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Leo Monasterio cita nossa lingüiça

Bem que ele poderia incluir o link para a venda em sua excelente barra lateral…

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Mais um leitor satisfeito!

Novas Aquisições – Agora chegou.

Hoje chegou o livro de crônicas do Cláudio Shikida – Tire a mão da minha linguiça: Um guia para CEO´s com déficit de atenção.
Bom, eu peguei e li do começo ao final sem parar. Acho que já diz bastante sobre o livro.

posted by Márcio Laurini at 5:30 PM 0 comments

Eis aí, leitor, a prova cabal de que Tire a mão da minha lingüiça é um sucesso absoluto! Primeiro, ele não saiu em nenhum ranking de nenhum jornaleco. Segundo, minha mãe achou o livro muito bem escrito. Terceiro, o grande econometrista e formador de opinião da sociedade civil organizada e consciente de seus direitos e deveres, Márcio Laurini leu (o livro)  sem parar (o que pode significar que ele está bem folgado neste sábado…).

Agora não há mais dúvida: até no IBMEC-SP o livro é um sucesso. Hordas de leitores estão, inclusive, voltando para o Brasil, para ler o livro. Só da Espanha já voltaram um bocado de leitores nesta semana.

Pelo visto, é um ponto de não-retorno. Esqueça James Joyce, Dante, Guimarães Rosa ou Paulo Coelho. O negócio agora é ler Tire a mão da minha lingüiça. Acho que já é o novo livro dos gurus de Administração, segundo me contou um importante empresário multinacional. Mas há gente que acha o livro um clássico da Sociologia contemporânea. Dizem que tudo de importante que tem sido discutido pelos (s)ociólogos modernos (gostou, (H)elio Gaspari?) já tinha sido antevisto nas crônicas profundas, bem escritas e proféticas do livro.

Eu não discordaria desta gente. ^_^

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Madadayo?

Nunca imaginei, quando iniciei minha carreira acadêmica, que teria amigos entre ex-alunos. Pode-se dizer que isto mudou ao longo do tempo. A foto acima tem alguns homônimos de personagens do grande clássico da literatura luso-afro-brasileira (em língua portuguesa), o Tire a mão da minha lingüiça. Quase todos ex-alunos.

Pela primeira vez em minha vida acho-me bem natural e expressivo em uma foto. Da esquerda para a direita, Ronaldinho, eu, Immanuel, Matizes, sra. Matizes.

Chegou um importante blogueiro depois, mas o livro dele havia ficado no apartamento. Foi despachado hoje, com um pouco de vergonha.

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Mais uma evidência de que urnas eletrônicas, sob instituições brasileiras, não funcionam

Esta notícia que o Marcelo reproduz é de dar medo. Trecho:

A polícia da Bahia descobriu numa fazenda de propriedade do ex-prefeito de Rio Real (BA), a 204 quilômetros de Salvador, Raimundo Guimarães (PSC), 10 mil documentos públicos relativos aos períodos dele à frente da prefeitura, além de uma urna eletrônica.

O negrito é por minha conta. Pergunto a você: em um país no qual o mensalão não gera prisões, no qual cartões corporativos são usados sem critério por tudo quanto é gente, etc, você realmente acha que uma urna eletrônica protege sua privacidade e não serve para gente safada fazer chantagem com você?

A resposta está no trecho acima.

Sempre fui crítico destas urnas, a despeito da enxurrada de gente que me criticou com argumentos, inclusive, xenófobos (“você defende o sistema americano-primitivo, blá blá…”). Curiosamente, estes críticos, defensores da tecnologia a despeito das instituições fracas, não defendem que a pessoa tenha um revólver em casa (tecnologicamente mais avançado do que os punhos) para se defender de bandidos.

Toda esta discussão, com certeza polêmica, não pode ignorar o problema das más instituições brasileiras, na minha opinião, em fase degenerativa nestes últimos anos. Mas gente que não faz o dever de casa como o Marcelo Soares ou o Ph Ácido ou o Tambosi fazem, acha que já discutiu tudo em 2000 caracteres com espaço, em um cantinho de jornal.

