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Genocídio

Há uma discussão quente aqui:

Interestingly, as Jonah Goldberg points out in a column on this dispute, the international law definition of genocide may have been crafted to exclude mass murders targeting political or economic groups precisely because the Soviet bloc insisted on it. Although communist states sometimes do target groups based on ethnicity (as in the USSR’s ethnic cleansing and partial extermination of the Crimean Tatars), most of their mass murders were based on economic and political grounds; and Stalin apparently wanted to make sure that they weren’t covered by the international law of genocide. If so, this is another example of the pernicious influence of nondemocratic states on international human rights law, which John McGinnis and I discuss in this paper.

Bolivarianos não gostam de lembrar os antepassados, mas é verdade: os tais “autênticos” nacional-desenvolvimentistas (= socialistas nacionais, para não dizer que são nacional-socialistas, no sentido racista) são todos filhotes da ideologia soviética. De qualquer forma, a discussão acima é quente.

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As preferências são as mesmas, mas os incentivos…


O sucesso na obtenção dos órgãos e tecidos se deu principalmente pela melhoria na notificação das mortes cerebrais – condição que permite que o paciente seja doador de múltiplos órgãos – pelos hospitais e a comunicação com as centrais do MG Transplante, conforme informou o diretor da instituição, o cirurgião cardiovascular Charles Simão Filho. Desde 2005, segundo Charles Simão, todos os hospitais com mais de 80 leitos foram obrigados por lei a serem equipados com uma Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgão e Tecidos (CIHDOT), que fornece contato direto com as centrais.

“Como essas comissões estão dentro dos hospitais, elas agilizam o contato com o MG Transplante. Porém, ainda há hospitais em Minas com mais de 80 leitos que não têm essa comissão. Esses devem implantá-la com urgência para que a população possa ser ainda mais beneficiada e para que a captação só cresça”, disse.

Notou? As pessoas podem continuar não desejando doar órgãos, mas, ao contrário da lei do consenso presumido, que empurra, goela abaixo, uma suposta vontade de doar (mexendo, inclusive, na liberdade de escolha das pessoas), esta lei, que coloca comissões treinadas nos hospitais, pode gerar o mesmo efeito, sem violar a livre escolha individual.

Mesmo assim, sempre aparece alguém para me falar que incentivos não funcionam…

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Federalismo Preservador de Privilégios

Quando falei aqui deste livro, não imaginava que os males de um Federalismo Preservador de Privilégios – como é o nosso – tomassem a forma desta notícia. Lembro-me de assistir a uma palestra de uma cientista política (ou socióloga, não me lembro) no qual a mesma esnobou a Lei de Responsabilidade Fiscal no seu embasamento teórico. Disse algo como: “- Não sei onde estavam com a cabeça fulano e beltrano para fazer esta Lei”. Retruquei sobre Weingast e o Federalismo Preservador de Mercados e ela também fez alguma crítica sobre algum aspecto supostamente maligno de se limitar as transferências governamentais para as prefeituras (se ela falasse “os prefeitos”, eu realmente ficaria desconfiado da sua seriedade…).

Fazem anos que Weingast falou sobre o federalismo como incentivos. Também fazem anos que muita gente boa como o Fernando Blanco Cossías, o Eduardo Pontual Ribeiro, ou o Marcos Mendes apontaram para os problemas deste nosso federalismo. Havia aí, há uns 8 anos atrás, um discurso – até nervoso – sobre a necessidade de se dar mais poder ao povo e transparência aos gastos públicos.

A opção não-liberal raivosa assumiu o poder com o voto do povo e se esqueceu de boa parte destas coisas. Ignorou a evidência científica (como é hábito entre os governantes) e, como os que criticava, passou a jogar o joguinho dos balões de ensaio para a mídia (Gramsci vem sendo aplicado, claro, por nossos políticos), o das chantagens, o do uso político dos “movimentos sociais”, sindicatos “dos trabalhadores”, etc.

No final disto tudo, ainda tem o apoio de gente que acha que este diagnóstico é fruto de algum devaneio ideológico (“neoliberal”) e que a solução, na verdade, é…é…é o que mesmo? Nem sabe. Mas o importante é trombetear adjetivos retumbantes e falar de “forças ocultas”, de uma “direita golpista”,  de uma poderosíssima “Opus Dei” (que deve estar mandando nos conteúdos de livros escolares com uma incompetência ímpar), etc.

