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Da série: manchetes que eu gostaria de ver

Manchete alternativa:

Dólar: Mantega está derretendo e isso nos preocupa

Será que o novo Banco Central será este? Quem ganha com o aquecimento global? E o Euro? Também derrete?

Grandes momentos do pensamento econômico brasileiro…

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Direitos de propriedade, Manuel Bandeira e tudo o mais

Este texto do Pedro Sette deveria ser obrigatório em cursos que se pretendem inovadores e críticos do “arranjo institucional dominante” de um país. No caso, o país é a selva (Brasil). Há muita coisa boa a se discutir ali. Eu não vou fazer o proverbial “discuta com o professor”. Afinal, todo leitor freqüente deste blog tem idade mental maior do que a da Certidão de Nascimento e sabe o que deve discutir.

Manuel Bandeira, direitos de propriedade e lei e economia: combinação explosiva.

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Sabe aquela história do oligarca-coronel que faz do nome do ídolo o nome da pracinha?

Candidato à reeleição, o prefeito de Dianópolis (TO), José Salomão Jacobina Aires (PT), decretou feriado no município e mobilizou ônibus para levar os moradores da cidade à cerimônia de inauguração de obra que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã de hoje.
“É um acontecimento histórico”, justificou o prefeito, eleito em 2004 com 56,8% dos votos, e que, prestes a entrar em uma nova disputa eleitoral, dividirá o palanque com Lula.

Ok, político é tudo igual, né? Ou ainda duvida? Se é tudo igual, o que fazer? Votar no que você acha melhor: no X, no Y, anular ou votar em branco. Mas não basta isto. Tem que olhar quem apóia X ou Y. Quem é a gentinha que está ali no maior baba-ovo do fulano ou do beltrano? Por que será que ele está ali? Ganha o que, exatamente, com o apoio?

Isto sim, é consciência eleitoral. Não aquele cursinho de doutrinação que os militantes do amigo X querem te ensinar, vendendo fé como pensamento crítico. Aqui não, Jão Balão!

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Nunca antes na história deste país um ministro foi tão sincero

Gostei de ver a sinceridade:

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse ontem que a nova política industrial será o “Bolsa-Família” do setor de produção. “Vamos pegar tudo que há no governo de forma desorganizada e dar uma coordenação. Será mais ou menos o Bolsa-Família da área industrial”, afirmou.

Nossos industriais não são exatamente aqueles “gigantes do capitalismo”. Afinal, “competição é coisa de estadunidense“, diz o empresário que ficou uma hora na fila do aeroporto de Miami e se irritou. Eis o destino de nossos empreendedores: dependerem do “Bolsa-Família” do setor de produção. O famoso “lado real” da economia, que tanto reclama do resto (provavelmente o lado fictício da economia) é o alvo da mais nova política social do governo.

Eu não sei se rio ou se choro, mas entendo bem quando os think tank liberais reclamam que não recebem doações desta gente: eles não querem liberalismo.

Mas, dirá você, Cláudio, você reinventou a roda! Nem tanto. Eu já sabia disto. Aliás, Stigler, uma vez, falou algo similar ao que estamos a conversar aqui. Há ainda aquele livro – como é mesmo o nome? – Salvando o Capitalismo dos Capitalistas (acho que é isso) que é bem pouco lido nas faculdades de Economia do Brasil (infelizmente), pois mostra que o discurso Woodstock do “socialistas-do-bem” versus “qualquer não socialista” não funciona para explicar nem cantiga de roda das meninas no clube matinal de domingo, com a família.

Todo mundo já sabe e vou repetir: há duas formas de se ter problemas:

Claro, pode-se combinar isto também. Uma vez que você se livre da burrice (todo mundo já foi burro um dia…eu, pelo visto, continuo burro em um monte de coisas) e enxergue bem os interesses que buscam subsídios às custas do dinheiro que poderia ir para a enfermeira que cuida da sua avó, o desafio maior consiste em entender como criar incentivos que nos levem para longe desta cloaca, sem perder a ternura (eu sou, por burrice, um democrata, mesmo sob a artilharia pesada dos inimigos que jogam, sim, bem sujo).

