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David Cass faleceu

Triste notícia.

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bolivarianismo

A evolução de um regime revolucionário

“Zia, the first military ruler of bangladesh, ruled the country until May 1981. Zia was popular among the soldier and the masses due to this courageous role in the freedom moviment in 1971. Initially, he showed little interest in politics like other military rules of the third world and stated, “I am not a politican”, in his fist address to the nation, but gradually turned himself into a shrewd politican by adopting strategies commonly followed by most military in Afro-Asian Countries. After obtaining the presidency from Sayem by undemocratic means ans consolidating his position, Zia made several constitutional changes. As he had a “remarkable talent of feeling the pulse of the people”, he was aware  of the unpopularity of several changes that were undemocratically made by the Mujib government and took the oportunity to alter them. His first reform was reconceptualised “socialism”. ….. Socialism was redifined as “economic and social justice”.

Esse trecho você encontra na página 57 do livro Electoral Corruption in Bangladesh de Muhammad Akhter. Como você pode imaginar as etapas seguintes do regime revolucionário envolveu a construção de um programa para o desenvolvimento social, captura da burocracia para atender os seus objetivos políticos e tolerar a corrupção dentro de seu governo. Previsível, não?

De uma forma ou outra, corrupção política e burocrática andam juntas….

 

André

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Lembra daquela história do aluno que queria desenhar 6 dimensões?

Once upon a time, there was a student who went to a math lecture.  When the lecture was over, he approached one of the other students, and said, “I couldn’t follow that at all.  The professor was talking about rotating 8-dimensional objects!  How am I supposed to visualize something rotating in 8 dimensions?”
“Easy,” replied the other student, “you visualize it rotating in N dimensions, then let N go to 8.”
— old joke

Roubei daqui.

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A fome de cientificidade e a pança verborrágica

A semana começa com uma gritaria de nosso governo contra um – aí vamos de jornalista brasileiro – “suposto” movimento de economias desenvolvidas contra o oprimido e raquítico país “infante”, o Brasil. Há, certamente, uma mistura de interesses aí. Há interesses de usineiros brasileiros (cuja vida sob o Pró-álcool foi alvo de críticas por parte dos militantes históricos do partido do presidente da Silva…até 2003), agricultores norte-americanos, franceses e, claro, desprotegido de todos, os interesses dos consumidores seguem ignorados.

Nesta confusão toda, alguns tentam jogar a culpa nos EUA (claro), para desviar a atenção das bobeiras ditas por aliados históricos da esquerda brasileira. Em outras palavras, tem gente que não quer acabar com a fome no mundo, mas sim destruir a chance de o mercado agir em prol da redução da fome. Não é preciso fazer uma extensa pesquisa para saber quem são estes aliados e o que falam. Vejamos algumas frases (parecem saídas da boca de um cientista ou de um político?):

A França radicaliza e usa a alta dos preços dos alimentos para defender medidas protecionistas na agricultura, uma alta nos subsídios e até o fim da expansão do etanol. Ontem, o governo francês propôs uma ampla ação para combater o aumento nos preços dos alimentos. Paris quer um novo critério para importar o etanol, acusado como um dos culpados pela alta das commodities, e ainda propõe a manutenção das barreiras comerciais contra as importações dos países emergentes.

A proposta foi feita no Conselho de Ministros da Agricultura da União Européia, praticamente ao mesmo tempo em que o relator da Organização das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, afirmava que o etanol seria uma “crime contra humanidade”.

Crime contra a humanidade? Parece-me um bocado forte comparar um genocídio nazista à produção de etanol. Ah sim, o etanol vem do milho, ou da cana e isto, sim, tem impacto sobre o preço dos produtos agrícolas. Isto é fato. Assim como a liberação de mão-de-obra para a produção de relatórios na ONU implica em aumento do salário em outros setores do mercado de trabalho (e uma pressão para baixo nos salários dos outros burocratas da ONU, claro). Também é verdade que antigamente as pessoas comiam alimentos bem piores, em termos de qualidade (e quantidade) e também é verdade que usamos o terreno, outrora um campo de produção de mamonas, para construirmos prédios o que, certamente, deve ter tido um impacto sobre o preço das mamonas. Se este impacto é maior que o benefício gerado é algo que o burocrata deveria calcular, já que pago para tanto, creio.

Mas não é só isto.

Além dos produtores brasileiros cometerem, “supostamente”, um genocídio, o Brasil deveria chamar seu exército de volta do Haiti. Por que?

