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Febeapá – século XXI

A esquerda brasileira tem mania de grandeza. Bush, claro, é formiguinha perto de gente que se propõe a: (a) escolher um papa, (b) indicar Celso Furtado para o Nobel de Economia porque…porque…ah…porque ele nunca foi capaz de revisar o Formação Econômica do Brasil, (c) propor isto.

Nunca antes na história deste país fez tanto sentido usar a expressão: “guardadas (quer dizer, consideradas por sua mente humana) as devidas proporções (que são bem menores do que desejam os nossos psicopatas), acho que…”.

Menos, gente, menos. Um investment grade não torna o brasileiro melhor que um austríaco ou um inglês. É só uma classificação dada por uma agência de risco, gente. É importante e tal, mas é bom manter a dose diária de Gardenal, ok?

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Diga não ao comércio de machados

Mais um exemplo de que a cultura que nos deu Mozart, Freud e também nos deu Hitler, é parte da civilização humana. Claro, eu aposto que logo aparecerá algum político brasileiro disposto a proibir o “porte de machados” pelo brasileiro porque, sabe, brasileiro é “ignorante”. Mas, espere…estamos falando de austríacos! Isto significa que o melhor é: (a) que a ONU passe a defender o fim dos direitos individuais em todo o mundo; (b) que o povo austríaco, em média, é mais bárbaro do que o brasileiro ou, (c) há algo errado com os itens (a) e (b), embora eles agradem os xenófobos brasileiros.

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O pseudo-empresariado (empreendedor) brasileiro em seu contexto histórico

A indústria automobilística brasileira tem sido amparada por incentivos governamentais desde o dia em que nasceu. O próprio setor registra 16 de junho de 1956 como a data do surgimento do setor no país. Nesse dia, cinco meses depois de tomar posse, Juscelino Kubitschek assinou um decreto que criava o grupo executivo da indústria automobilística, chamado pela sigla Geia, que trazia o primeiro da série de estímulos que andariam junto com a própria história da produção de veículos no país.

Em um país no qual o economista acha que seu dia é aquele que o governo lhe decretou e que o empresariado que se diz pró-livre mercado comemora seu nascimento setorial com uma data oficial, não é possível se falar em economia brasileira “dominada pelo pensamento (neo)liberal”. Chega a fazer inveja a Joseph Goebbels a frequência com a qual os corifeus do neo-socialismo (braços dados com o empresariado rent-seeking e com os (de)formadores de opinião de sempre) repetem esta lenga-lenga de que a culpa de qualquer coisa é do “individualismo” (nunca definido), do “liberalismo” (sempre com a providencial amnésia quanto ao aspecto dos DEVERES individuais que o liberalismo traz), da “globalização” (a mesma que ajuda gente ignorante a se reunir com facilidade para um “grito dos mentalmente excluídos” ou para uma “passeata a favor da liberação de bananas para os rinocerontes” ou algo assim), numa fútil (para as pessoas que pensam, concordem ou não com os princípios liberais) tentativa de recontar a história (alguns diriam: revisionismo) conforme seu wishful thinking (alguns diriam: mente entorpecida por excesso de psicotrópicos e/ou literatura de má qualidade científica) ou seus interesses ocultos (aqueles que fazem os ditos cujos falarem bem de ditaduras latino-americanas enquanto insistem em habitar confortáveis moradias em condomínios beeeem protegidos).

Este país, possivelmente, é o Brasil. Se bem que, como diria Millôr, “para bom entendedor, meia palavra basta, viu…ecil?”

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Diversidade do pensamento liberal

O que eu gosto no liberalismo – embora nem sempre tenha tempo de participar dos debates – é a diversidade de idéias. Pedro Castro, por exemplo, fez sua crítica ao genial humorista P.J. O’Rourke e acho isto interessante. Primeiro, porque a crítica não é como a dos comentaristas gerais (algumas vezes caem neste blog) que temos no Brasil: mal-educada, pessimamente escrita (não, Alex, não me venha com aquela história de que é possível entender o que o sujeito quer dizer porque há uma forte correlação entre analfabetismo funcional e desleixo gramatical… Não posso concordar com você neste ponto) e geralmente totalmente viesada lembrando bastante o dogmático debate sobre a existência ou não de feudalismo no Brasil colonial só-porque-Marx-disse-que-fazia-parte-da-dialética.