O lado ruim da história é que nós, liberais, também somos imperfeitos e erramos. Somos humanos. Reconhecer isto, na selva, é sinônimo de fraqueza. Quem berra mais alto (viva a “cultura” indígena de 1500!!), ganha! Argumentos racionais? Nenhum. Avaliação de políticas públicas? Nada. Debate? Só entre iguais (ei, isto é debate?).

Vá lá que exista um evento isolado, lá no Rio Grande do Sul, uma vez por ano, que realmente promove um debate. Entretanto, este ainda é confuso para a mídia que se apega a uma incorret identificação entre conservadores e liberais. Isto sem falar no pseudo-paradoxo entre “mais liberdade é sempre igual a mais fascismo”.

Aproveitando que acordei cedo hoje, vamos ver um pouco mais do que o excelente Ordem Livre nos fornece de leitura (sério mesmo, quando Pedro Sette me convidou a participar do blog do Ordem Livre, eu me espantei com a quantidade de excelentes traduções que eles estavam fazendo). Um pouco de reflexão para você:

A experiência transformou em cinzas as grandes esperanças que os coletivistas e socialistas depositaram na Rússia e na China. Na verdade, a única esperança desses países vem de seus movimentos recentes em direção ao livre mercado. Da mesma forma, a experiência, digamos, enfraqueceu as esperanças extravagantes colocadas no socialismo fabiano e no Estado do Bem-Estar Social na Grã-Bretanha e no New Deal, nos Estados Unidos. Um grande projeto governamental após o outro, todos iniciados com as melhores intenções, resultaram em mais problemas que soluções.

Poucos, hoje em dia, consideram que a estatização de empreendimentos é um meio de se promover uma produção mais eficiente. Poucos ainda acreditam que todo problema social pode ser solucionado pelo aporte de dinheiro do governo (ou seja, dos contribuintes). Nessas áreas, as idéias liberais – no sentido original da palavra “liberal”, do século XIX – venceu a guerra. O crescente fardo da tributação levou a população em geral a reagir contra o crescimento do governo e de sua ampla influência.

As idéias desempenharam um papel fundamental, como nos episódios anteriores, por manterem as opções abertas e por fornecerem políticas alternativas a serem adotadas quando há necessidade de mudanças.

Como nas duas ondas anteriores, a prática deixou as idéias para trás. Assim, tanto a Grã-Bretanha quanto os Estados Unidos estão mais longe do ideal de uma sociedade livre do que estavam há 30 ou 40 anos, em quase todas as dimensões. Em 1950, o gasto pelos governos federal, estadual e municipal, nos Estados Unidos era de 25 por cento da renda nacional; em 1985, era 44 por cento. Nos últimos 30 anos várias agências governamentais foram criadas: um Departamento de Educação, um Fundo Nacional para as Artes e outro para as humanidades, EPA, OSHA, e daí por diante. Funcionários públicos, nessas e em outras agências decidem por nós qual são os nossos interesses.

Pois é, leitor. O buraco é mais embaixo, né? Tudo bem, um dia a gente tem que começar a se perguntar sobre estas coisas. Por exemplo:

  • Se Hayek é um sujeito liberal, contra guerras ou conflitos, por que ninguém gosta de citá-lo nos cursos universitários que envolvam, sei lá, discussão de idéias de “grandes pensadores”?
  • Se Hayek é um economista tão importante quanto diz Friedman (este, mesmo que o leitor não goste, é muito importante, né?), por que sua ausência das salas de aula?
  • A quem interessa caracterizar Hayek como um “autor desta seita de fanáticos neoliberais malvados e feios”?

Boas perguntas. Duvido que haja uma única boa resposta que não envolva o preconceito ideológico. Mas, veja só, sou um liberal, pode ser que haja alguma. Comente educadamente e, claro, discuta com seu professor.

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Mulheres fazem mais do que homens

WOMEN HAVE MORE SEX THAN MEN

By Alan Washburn

ABSTRACT: Surveys usually confirm the popular notion that men have more sex than women. This paper proves the opposite, at least if the measure is taken to be the average number of unique partners of the opposite sex over a lifetime. The reason for this is basically that more men are born than women, and both sexes share the same sexual encounters. The paper also includes some speculation about why it should be that so many people believe something that can’t be true.

