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Economia paulista faz por Angola o que nenhum bolivarianismo foi capaz de fazer

Ajudar a movimentar a economia do país africano. Eu sei, eu sei, a globalização não é o Nirvana. Mas é melhor que sua inimiga: a não-globalização.

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A lambança dos Bancos Centrais – I

Em homenagem aos meus amigos austríacos, eis uma notícia que, se não fala de ciclos, expõe um lado bem feio da burocracia…japonesa.

Sim, sim, quem é assinante do Estadão leu hoje que uma das hipóteses seriamente discutidas sobre a crise mundial é a austríaca, embora assim não se a denomine. Leitores antigos deste blog sabem que gosto dos insights austríacos e também que acho a parte do pensamento heterodoxo mais próxima da sanidade científica (com as habituais exceções…). Afinal, se há incerteza, difícil é acreditar que o governo deva intervir na economia para diminuí-la, já que o próprio governo é sujeito à mesma incerteza do mercado (com mais distorções, obviamente, já que o custo é sempre do contribuinte, nunca do espertinho sentado atrás da diretoria do órgão público XXX, ou do YYY).

Mas ainda há a questão de como compatibilizar a racionalidade dos empresários – sempre muito espertos para descobrirem oportunidades de negócios – com sua suposta ingenuidade na hora de se submeterem de maneira quase imbecil às espertíssimas estratégias dos banqueiros centrais. Essencialmente, para mim, este é o calcanhar de Aquiles dos ciclos austríacos.

Agora, sim, eu acho que desta teoria sai algo. Só precisamos de bons economistas que testem estas hipóteses austríacas e façam as ligações teórico-empíricas necessárias. Na blogosfera brasileira há fortes candidatos para tanto…

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“Brasileiro é tudo burro mesmo” ou “Como educar?”

O capital humano anda mal apreendido no Brasil. Em outra matéria, só para assinantes, você ainda poderia ler que os nossos iluminados especialistas em educação não gostavam de avaliações objetivas – dos resultados de suas próprias propostas – embora achassem bacana as escolas terem que cumprir critérios objetivos.

A discussão sobre isto não deveria parar aqui. Aliás, eu ainda gostaria de ver uma avaliação imparcial do sistema de ensino brasileiro. Não que eu ache o trabalho de gente muito boa suspeito, mas é difícil acreditar que um pesquisador que recebe uma bolsa do governo avaliará de maneira ruim uma política do mesmo governo. É como naquela história do pesquisador que vê um gráfico (de alguma variável resultante de políticas do governo) no tempo em evolução crescente durante mil anos. Aí no último ano, a variável estaciona ou cai um pouco e o pesquisador diz que mudou a tendência da série porque…ele foi pago pelo governo.

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Aquilo foi guerra suja. Também, só tínhamos sujos lutando

Uma típica história de grupos de interesses esta do sujeito ganhando indenização por atos terroristas. Para quem achava que só existiam exemplos assim em livros de Escolha Pública dos EUA, este é mais um dos (muitos) exemplos que aparecem aqui. Talvez, um dia, alguém lance um livro didático sobre o tema e use estes exemplos de forma útil para a expansão da ciência e, quem sabe, para o esclarecimento de alguns.

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O bolivarianismo dissecado

A julgar pelo que li nos trechos publicados no blog do Reinaldo Azevedo, os artigos sobre as origens do tal bolivarianismo (inclusive o que não sai do armário, como é o caso da esquerda brasileira que, se não vaia, muito menos aplaude) valem a leitura. Ainda bem que assino o Estadão.

Pergunte ao seu professor (neste caso, de Relações Internacionais): já estudou as origens do bolivarianismo? Que consequências tal tipo de filosofia, implantada, têm para a população? Qual é o desempenho econômico das administrações Castro, Correa, Morales e Chavez? Democracia não é sinônimo de eleições apenas. Isto é o que dizem os cientistas políticos. Se assim o é, como se classificam a administração Castro e a administração Chavez? A politização da vida (Bobbio treme no túmulo) é útil exatamente a quem?