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O pseudo-empresariado (empreendedor) brasileiro em seu contexto histórico

A indústria automobilística brasileira tem sido amparada por incentivos governamentais desde o dia em que nasceu. O próprio setor registra 16 de junho de 1956 como a data do surgimento do setor no país. Nesse dia, cinco meses depois de tomar posse, Juscelino Kubitschek assinou um decreto que criava o grupo executivo da indústria automobilística, chamado pela sigla Geia, que trazia o primeiro da série de estímulos que andariam junto com a própria história da produção de veículos no país.

Em um país no qual o economista acha que seu dia é aquele que o governo lhe decretou e que o empresariado que se diz pró-livre mercado comemora seu nascimento setorial com uma data oficial, não é possível se falar em economia brasileira “dominada pelo pensamento (neo)liberal”. Chega a fazer inveja a Joseph Goebbels a frequência com a qual os corifeus do neo-socialismo (braços dados com o empresariado rent-seeking e com os (de)formadores de opinião de sempre) repetem esta lenga-lenga de que a culpa de qualquer coisa é do “individualismo” (nunca definido), do “liberalismo” (sempre com a providencial amnésia quanto ao aspecto dos DEVERES individuais que o liberalismo traz), da “globalização” (a mesma que ajuda gente ignorante a se reunir com facilidade para um “grito dos mentalmente excluídos” ou para uma “passeata a favor da liberação de bananas para os rinocerontes” ou algo assim), numa fútil (para as pessoas que pensam, concordem ou não com os princípios liberais) tentativa de recontar a história (alguns diriam: revisionismo) conforme seu wishful thinking (alguns diriam: mente entorpecida por excesso de psicotrópicos e/ou literatura de má qualidade científica) ou seus interesses ocultos (aqueles que fazem os ditos cujos falarem bem de ditaduras latino-americanas enquanto insistem em habitar confortáveis moradias em condomínios beeeem protegidos).

Este país, possivelmente, é o Brasil. Se bem que, como diria Millôr, “para bom entendedor, meia palavra basta, viu…ecil?”

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