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Democracias menos liberais são também as mais falidas – errar é humano, corrigir é saudável

Enquanto alguns assistem filminhos e documentários, passeiam no parque ou comem pipoca, outros trabalham com os dados. E, com isto, a série mais longa deste blog continua: Estados falidos.

Hoje, apenas uma citação sobre o assunto. Graças ao Diogo Costa, temos um mea culpa (raro entre os neocons que são a grande maioria da esquerda brasileira):

A esquerda e a redescoberta da liberdade de escolha

George McGovern, político de esquerda e candidato à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata em 1972, revelou ter ganhado uma nova perspectiva desde que abandonou a política: “Eu passei a perceber que proteger a liberdade de escolha em nossa vida do dia-a-dia é essencial para se manter uma sociedade civil saudável”. Os dois últimos parágrafos do artigo merecem ser citados:

Por que nós acreditamos que estamos ajudando os consumidores adultos ao removermos suas opções? Nós não tomamos os carros das pessoas por não gostarmos que algumas pessoas corram demais. Nós permitimos a existência de loterias mesmo sabendo que algumas pessoas apostam o dinheiro com que comprariam comida. Todas as pessoas estão expostas a algum tipo de risco econômico. Mas nós não operamos inadvertidamente tentando cobrir cada fenda teórica que existe na vida.

A natureza da liberdade de escolha é que algumas pessoas utilizarão mal sua responsabilidade e se prejudicarão no processo. Nós devemos fazer nosso melhor para educá-las, mas sem diminuirmos as escolhas de todas as outras pessoas.

Se nossos políticos de esquerda respeitassem a dignidade da nossa liberdade de escolha, não proporiam limitar até nossa escolha do que assistir na TV.

Ok, você também achou bacana. Mais uma vez, leitor amigo, nota-se como a liberdade das pessoas é um ponto essencial para o estabelecimento de uma democracia sustentável (adoro usar adjetivos vagos, como faz nossa “elite” “pensante”). Sem liberdade de escolha, a democracia fica mirradinha, fraquinha e morre sob as botas da primeira matilha de alucinados que confundem pesquisa científica com ocupação malvada e feia da terra.

Alguns gostam de zombar da liberdade dando-lhe a pecha de “burguesa”, numa tentativa infantil de xingar o conceito ao imputar-lhe uma adjetivação cujo significado, na selva, é sinônimo de coisa ruim. Soa mal, para alguns, dizer “liberdade burguesa”. É como se existisse uma liberdade, livre de adjetivos, que lhe fosse superior. De fato, ela existe, mas apenas na imaginação das pessoas. É igual ao “socialismo”. Ele sempre será “socialismo real”, o máximo que consegue atingir e que, sim, falhou miseravelmente na criação de solidariedade e prosperidade.

Bem, Diogo é generoso e mostrou-nos que existe algo muito útil na cabeça de um esquerdista: o cérebro. Se ele funcionar, o wishful thinking, espera-se, transformar-se-á, gradualmente, em algo melhor, mais útil e realista. Fanatismo – incorretamente encarado como sinônimo de virtude, também é algo que não ajuda muito quando o negócio é democracia.

Há gente da direita que se arrepende e vira liberal? Eis uma pergunta boa para saber se seu professor é o imparcial que diz ser. Se ele se confundir, não é. Se conseguir separar um autoritário de direita ou de esquerda de um liberal, então é sinal de que há esperança no ensino básico e médio.

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A idiotização brasileira em marcha forçada – II

Lula imita Fidel.

Em 2007, para diminuir o consumo de energia, Cuba trocou as antiquíssimas geladeiras, ventiladores e liquidificadores em uso pela população. É o que Lula quer fazer agora, um ano depois: um pacote onde o pobre financia a geladeira nova e deixa a antiga na loja, que será comprada pelas siderúrgicas. Leia mais aqui.

Não falei? Claro, ninguém disse que tudo o que um ditador idolatrado pela esquerda brasileira faz é porcaria: ele também sai da privada quando se cala.

Mas o que é mais intrigante aqui, para alguns, é: o que uma siderúrgica tem a ver com a geladeira do seu João? Siderúrgicas ganham a vida fabricando geladeiras? Não? Quem ganha com isto? Quem pagará por mais esta idéia da administração da Silva? Que interesses uniriam siderúrgicas e uma administração famosa por seus desejos de transformar o governo brasileiro em uma entidade voraz e obesa?

Finalmente: o que o pessoal do Fórum da Liberdade pensa disto?

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Vamos tornar o Imposto de Renda bianual?

Governo vai checar a cada 2 anos se beneficiário pode sair do Bolsa-Família

Deve haver mesmo um problema no setor público. Tanta gente, tantos cargos, mas só podem checar de dois em dois anos. Por que não facilitar a vida deste pobre contribuinte e tornar a declaração de Imposto de Renda bianual? Só teríamos a ganhar. Aposto que já há gente no IPEA dizendo o mesmo que eu. Espere! Já há! Se devemos diminuir a jornada de trabalho para 2 ou 4 horas como disse alguém de lá, por que o Imposto de Renda não poderia ser declarado apenas de 2 em 2 anos? É a mesma lógica!