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1984 = 2008

Governos mentem? Mentem. O da Venezuela, por exemplo, saiu-me com esta. Os meninos da faculdade precisam ler mais George Orwell, não? Ah sim, as meninas também.

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Grandes momentos do pensamento pterodoxo

Uma coisa que realmente faz a gente pensar se Santos Dumont inventou ou não o avião são estes discursos: “fulano de tal é um gênio porque, no livro iv do tomo iii, disse que “x” causa “y” e, no livro ix do tomo xix, disse que “y” causa “x””.

É algo mais ou menos assim: o cara que escreve milhares de centenas de bilhares de páginas sobre um mesmo tema, com alguma pretensão megalomaníaca, inevitavelmente cometerá um erro. É uma questão de nenhum de nós ser infalível.

Outro papo estranho é o do economista-espantalho. Funciona assim: “como sabemos, Marshall mudou o mundo com o conceito de economias externas. Juntando isto com Sraffa e seus devaneios de escala, os insights de Keynes sobre o princípio da demanda e sobre o impacto dos juros sobre a moeda, a genialidade de Kalecki ao ver que juros não afetam a demanda e um pouco de matemática, pode-se montar um modelo alternativo que, obviamente, é muito superior ao modelo mainstream.

Não é difícil entender os problemas das misturas pensadas superficialmente. É igual a beber água com vinagre, sal e leite de cabra. Não dá, né?

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A insustentável (exceto para alguns) ignorância do ser – Humor para rebater a intranet/infernet

Etanol, sociólogos-consultores-da-ONU e sua vida.

Enquanto você ri das bobagens que a megaburocracia global, a ONU, deixa escapar, que tal rir um pouco de títulos de manchetes que parecem saídas de uma operação da Polícia Federal (ou do BOPE)? Jornalistas estão cada vez mais violentos em seus títulos de matérias de economia. E olha que eles são diplomados…

Voltando à ONU, será que o governo brasileiro não quer tomar medidas que agradem o nosso amigo Ban-Ki-Moon para conseguir uma cadeirinha no Conselho de Segurança? Ou aquela fissura quase erótica pelo cargo supostamente importante deu lugar a alguns shows ao vivo na América Latina com estrelas do porte de Morales, Chávez e Castro?

p.s. não vale dizer que não vende a mãe por um cargo destes. A administração da Silva já se aliou a Quércia, Maluf (em SP), Aécio (em MG) e critica o partido rival que, aliás, já se aliou a gente do mesmo naipe em SP ou em MG.

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Você, blogueiro, que não conhece o Brasil…

Eis aí 99% da crítica infantil da esquerda infante (anaeróbica) brasileira aos blogueiros que, pasmem, prezam pela diversidade das idéias. Normalmente parte-se de uma estranha presunção de que o sujeito, que, entre uma viagem a Búzios e outra, parou na estrada e conheceu um pescador tem mais conhecimento da “realidade” brasileira do que você. Deve ter faltado a algumas aulas de metodologia científica na faculdade, claro.

Este texto, descoberto pelo meu amigo Cristiano Costa, mostra bem como é a mentalidade de caras como estes. Aliás, um texto brilhante.

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A economia política da repressão aos “flanelinhas”

Oficialmente, os profissionais habilitados pela prefeitura só poderiam cobrar dos proprietários pela limpeza dos veículos. Qualquer outro serviço que prestassem, como a guarda, só poderia ser remunerado com uma gratificação. O proprietário, por sua vez, teria direito à vaga e à segurança mediante o pagamento pelo uso do espaço durante um certo tempo.

Tal não acontece, no entanto, e por isso as autoridades do trânsito e policial estão fechando o cerco em cima dos “flanelinhas” irregulares. Em apenas um dia, vários foram presos. A cidade não tem idéia de quantos são (os habilitados são 1.650).

Por causa de sua atividade, o município perde receita e proprietários de veículos, de uma forma ou de outra, são extorquidos.

Eis o link. Sem dúvida, uma notícia interessante. Mais ainda porque a prefeitura nunca divulgou um único número (ou nunca demonstrou preocupação sobre o tema) até agora. Há dois problemas aqui: o oportunismo político e a falta de interesse no combate das causas da informalidade (por exemplo, a carga tributária, que, aliás, bateu recorde no novo mundo sem a CPMF).

Ao final, alguns pensam agir de forma natural, outros o fazem de caso pensado e, quando vem a ação do estado policial, acaba a festa. A pergunta interessante, para mim, é: que mudança(s) de parâmetro(s) fez com que o prefeito e seus aliados acordasse para o tema após tantos anos de governo?