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Veja como é a lógica de um político

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o programa Territórios da Cidadania, voltado a locais de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a transformações promovidas pelas revoluções socialistas da Rússia e de Cuba.

Logo em seguida:

“Não sei se a Rússia depois da revolução de 1917 fez algo semelhante, não sei se Cuba fez algo semelhante…que Deus ajude para que a gente possa executar esse programa, para que o mundo todo aprenda que é possível crescer com distribuição de renda”, disse Lula na Fundação Universitária Federal do Rio Grande do Sul (Furg), onde participou da inauguração de centro de desenvolvimento do ecossistema oceânico.

Lênin deve estar se contorcendo na tumba…digo, no sarcófago. Afinal, se não fizeram nada semelhante, esta foi a tirada mais paspalhona que já vi. Alguém aumente o som porque qualquer pagode é melhor do que ouvir isto.

p.s. claro, a culpa pode ser do jornalista mas, bem, jornalistas normalmente acham que o culpado é o alvo de sua cobertura jornalística (exceto, claro, quando o dodói da mídia é o alvo). Mesmo assim, a notícia segue hilária.

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Ele errou (muitas vezes)

Sim, tem gente que acha o cara um semi-Deus. Creio que nem ele se achava grandes coisas e, sim, jamais tocou no tema do capital humano. Há muito mal-intencionado que pretende que ele mereça um Nobel. Menos, gente, menos. O trecho que o Leo cita é de arrepiar qualquer estudante medianamente sério de história brasileira.

História econômica é muito séria para ser deixada nas mãos dos historiadores apenas (e dos economistas que não sabem economia).

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Demorou…

…para os irmãos do bolivarianismo latino-americano lá do Equador fazerem como todos os outros com a combalida Petrobrás. Este continente tá virando o benchmark da falta de leis. Lei existe? Rasguem-na! Bom, em Belo Horizonte, a prefeitura prefere legalizar trabalho ilegal de arranha..digo, guardadores de carros do que respeitar o trabalho de estacionamentos (sim, a imprensa mineira não deu muito eco…nunca dá, quando o assunto são desconfortos para políticos mineiros, principalmente os da nova coligação).

Uma pena.

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Lições de bolivarianismo: Hitler

Caplan rules!

Why Hitler Chose the Jews


A reader sent me an excerpt from a fascinating interview with Hitler (by one Major Josef Hell) on why he singled out the Jews for extermination:

When I now broached the question of what the source of his so strongly felt hatred for the Jews was, and why he wanted to destroy this so undeniably intelligent race – a race to which the Germans and all other Aryans, if not the entire world, owed an incalculable debt in virtually all fields of art and knowledge, research and economics – Hitler suddenly calmed down and gave this unexpectedly sober and almost dispassionate explanation:

It is manifestly clear and has been proven in practice and by the facts of all revolutions that a struggle for ideals, for improvements of any kind whatsoever, absolutely must be supplemented with a struggle against some social class or caste.My object is to create first-rate revolutionary upheavals, regardless of what methods and means I have to use in the process. Earlier revolutions were directed either against the peasants, or the nobility and the clergy, or against dynasties and their network of vassals, but in no case has revolution succeeded without the presence of a lightning rod that could conduct and channel the odium of the general masses.

With this very thing in mind I scanned the revolutionary events of history and put the question to myself against which racial element in Germany can I unleash my propaganda of hate with the greatest prospects of success? I had to find the right kind of victim, and especially one against whom the struggle would make sense, materially speaking. I can assure you that I examined every possible and thinkable solution to this problem, and, weighing every imaginable factor, I came to the conclusion that a campaign against the Jews would be as popular as it would be successful.

In short, Hitler’s take on internal hate-mongering directly parallels Göring’s take on external hate-mongering.The lingering mystery in my mind is how people like Hitler could occasionally admit their true strategy without undercutting their public pronouncements. Perhaps that’s the reason why Mein Kampf was so poorly written?

Genial, não? O homem era um líder nato. Líder de operários, reprimido pela burguesia, com um partido popular, bons aliados, amigos de longa data e uma militância aguerrida. Este era Hitler, um verdadeiro ícone das lutas sociais. Aliás, recomendo fortemente que o leitor procure por “The lost literature of socialism” em livrarias virtuais. É um clássico sobre como autores aparentemente insuspeitos também tiveram seus momentos de totalitarismo. Marx, Hitler, Engels, Stalin, só gente revolucionária. Se você sair na rua com um Hitler na camisa, será bem tratado? E se a camisa tiver a foto de um Che Guevara? Então, vem cá, por que somos intolerantes só com um tipo de assassino? Pergunta retórica, claro, mas onde há fumaça…

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O espanto sociológico e os pesos da tal imparcialidade

Diz Simon:

É deprimente ver a volta triunfante dos pelegos pelas mãos de quem abriu a esperança, no inicio dos anos 80, de um novo sindicalismo, apoiado nos trabalhadores, e não no eterno imposto sindical. Aliás, já estamos em pleno vale-tudo da campanha pelo terceiro mandato de Lula, só não vê quem não quer.

No ano passado, escrevi um texto um pouco longo sobre o tema da corrupção, que acredito que continue atual, embora a opinião pública no Brasil, e muito de nossos dirigentes e intelectuais, achem que isto não tem a menor importância. Para quem quiser ver e comentar, o texto está disponível aqui.

Aliás, falando em pelegos, que são parte (não-pensante) do pensamento neocon latino-americano, eis aqui uma reflexão oportuna do Ives Gandra (eu não concordo com tudo o que o Ives diz sobre economia, mas este comentário merece ser citado):

#2. Ives viu o óbvio: Dirão que este artigo de Ives Gandra Martins é apenas uma glosa do óbvio ululante. Verdade. Mas o diabo é que o óbvio é tão difícil de ver, aqui no Brasil, que valeu o link e vai valer a citação:

Um grupo de homossexuais, segundo o que me foi relatado por uma senhora brasiliense, na Semana Santa, decidiu agredir as convicções dos católicos, fazendo ‘celebrar’ uma ‘missa’, em que no ‘cálice’ encontravam-se apenas ‘preservativos’.

(…)

Se um branco, por exemplo, sair à rua com uma camiseta dizendo “Sou branco”, poderá ser enquadrado como delinqüente, sob a acusação de conduta racista. Se um afro-descendente – uso a expressão para não ser criticado – declarar em sua camiseta “Sou afro-descendente”, não só nada lhe acontecerá, como tal qualidade lhe assegurará privilégios, como, por exemplo, o acesso às cotas em universidades.

Se um cidadão sair declarando, na comunidade, que é “heterossexual” e orgulhar-se de utilizar esse impulso natural de forma a assegurar a continuidade do gênero humano – só a união do homem e da mulher pode gerar descendência – poderá ser rotulado de preconceituoso, muito embora as “paradas do orgulho gay” não sejam consideradas ofensivas à esmagadora maioria das pessoas que não têm as preferências de seus participantes e organizadores.

Você não precisa concordar com o Ives Gandra (ou com o Olavo de Carvalho, ou com Emir Sader ou outros exóticos exemplares do jornalismo nacional) para ver o óbvio neste caso: dois pesos, duas medidas. Um problema, sem dúvida, social que, infelizmente, não será resolvido pelos nossos defensores da tese furada de que “tudo é problema social”.