KEYWORDS: Median, Mean, Census

Vai lá continuar a ler, preguiçoso. Quanto menos você lê, mais sua mulher procura o Ricardão. ^_^

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A idiotização brasileira em marcha forçada

Alex, novamente, mostra como a imprensa está cheia de gente que fala bobagens e depois se cala quando lhe é conveniente. Aliás, nestas horas, concentram-se em outros assuntos (principalmente falar mal de algum governo estrangeiro) ou mesmo apelam para xingamentos mentalmente superficiais relativos à incapacidade que possuem em entender uma equação simples (ou uma planilha). Fazem isto invertendo o discurso, como se entender equações (ou planilhas) causasse torpor na visão do sujeito. Mais ou menos como um bêbado maltrapilho xingando o transeunte de bêbado e maltrapilho.

É a este fenômeno que, doravante, chamarei de idiotização brasileira em marcha forçada, em homenagem a um famoso livro de economia brasileira que, com todos os seus problemas, ousou ir contra o discurso politizado de uma oposição que se dizia não-autoritária e que, hoje…, bem, basta ler os jornais.

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Cultura: quotas para sumô

Ok, todo mundo fala de cultura como se fosse algo estático. Algo que foi criado até 1900 e depois, claro, congelou. Então tá. Vamos aos fatos: até no Brasil existem campeonatos de sumô. Como se sabe, sumô é um esporte tipicamente japonês e a colônia brasileira não é desprezível. Logo, a pergunta para os não-liberais de sempre é: cadê as quotas para a minoria que pratica este esporte? Vale invadir fazendas e destruir laboratórios para protestar?

Agora estão ambos caladinhos: os que adoram justificar seus devaneios (psiquiátricos?) com justificativas pseudo-culturais e os que adoram fazer isto por meio de algum argumento agradável aos meninos de classe média com remorso de terem nascido, ou seja, os que usam a cláusula “social” após cada substantivo dito com fervor religioso em palanques da quitanda universitária (que, aliás, abriga os keynesianos de quermesse citados por Alex).

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De nada

Escreve conhecida personalidade do meio gaúcho:

thebestone

falar sobre o blog do cláudio et all. exige uma dose excessiva de imaginação combinada com uma sincera avaliação dos parâmetros, sem comparação no mundo virtual, não é possível ficar insensível à enxurrada de informações em doses ab[i]ssais de inteligência, humor e aguda visão crítica, você pode até nao gostar, mas acaba sentindo uma tremenda inveja do senso de oportunidade, do dialógo de surdos com os bolivarianos e da última piada com os amigos e inimigos, sem dúvidas, diversão e arte, na medida certa, parabéns!!!

Como se vê, o nosso amigo gosta deste blog. Provavelmente será um leitor potencial de “Tire a mão da minha lingüiça”, o livro que mostra a odisséia do ser humano sobre a face da Terra de maneira resumida, brilhante e maravilhosa, e, sim, ele é um baita sujeito.

Chamo a atenção para um ponto do argumento: só é possível alguém gostar de observações inteligentes se, de fato, for inteligente. Outras causas para tanto são, normalmente, aleatórias.

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Tire a mão da minha lingüiça bate recordes

Segundo me informa o editor, se você demorar muito, não conseguirá comprar mais uma cópia impressa da minha minúscula primeira tiragem (da primeira edição). Como o imposto de renda chegou, eis uma boa chance para comprar os últimos exemplares da primeira – e histórica para a língua de Camões – edição. Afinal, eu não sou rico, né?

Sugestões:

  • Pague-me para fazer palestras sobre o sucesso no sexo, futebol e no amor;
  • Seja um destes auto-denominados “preocupados-com-a-cultura” que infestam os pedidos de subsídios e isenções do governo e me financie. Faça isto pelo seu bolso e me faça feliz;
  • Doe dinheiro para que eu possa fazer uma segunda tiragem;
  • Dê-me sua fortuna e me implore para fazer o que quiser com ela. Garanto que, no meio de tudo, faço uma segunda tiragem.

Eu avisei, heim? O pouco que tenho para vender está lá. ^_^