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O bom e velho argumento da autoridade (científica, não política)

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu a manutenção das condições atuais do Tratado de Itaipu, que está sendo questionado pelo presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo. “Para construir o Mercosul, é preciso respeitar os contratos e os acordos entre os países”, disse o executivo, após participar do Fórum Projeto Brasil, realizado em São Paulo. “O tratado de Itaipu é um instrumento legítimo, que foi aprovado pelos Congressos do Brasil e do Paraguai”, acrescentou.

Olha aí o currículo do sujeito e me diga: quem entende mais do tema? Lugo? Amigos de Lugo? Ou Tolmasquim? Com tanto “carteiraço político” não custa lembrar que alguns diplomas valem, realmente, mais do que outros além do que, ambos, valem mais do que nenhum. Parece que o homem aí entende do balaco-baco.

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Pensamento econômico

Diz Tyler Cowen, em meio a um novo post:

“(…) Overall I don’t believe in schools of thought for modern economics.  Think of the notion of a school of thought as a brand.  The whole point of the internet is to break down branding into the evaluation smaller units, including individuals and their very particular ideas, even doing cite counts paper by paper.  Why move toward more macro branding in that kind of environment?  You can think of trustworthy bloggers as another means of branding and also as substitutes for schools of thought.

Today I see neuroeconomics and personality psychology as two frontiers, plus economic history, but I wouldn’t call any of those schools of thought, nor should they be”.

Sinceramente? Achei perfeita a observação. No Brasil, muitos dos que se dizem adeptos ao “estudo” do “pensamento econômico (alternativo ou não)” passam boa parte do tempo em um estraho esforço doutrinário. É como se o sujeito estivesse no Brasil, lá pelos idos do século XVI, junto ao Padre Anchieta, tentando convencer índios da superioridade doutrinal católica. No final, como diz Cowen, o pensamento econômico é fruto do esforço individual do tal “pensador”. E a blogosfera, realmente, é uma bela ferramenta para nos ajudar a entender melhor o que se passa no maravilhoso mundo da pesquisa científica.

Gostei.

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América Latina e nós…

Disse o Coronel:

Na Colômbia, o primo-irmão do presidente foi preso ontem por corrupção e ligação com grupos extremistas paramilitares, sem que Álvaro Uribe levantasse um dedo para salvar a sua pele. No Brasil, o irmão do presidente foi flagrado em escutas telefônicas autorizadas pela justiça, há tempos atrás, usando seu parentesco para fazer lobby dentro do palácio do governo ou nos ministérios. Nada aconteceu a ele e tudo foi tratado como se fosse uma traquinagem do maninho ingênuo. Não é difícil entender porque todos os países ditos de esquerda na América bolivariana, incluindo o Brasil, estejam contra a Colômbia, sempre que podem. Também fica fácil de entender os motivos pelos quais o presidente colombiano é o mais popular e o mais aprovado na América Latina. E o brasileiro é apenas o sexto colocado, estando nesta posição única e exclusivamente pela farta distribuição de dinheiro vivo aos 30 milhões mais pobres do país.

Não sei se Uribe é tão honesto assim, mas o fato é que a atitude em relação ao caso diz muito sobre o funcionamento das instituições de um país comparado a outros. Se Uribe ou qualquer outro mexeu um dedo para, à margem da lei, proteger parente, é de se lamentar. É neste ponto que o Coronel, creio, acerta em cheio.

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A ineficiência do Judiciário e o bom e velho “path dependence” (Richard Posner deve estar chateado…)

Talvez Darwin seja a melhor explicação para esta decisão estranha de um juiz. Você fica até pensando se decisões como esta não são tomadas pensando no futuro de algum parente – filho ou sobrinho – delinquente. A pergunta do Marcelo é pertinente: trata-se de uma decisão eficiente?

O diálogo frutífero entre economistas e advogados (ou, para não ofender alguns, os “profissionais do Direito”) parece ter ficado bem raquítico. Até agora não foi anunciado nenhum novo encontro da ALACDE no Brasil. Bom, de qualquer forma, há outros bons encontros para economistas por aí.

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Coisas que incomodam

Dizem por aí que a “inflação está subindo no mundo”. Mas alguém já parou para pensar no papel dos governos mundiais e seus bancos centrais que parecem ter se esquecido de seu papel no combate à inflação em prol de transferências de dinheiro para ineficientes bancos?

Eu gostaria de saber o que o Ronald e colegas da blogosfera acham disto. Vamos ver se conseguimos um diálogo inter-blogs aqui. Uma coisa é o PROER (e assemelhados, como dizem estar ocorrendo agora). Outra coisa é o tamanho ótimo de programas deste tipo. Ótimo, diga-se de passagem, em relação ao ponto em que passa a não ser mais pouco interessante aos bancos incorrerem em risco moral.

Meu ponto é simples: a alta do preço dos alimentos que dizem ocorrer pode ser efeito de várias causas mas…uma delas não seria a política monetária atual dos banqueiros centrais? Se sim, é relativamente mais relevante no curto prazo do que no longo prazo?

Não sei bem se estou correto mas, ei, aí está o espaço de comentários…

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A política brasileira da administração da Silva não é nada diferente das anteriores

Exceto que, agora, a política externa capitule a cada brisa marítima. Mas olhe como são as coisas. Nunca antes na história deste país a economia mundial foi tão generosa conosco e, adicionalmente, nunca desperdiçamos tanto uma única oportunidade. Digo, eu não. O governo (que eu não escolhi, confesso), é que não conseguiu se desvencilhar de seu discurso hegelianamente velho (se é que você me entende).

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Modelando o desacordo

Robin Hanson é sempre um dos caras mais interessantes em Teoria econômica. Veja só o início deste post:

We have often pondered the question: when you find that you and someone else disagree, how much weight should you give to your and their opinions in forming your new opinion?  To explore this, I’ve worked out a simple math model of disagreement between two “meta-rationals”, i.e., agents who are trying to act like Bayesians, but know that they make mistakes, and try to adjust for this fact.

Genial, não. Quando me perguntam o que faz um economista, acho difícil responder. São tantas as coisas que se pode fazer…

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Atenção, gente!

In 10 of 18 countries polled by the nonpartisan Program on International Policy Attitudes at the University of Maryland and the public opinion research firm GlobeScan, fewer citizens view a free market economy as the best model compared with two years ago. The most dramatic change was in Turkey, where 34% support a free market, a drop of 13 percentage points from 2005, and South Korea, which saw support plummet 15 percentage points, to 55%.

“What worries me is Bush is very unpopular and people around the world know Bush is a Republican, and that Republicans support a free market, so therefore anything bad is the fault of free market systems,” a senior fellow at the Cato Institute, Daniel Mitchell, said. “This study is very dour and pessimistic.”

O resto da matéria você lê aqui. Observações:

  • A identificação de um conservador (Bush) com o liberalismo continua a ser o grande trunfo da propaganda política da esquerda anaeróbica (e variantes). Por isto é bom entender corretamente a diferença.
  • No Brasil, claro, isto não é novidade. Nunca os liberais foram maioria em nada (ou em nenhum debate) por aqui, a despeito do que dizem os não-liberais. O povo do IL-RS, IL-RJ e Millenium têm a obrigação moral de responder a este desafio, na minha opinião (os atuantes do IEE não devem ser esquecidos).

Eis uma questão que já foi levantada antes por conservadores como Olavo de Carvalho: por que tão pouco apoio de consumidores e empreendedores a estes institutos? Será que eles realmente representam o pensamento liberal? Ou é uma questão cultural? Ou é uma questão de incentivos? Pronto, provoquei.

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