda não entendem corretamente as implicações dos incentivos constitucionais sobre os seus planos econômicos. Mesmo com tantos artigos em periódicos sérios, logicamente corretos, os sujeitos ou se submetem aos incentivos financeiros futuros que um cargo no governo lhes dá (como o João R. Faria já apontou em artigos teóricos), ou ainda não conseguem entender corretamente o alcance e os limites da modelagem.

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Por que você nunca sairá do subdesenvolvimento?

Ronald tem um bom argumento para que você assuma seu lado liberal e tente reverter o fluxo de péssimas idéias que persistem na academia. É a mensagem dele no final do texto, embora o texto-em-si (uma categoria marxista?) me pareça bem menos otimista.

Vale a pena ler. Alunos de cadeiras como “Desenvolvimento Econômico” ou “Economia Brasileira” certamente gostarão disto. Aliás, leiam com o outro olho no texto do André imediatamente anterior a este. Trata-se de um bom exemplo microeconômico do que Ronald explicou.

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Heterodoxo deseja deflação

Do fundo da sala ouvi o grito: “Aumenta a taxa de juros”. Fiquei impressionado pois a afirmativa vinha do professor imaginário mais heterodoxo do departamento. Aumentar a taxa de juros? Como assim? A inflação não é a contradição da especulação financeira? Teria ele gritado; “Indexa a economia, presidente!” E eu no meu silencio monastérico teria ouvido errado?

Logo a dúvida seria resolvida. Lá vinha ele com as folhas em punho gesticulando em êxtase: “André, fecharam o acordo salarial. O nosso sindicato fechou um acordo por três anos. Estamos com os salários nominais congelados até janeiro de 2011. Como é que eles puderam fazer isso em plena crise de preços? E agora? O que faremos?”

 

“Respira fundo e torce por uma deflação, respondo eu”.

 

Para os professores de Macroeconomia, sugiro esse exemplo em sala de aula. Contrato de três anos, com salários nominais definidos para todos os professores de curso superior de universidade pública federal. O ganho nominal é bonito. Porém, supondo rigidez orçamentária como será feito o ajuste? Inflação ou câmbio?

 

Andre

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Corte a mesada de seu filho universitário!

Calma, calma, não se desespere. Mas…

Pocket money and child effort at school
Christine Barnet-Verzat François-Charles Wolff
LEN, University of Nantes LEN, University of Nantes; CNAV and INED, Paris

In this paper, we study the relationship between the provision of parental pocket and the level of effort undertaken by the child at school. Under altruism, an increased amount of parental transfer should reduce the child’s effort. Our empirical analysis is based on a French data set including about 1,400 parent-child pairs. We find that children do not undertake less effort when their parents are more generous.

Eu sabia…