Brazil is living in a situation of war, a Social War, according to United Nations special advisor Jean Ziegler. “It’s as if France, Germany and Somalia were living in the same country!” Ziegler continued, “And while police are important for security, they are not the solution to the problems of hunger, lack of health care, lack of schools and lack of citizenship.” In a country with such a striking disparity between rich and poor, Ziegler comments, “the temptation to steal is understandable when one has absolutely nothing.” Despite the fact that one Brazilian authority called this declaration irresponsible and ridiculous, the facts are hard to dispute. According to UN guidelines, a country with over 25,000 assassinations per year is considered in a state of war, and last year, according to the Ministry of Justice, Brazil registered well over 40,000 assassinations.

Ok, sabemos que a violência é um problema sério no Brasil. Ninguém nega isto. Mas além do genocídio que praticamos com o etanol, agora também temos uma guerra civil no país? É muito jargão para pouca evidência. No mínimo, uma guerra civil desestabilizaria todo o ambiente de negócios e, portanto, a produção de etanol nem sairia do papel.

Em resumo: há várias verdades por aí, no discurso do burocrata amigo da esquerda francesa e brasileira. De fato há violência no Brasil e, sim, a produção do etanol altera preços relativos. Mas daí para seu discurso há uma violência (ou uma guerra civil?) imensa com relação aos fatos. E nada disto tem a ver com George Bush, mas sim com a filosofia de Zigler, quase primeva, no sentido marxista de uma sociedade ideal em um suposto comunismo primitivo que, aliás, nunca existiu.

Menos, Zigler, menos.

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O que é libertarianismo?

No Brasil, associado apenas ao que seria mais correto chamar de libertarianismo de esquerda (principal linha de livros, por exemplo, da editora Conrad), o libertarianismo, contudo, é um pouco mais amplo. Descubra ao ler o texto citado. Eu sempre me pergunto sobre o porquê dos libertários brasileiros nunca divulgarem todo o pensamento libertário, mas apenas sua vertente anarco-socialista.

De qualquer forma, é bem-vinda esta tradução do pessoal do Ordem Livre.

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O Ministério da Agricultura adverte: o preço do brigadeiro não tem nada a ver com o preço do etanol

Eis a notícia:

“No Brasil, os biocombustíveis não concorrem com os alimentos”, acrescentou. ““Não é o que acontece em outras partes do mundo”.

Vamos lá, vamos lá. Um pouco menos, ministro. Segundo este estudo do meu amigo Marcus:

In Brazil, sugar and ethanol are produced on an integrated basis. Currently, there are 306 operational mills producing 55 million tons of sugar or ethanol. The option to produce more or less of each product is influenced by the relative prices. When sugar prices increase, for example, producers can divert sugarcane production from ethanol to sugar. The production process also generates 100 million tons of waste—bagasse and straw— that can be used as fuel for heat and power generation. This is one significant advantage of sugarcane-based ethanol. Today, Brazilian mills and distilleries are nearly entirely self-sufficient in energy supply, and a few even sell surplus electricity.

Preços relativos ainda importam, mesmo que você queira dizer que importa menos que nos EUA. Outra discussão – bem mais complicada – é se este catastrofismo da FAO tem algum sentido. Não é de hoje que a própria ONU não se decide entre apoiar ou não medidas que combatem a fome no mundo. Digo, apóia, mas seus burocratas parecem realmente não entender nada (ou muito pouco) sobre incentivos econômicos.

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Socialismo + Petróleo =…

Estudo realizado por professores da Universidade Cândido Mendes (Ucam), em Campos dos Goytacazes (RJ), mostra que o número de pessoas empregadas por várias das prefeituras mais ricas do País duplicou em apenas quatro anos.

O próprio município de Campos, maior recebedor individual de royalties do Brasil – R$ 848 milhões por ano -, foi recentemente alvo de um escândalo que provocou o afastamento do prefeito da cidade, Alexandre Mocaiber (PSB).

Ele é acusado de usar fundações e organizações não-governamentais (ONGs) para desviar mais de R$ 200 milhões supostamente utilizados na contratação de 16 mil funcionários terceirizados. Entre 2002 e 2006, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, o número de empregados na prefeitura fluminense cresceu de 7.495 para 22.979 – uma expansão de 207%, sem contar as contratações terceirizadas. A folha de pessoal já custa R$ 487 milhões anuais, quase sete vezes mais do que os R$ 70 milhões de arrecadação própria do município.

Você achou que o tema era o presidente da Venezuela? Não é preciso ir tão longe. Os males de um federalismo que não é encarado como um sistema de incentivos em prol do mercado não existem apenas na Venezuela. Basta visitar o Brasil, esta potência adormecida, que você descobre tristes exemplos resultantes do Federalismo Não-Tão-Pró-Mercados que temos.

Federalismo é coisa séria para ser deixado nas mãos de quem entende os incentivos apenas como fonte de lucros individuais às custas do prejuízo de todos. Federalismo (mas…que tipo de federalismo?), goste-se ou não, é uma instituição e, como tal, pode influenciar muitas variáveis reais.