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Irracionalidade Racional

Pedro, nosso blogueiro mineiro (provavelmente o único blog de aluno de economista em BH) e co-blogueiro deste endereço faz um breve resumo sobre o tema que minha orientanda, Mariana, busca, desesperadamente (por conta do calendário) estudar.

Mariana ficou boa parte do semestre coletando dados para tentar replicar alguns resultados de Caplan. O viés é claro e conhecido: só gente do IBMEC (alunos, funcionários e professores). Não tem a robustez do Caplan, mas é, provavelmente, o primeiro trabalho de graduação, no Brasil, a tratar do tema. Hoje eu tenho que ler três monografias (alô professor picareta, a vida na universidade privada não é tão fácil quanto você pensa…se há seriedade no cumprimento das regras da casa) e a da Mariana é uma delas. Estou absolutamente sem tempo. Mas hoje, ou na madrugada de hoje, saem os comentários quase-finais de todos eles.

Lembro-me de ter comentado um artigo, em 1999, na ANPEC, lá no Pará, falando, inclusive, de irracionalidade racional. Obviamente, 99% das pessoas na sala não entenderam muito bem o que eu disse porque nunca haviam lido nada do Caplan. Mas, meu lado acadêmico-empreendedor me dizia, já naquele século, que o sujeito tinha algo a dizer, a despeito dos pterodoxos que abundam na ANPEC, à ortodoxa ou à heterodoxa.

Prometo ao leitor que, após o final do semestre, eu comento mais sobre a monografia da aluna mais popular do IBMEC (entrevistou quase 300 pessoas). ^_^

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Crise de alimentos

Eis aqui a receita para gerar uma crise no fornecimento de alimentos. Tem tudo a ver com os famosos “éticos”, “preocupados com o social” e “politicamente corretos”. Você não os ouve muito porque, sabe como é, mataram (ou alguém matou) a Velhinha de Taubaté e há um providencial e oportuno “silêncio dos intelectuais” brasileiros, preocupados muito mais com alguma busca de renda do que com a busca da verdade (ou de algo similar). 

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Dólar e a economia valadarense

Cristiano escreveu sobre como a queda na taxa de câmbio afetaria a economia valadarense.

Sou oriundo de lá e posso falar algumas coisas sobre o assunto. No ano passado, com a crise de mortgage nos EUA, a indústria de construção civil local sentiu imediatamente. Os preços dos imóveis começaram a cair (não tenho os dados…estou aguardado a FAGV – Faculdade de Administração de Governador Valadares – me enviar), e muitas construções pararam.

Tenho amigos no comércio, e ouvi muitos comentários sobre a queda dos mesmos. Alguns me falaram em 20%, outros em 30%.

Entretanto, o setor agropecuário da cidade melhorou bastante. O preço do leite subiu, posso afirmar que a procura por ordenhadeira mecânica também, além do preço da carne. Os produtores rural estão contente com a economia da cidade, mas os comerciantes e a construção civil não.

Por que isso?

Eu arriscaria em afirmar que é a “elasticidade-dólar(renda)”. O setor de construção civil e o comércio tem alta elasticidade-renda, enquanto o agropecuário não. Ou seja, quando o dólar cai, o comércio e a construção civil sentem imediatamente o impacto desta queda, pois grande parte do dinheiro que financia esses setores são oriundos do exterior. Já a agropecuária não sente tanto o impacto das variações do dólar, pois a demanda por leite e carne, por exemplo, não depende tanto do dólar.

E aí, o que vocês acham?