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Lições de bolivarianismo africano

É preciso uma quota na África. Uma quota para afro-africanos sensatos. Eles correm o risco de extinção, principalmente neste país, que segue a filosofia bolivariana (Castro-Chavez-Morales-e-os-que-não-saíram-do-armário do Brasil).

Para quem acha que isto é piada, não é. Como já disse aqui outras vezes, tem gente que realmente acha que o Direito é tudo e a Economia (e o resto) são apenas detalhes. Ditadores, então, adoram isto, já que fazem as leis conforme seus sonhos e devaneios. Chega a ser engraçado, se não fosse trágico…

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Motivos para ser pessimista

1. A polícia é incapaz de prender um único pichador de muros.

2. Os políticos são incapazes de dizerem aos flanelinhas que seu serviço é ilegal e que a rua não é sua propriedade.

3. A polícia não se esforça em divulgar uma taxa de sucesso em termos de crimes resolvidos sobre o total de ocorrências.

4. Muitos, no Brasil, acham que a solução de seus problemas está na infelicidade alheia.

5. O governo exige que as TV’s falem sobre “desvirtuamento de valores” em seus programas (para classificá-los), mas é incapaz de se enxergar como o grande desvirtuador de qualquer menino bem educado que exista.

6. …continuando o último: e o povo acha correto isto.

7. O brasileiro acha que pobre não sabe pensar sob incentivos, mas acha que o mesmo pode votar.

Segue assim que eu estiver mais triste, mas aceito acréscimos.

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Ainda a transparência

Marcelo Soares tem aqui uma excelente discussão sobre o tema. Resumo o argumento: é a informação sobre os (infames) cartões corporativos um bem público? Melhor ainda, sobre os gastos feitos com estes cartões. Mais ainda: se é um bem público, como deveria ser a alocação dos direitos de propriedade sobre esta informação de forma a maximizar o bem-estar social?

Agora, meu ponto normativo.

O mais grave disto tudo, acho, é o flagrante desrespeito ao contribuinte (este que paga imposto pela internet, de tão rápido que é o governo ao reclamar de sonegação) que, se antes podia acompanhar os gastos, agora está mais limitado. Irônico mesmo é o movimento de intelectuais apoiadores do atual ocupante da Granja do Torto que, há alguns anos, sob a desculpa de não sujarem as mãos com a forma de fazer política que sempre defenderam, resolveram entrar em um estranho silêncio dos intelectuais. Sob este complacente silêncio, agora, após o mensalão, temos a crise dos cartões que mostrou que nem reitoria de universidade pública escapa dos incentivos para sonegar.

Aliás, eis um ponto que o Ministério da Fazenda poderia colocar em sua agenda, antes de acusar empresários e consumidores de sonegarem muito, em um caso, e consumirem de forma irresponsável, em outro. Que tal o governo investigar e punir os sonegadores de informações do dito portal? Por que não criar um incentivo para que o governo seja eficiente com os recursos públicos? Não é tarde para isto.

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Blogosfera

A blogosfera brasileira se parece muito com o que o xará já viu nos comentários registrados em páginas Web de notícias: é de uma mediocridade só, com as eventuais exceções (tipicamente aprovadas neste blog, devo dizer). Aliás, é bom sempre lembrar Alex Castro e suas prisões. Por que? Porque de vez em quando sempre aparece um que não consegue comentar sem cometer o maior crime da blogosfera: acreditar em fadas. Deve haver lá uma prisão para este tipo de gente, na taxionomia do Alex.

Explico-me.

Existe gente que divide o mundo entre Olavo de Carvalho/Reinaldo Azevedo e a esquerda iluminada. Este tipo de gente – maniqueísmo é o nome adequado – sempre aparece neste ou naquele blog fazendo-se de juiz. É engraçado ver como tenta disfarçar seu fanatismo com suposta imparcialidade. Um dia discorrerei mais sobre os dois tipos mais comuns deste tipo de xiita de gravata (uma sub-espécie de nossos neocons).

Este tipo de sujeito está em uma prisão que o Alex não cita: a prisão de ventre. Mas talvez esta prisão tenha a ver com o que ele diz aqui.

Ainda bem que existem os direitos de propriedade sobre os comentários. Se não os houvesse, imagine o caos que seria a blogosfera! Cada um entraria no blog do outro para despejar seu trauma de infância ou seus medos, independente da vontade do criador do blog o que, claro, é um desrespeito básico à máxima: sua liberdade termina onde começa a do outro.

Não pense que você está seguro. Há muita gente solta, fora da jaula, que acha esta máxima ruim (porque é “burguesa”) e não vê a hora de ridicularizá-la ou anulá-la. Gente assim, autoritária, costuma ter sonhos eróticos indescritíveis envolvendo, dizem por aí, charutos cubanos, uniformes militares (para altas patentes), livrinhos vermelhos, grossos martelos e foices. Mas tudo bem, às vezes uma foice rosa e um martelo purpurinado são apenas o que aparentam ser, para citar (debochadamente) Freud.

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No Brasil, rico não paga imposto…porque o governo assim o estimula

Esta matéria esclarece um bocado sobre os incentivos que levam, segundo importante burocrata da Fazenda, à tal sonegação. É preciso ler cuidadosamente estas declarações bombásticas que os jornais publicam. Se rico não paga imposto e se quem diz isso é membro do famoso monopolista da coerção e da emissão de moeda, o governo, então há algo errado.

Vá lá que a culpa não seja do burocrata ou do ministro, mas é difícil entender porque certos programas são sempre (re)lançados se já se sabe o que causam. Jogo de forças políticas? Ok. Mas não vamos guardar o cartão corporativo no bolso e acusar as oposições, né?