Sobre o federalismo, não custa repetir, não é a panacéia para tudo, embora o povo do Partido Federalista seja bem animado com isto. Federalismo pode assumir várias formas e, assim, pode ser um bom ou um péssimo incentivo…como mostra a notícia inicial que originou este longo texto (longo para a geração mais jovem que, sim, lê pouco, e quer ter o mesmo direito de votar que eu…e tem…humm…).

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Análise Anti-Liberal do IPCA para a reunião privatista do COPOM

Segundo o órgão burguês da classe exploradora, o IBGE, que coleta estatísticas não-socialistas que distorcem a realidade, em março, os grupos do IPCA que apresentaram maiores variações acumuladas (janeiro-março) foram “Educação” (3.92) e “Alimentação e Bebidas” (3.04).

Claramente, o pensamento privatista dos tubarões do ensino é um dos responsáveis pelo aumento da inflação, mesmo esta medida por um índice burguês, o IPCA. O ultraje à classe trabalhadora (quiçá, bolivariana) é tão grande que os tecnocratas frios e calculistas ainda manipularam os dados para tentar gerar um genocídio, culpando a cervejinha e a empadinha dos companheiros pela alta da inflação (acumulada, o que também é uma forma de manipulação anti-bolivariana dos dados).

Neste sentido, recomenda-se que o Copom siga o bolivarianismo e abandone esta política neoliberal e massacrante de se preocupar com a inflação e busque uma meta de crescimento com uma meta de política industrial, o que implica em uma meta de subsídios (e outra meta de arrecadação), sem se esquecer da meta cambial. Pensando bem, congelem os preços e viva Che Guevara, o PAC e o povo brasileiro!

p.s. Complemento: a burguesia recifense (a mais neoliberal) é a campeã de opressão ao ensino: 5.15% acumulado, maior do que nas outras regiões metropolitanas (a segunda maior é a causada pela odiosa burguesia porto-alegrense).

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Onde está a ameaça neoliberal?

Quem lê certos artigos de jornal tem a impressão de que existe um espectro rondando a América Latina, o espectro neoliberal. Massas de neoliberais acreditam cegamente no princípio da liberdade com responsabilidade (que é a característica máxima de um liberal, creio) e se revoltam quando há um tênue sinal de ameaça aos princípios liberais em seu bairro.

Infelizmente, não é assim. O que se vê é a turba da esquerda carnívora (para usar o termo correto) revoltadas com a roubalheira da esquerda bolivariana light. Eis aí um interessante problema para os liberais brasileiros. Por que é que todos se revoltam contra o rent-seeking praticado, mas apenas os liberais, cuja filosofia é inconsistente com esta palhaçada não estão na linha de frente da revolta? Não é questão de se pegar em armas (quem gosta disto é o povo do Araguaia), mas de manifestações simples. Seria um problema de ação coletiva clássico?

Realmente eu não sei a resposta. Mas eu sei de uma coisa: somente pessoas muito perturbadas conseguem enxergar uma ameaça liberal aos seus privilégios conquistados com o suor alheio. A boa notícia para eles é que: não, não há nenhum liberal ameaçando sua sinecura, tá bom?

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IBMEC-SP : novidades

A massa já pode ter acesso ao excelente banco de dados de dissertações do IBMEC-SP. Gente boa que orienta (das quais me lembro): Fábio Gomes, Sanvicente, Rossi, Eurilton, Marcelo Moura, Madalozzo, dentre outros. Recomendo fortemente a consulta ao portal.

Pessoalmente, devo dizer, acho ótimo esta transparência das instituições privadas de ensino (nos casos em que se aplicam, claro), pois você pode ver a qualidade da produção acadêmica dos alunos e professores. A USP também tem um portal similar (www.teses.usp.br) e, claro, há mais disto por aí. Lamentavelmente, no IBMEC-MG, não temos mestrados e, muito menos, portais. Não sei quanto aos primos do IBMEC-RJ, mas seria um prazer divulgar o link, caso exista, aqui.