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Pedro Sette em momento hayekian(íssim)o

Porém, toda vez que um crítico literário escolhe os métodos que utilizará, está praticando a liberdade intelectual. Essa liberdade de análise, que inclui a liberdade de fazer testes, é que permite os avanços do conhecimento (sejam eles avanços em qualquer direção). Até mesmo quando um crítico escolhe ler romances com um modelo marxista, ou politicamente correto, ele está praticando a liberdade. Por isso pode não existir uma teoria liberal da literatura – mas existe uma atitude liberal em relação ao estudo da literatura.

A diferença entre essa atitude liberal, universalmente praticada, e a atitude (pois a teoria politicamente correta / marxista também gera uma atitude) 68tista é que a primeira não se autodestrói. A segunda é apenas nominalmente libertária: diz que vai libertá-lo dos grilhões do sistema mas já sabe aonde pretende levá-lo. O mesmo acontece com a linguagem politicamente correta: se você queria libertar-se da suposta politização da linguagem, apenas vai passar a trabalhar para novos senhores. Assim como não existe, segundo o 68tismo, uma área livre na consciência em que a boa-vontade pode prevalecer, também não existe, na convivência, uma área em que as regras possam ser livremente ditadas pela conveniência das partes.

O último parágrafo, para mim, é o mais hayekiano que Pedro já escreveu.

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O que a impunidade não faz?

Se nem o político é preso por gastos ilegais em seu cartão corporativo, porque um riquinho se preocuparia com o roubo de energia elétrica?

Os bairros que concentram moradores de maior poder aquisitivo na capital são responsáveis por grande parte do prejuízo que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tem com o roubo de energia. Nessas áreas, o principal problema é manipulação dos medidores.

A idéia de que os desvios ilegais são, na esmagadora maioria, prerrogativa das classes mais baixas é derrubada quando as estimativas da empresa mostram que nas vilas e favelas são 100 mil furtos contra 450 mil nas casas, prédios e condomínios em bairros de Belo Horizonte, por ano.

Claro, é desnecessário dizer que os menos ricos (pobres) não são nem um pouco mais honestos. Pobre, rico, branco, preto, judeu, católico…todos respondem a incentivos.

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Café com o Economista: direitos de propriedade

Prezado sr. da Silva,

Ouvi que o senhor, hoje, disse o seguinte:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, fez um alerta hoje sobre a inflação e disse ser importante que o povo entenda o seguinte: “A inflação é uma obrigação de todo brasileiro, que deve cuidar para que ela não aconteça. Sabe, é do trabalhador que compra, da dona de casa que compra, do empresário que produz, do atacadista que vende, do varejista e do governo”.

O senhor deve ter ouvido falar – após seu abandono do discurso socialista e bolivariano – que direitos de propriedade são importantes para o bom funcionamento de uma economia. Não apenas os direitos, mas uma alocação eficiente dos mesmos. Se o senhor tem dificuldades com matemática, não se preocupe: o artigo original de Ronald Coase – pioneiro nesta análise dos direitos de propriedade na economia – não contém uma única fórmula e o senhor pode perguntar sobre o mesmo a qualquer economista sério que porventura conheça. De quem é a responsabilidade pelo combate à inflação? Vejamos isto.

Em seu discurso há uma hipótese estranha, a de que o responsável pela inflação somos todos nós, o que leva a crer que não é responsabilidade de ninguém. A inflação, como se sabe, é, em última instância, um fenômeno monetário. Assim, é bom que se diga que a responsabilidade pela inflação é, também em última instância, do Banco Central, o mesmo cuja independência o senhor se esqueceu de propor, novamente, embora tenha se dedicado a aumentar custos para as pessoas com esta sua reforma sindical.

