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Responde aí, leitor

Mais um cabide

Então a TV do governo federal será criada.

Você não vai assisti-la, nem eu. Mas meia dúzia de pessoas empregadas por ela (ou que desejam ser empregadas por ela) vai defender a TV federal dizendo que precisamos de uma alternativa à “tirania do mercado”, isto é ao fato de muitas pessoas livremente preferirem assistir a outra coisa sem interferir no seu direito de assistir ao que bem entender. Contra essa “tirania” com aspas, acham justo impor a tirania sem aspas: “passe para cá o seu dinheiro para eu criar um canal de TV que pague meu salário”. E ainda acham-se democratas. Isso é um problema cognitivo muito grave.

Agora, como curiosidade, será que o governo democraticamente liberará os torrents para a gente baixar os programas? Ou vai disponibilizá-los num formato de vídeo que só pode ser tocado pelo iGovernoFederal Player? A BBC disponibiliza vários programas, mas você precisa preencher um formulário e estar no Reino Unido. Por isso a pergunta não é tão engraçadinha assim.

Pedro Sette é quem escreveu este texto. Lá no Ordem Livre.
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4 comentários em “Responde aí, leitor

  1. Claudio, a ideia do cadastro na BBC é deixar um cookie na máquina do usúario. Pra que ele serve, bom, prefiro me calar porque não tenho certeza absoluta. Na experiência que tive como programador de um canal de IPTV, o cookie que gerávamos servia para pegar o IP do visitante e hora de acesso. Isso, qualquer blogue com serviço de rastreamento faz. Contudo, um cookie bem escrito dá para pegar algumas informaçoes adicionais.

    Da TV pública brazuca, ela é uma coisa muito útil se:
    (1) você possui um lobista para conseguir recursos para seus devaneios audio visual;
    (2) você é amigo dum filiado para arrumar emprego;
    (3) produzir porogramas de acordo com a necessidade do governo vigente.
    (4) tirar a Globo Filmes na produção de filmes.

    Confesso que ela não mudará a rotina das educativas. Sinceramente, seguirá o padrão da TV Cultura com o OBA OBA administrativo cheio de coisas estranhas por apenas defender os interesses de um determinado governador que é a Rede Minas.

    Interessante é acompanhar o portal do Observatorio da Imprensa. Até antes da implantação da TV pública, todos defendiam posições bem contrárias ao governo atual. Depois do puxa saquismo explícito no programa de 16/10/2007 quando a Tereza Cruvinel participou do debate, as opniões mudaram radicalmente. Afinal, todos trabalham para redes educativas (dúvida: existe diferença nos modelos das redes educativas e da rede pública?) e ficaram com o orificio anal na mão.

  2. Olha, eu sou a favor de uma tv pública. O problema é achar que a única forma de existir uma tv pública é ela sendo estatal. É a mesma confusão entre achar que a única forma de ação coletiva é através de medidas estatais, maneira fácil de sustentar a falsa dicotomia que ações de agentes privados atendem a interesses particulares, e ações de agentes estatais a interesses públicos. Na verdade, tanto agentes privados quanto estatais podem atender a ambos os interesses, particulares e coletivos.

    A PBS, nos EUA, é pública e privada. Recebe dinheiro do governo? Sim, mas a PBS não tem nada a ver com isso, é independente dessa verba. Ou pelo menos tenta ser.

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