Prezado sr. da Silva, eu sei que o discurso é para um povo-massa, um povo que nem sempre foi educado porque não tinha acesso a professores e foi submetido a místicos ou aloprados ideológicos por muito tempo. Sei que o senhor também acha errado que este tipo de situação prevaleça mas isto também não é culpa minha, mas daqueles que os presidentes passados e o senhor também nomearam para, supostamente, mudar o quadro da má qualidade educacional do país.

Sr. presidente, eu sei que muitos de seus chegados falam coisas muito feias sobre o Banco Central e eu não estou aqui para defender este ou aquele funcionário público. Mas é fato que o pessoal do dito órgão é mais bem preparado do que o trabalhador, o empresário ou a dona-de-casa para combater a inflação. O senhor mesmo, na época do presidente – então um opositor seu – José Sarney, foi um dos que desconfiou, pelo menos assim se manifestava, da eficácia dos tais “fiscais do Sarney”. O senhor também sabe que é de uma irresponsabilidade tremenda apoiar-se em um populismo que começa com fiscais da inflação e termina em fiscais de alguma revolução cubana ou bolivariana.

A razão pela qual se diz – e eu também digo – que é melhor deixar o Banco Central cuidar da inflação não se baseia, veja bem, apenas na excelência técnica. O senhor sabe como são estas coisas: até o melhor dos técnicos relaxa se não trabalhar sob incentivos bem desenhados. Por isto é que, a despeito do que dizem alguns, a independência do Banco Central deve ser discutida e estabelecida. Não há nenhum problema em que a diretoria do mesmo responda a metas estabelecidas diante do Congresso ou do senhor. O desenho destes incentivos é obrigação de qualquer economista bem formado e o senhor acha vários deles por aí.

A única obrigação de todo brasileiro, senhor presidente, é cuidar do próprio bolso. Somente assim uma economia pode crescer mais do que 3% (ou 5%, na metodologia nova do IBGE) ao ano. Este pensamento não é uma manifestação de egoísmo, como querem nossos supostos representantes religiosos, mas sim o motor do desenvolvimento econômico. É também a única forma de sobreviver em um país no qual o governo tenta, de qualquer jeito, aumentar os gastos públicos com aumentos de arrecadação, sem maiores investimentos em infra-estrutura. O senhor, que já foi assalariado, supostamente sabe muito bem como funciona isto: contas no final do mês, impostos, leite e pão para os meninos, etc. Imagino que, como seus orgulhosos companheiros, você até aceitaria algo como uma “bolsa-família”, mas não eternamente. Acho que o discurso sindical sempre foi o de combate às esmolas ou ao peleguismo. O senhor não precisa se aliar a gente que amarra pessoas em árvores nas florestas colombianas para fazer este discurso. Basta ser um defensor da economia de mercado.

Assim, senhor presidente, esta minha crítica tem um tom meramente didático: o senhor tem que entender com quem está falando. E não falo de minha pobre pessoa, mas sim dos seus ouvintes. Eles não entendem de política monetária, de SELIC ou de superávit primário. Eles apenas entendem que o senhor ganhou seu voto para cuidar disto, contratando gente qualificada para tal, evitando ilegalidades enquanto se equilibra na delicada corda do sistema político nacional sob as monções da sempre imprevisível economia mundial.

É com eles que o senhor fala. Mas o direito de propriedade para cuidar destes problemas, este lhe foi outorgado pela segunda vez. Por favor, faça seu trabalho que faremos os nossos.

Atenciosamente,

Claudio

p.s. perdoe-me os eventuais trechos mal escritos. Escrevi de uma só vez e não conto com revisores de português à minha disposição.

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Sumô, um esporte globalizado

Hakuho gave giant-killing komusubi Kisenosato a sumo lesson to preserve his unbeaten record heading toward the final third of the Summer Grand Sumo Tournament on Sunday.

Hakuho improved to 8-0 to stay tied for the lead with Bulgarian bulldozer Kotooshu, while fellow Mongolian yokozuna Asashoryu continued to lurk in the background one win adrift after a demolition of Tokitenku.

É difícil dizer que não é, certo? ^_^