Péssima forma de argumentar…

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Finanças Públicas para ex-terroristas

Janer Cristaldo foi ao ponto. Vou reproduzir:

Enquanto a imprensa e a opinião pública se indignam com o escândalo do mensalão e dos cartões corporativos, a companheira de Carlos Marighella, fundador da ALN (Ação Libertadora Nacional), será indenizada com a prestação mensal permanente continuada, ou seja, vitalícia, de R$ 2.520,00, além de indenização retroativa de R$ 165 mil. Não ouço protestos em jornal algum.

Se as novas gerações já não lembram, Marighella foi mais um entre tantos bolcheviques que tentaram transformar o Brasil em uma republiqueta soviética através da luta armada. É de sua autoria o Manual do Guerrilheiro Urbano, escrito em 1969, para servir de orientação aos movimentos armados.

Vejamos algumas pérolas deste manual:

Mas a característica fundamental e decisiva do guerrilheiro urbano é que é um homem que luta com armas; dada esta condição, há poucas probabilidades de que possa seguir sua profissão normal por muito tempo ou o referencial da luta de classes, já que é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do guerrilheiro urbano contra os objetivos essenciais:

a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

b. A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas expropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.

É claro que o conflito armado do guerrilheiro urbano também tem outro objetivo. Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobre tudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.

Uma das características fundamentais da revolução brasileira é que desde o começo se desenvolveu ao redor de expropriações da riqueza da burguesia maior, imperialista, e dos interesses latifundiários, sem a exclusão dos elementos mais ricos e dos elementos comerciais mais poderosos envolvidos com a importação e exportação de negócios.

E mediante a expropriação da riqueza dos principais inimigos do povo, a revolução brasileira foi capaz de golpeá-los em seus centros vitais, com ataques preferenciais e sistemáticos na rede bancária, isto é, os golpes mas contundentes foram contra o sistema nervoso capitalista.

Os roubos a bancos realizados pelos guerrilheiros urbanos brasileiros machucaram os grandes capitalistas tais como Moreira Salles e outros, as empresas estrangeiras que asseguram e reasseguram o capital bancário, as companhias imperialistas e os governos estatais e federais, todos eles sistematicamente expropriados desde agora.

Os frutos destas expropriações tem sido dedicados ao trabalho de aprender e aperfeiçoar as técnicas de guerrilha urbana, à compra, à produção, e ao transporte de armas e munições das áreas rurais, ao aparelho de segurança dos revolucionários, ao mantimento diário dos soldados, àqueles que foram libertados da prisão por forças armadas e àqueles que foram feridos ou perseguidos pela polícia, ou a qualquer tipo de problema que envolva camaradas que foram libertados da cadeia, ou assassinados pelos policiais e pela ditadura militar.

No Brasil, o número de ações violentas realizadas pelos guerrilheiros urbanos, incluindo mortes, explosões, capturas de armas, munições, e explosivos, assaltos a bancos e prisões, etc., é o suficientemente significativo como para não deixar dúvida em relação as verdadeiras intenções dos revolucionários. A execução do espião da CIA Charles Chandler, um membro do Exército dos EUA que venho da guerra do Vietnã para se infiltrar no movimento estudantil brasileiro, os lacaios dos militares mortos em encontros sangrentos com os guerrilheiros urbanos, todos são testemunhas do fato que estamos em uma guerra revolucionária completa e que a guerra somente pode ser livrada por meios violentos.

Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população. (…)

A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para qual atua e sobrevive, é o de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.

Na guerra convencional, o combate é geralmente a distância com armas de longo alcance. Na guerra não-convencional, na qual a guerra guerrilheira urbana está incluída, o combate é a curta distância, muito curta. Para evitar sua própria extinção, o guerrilheiro urbano tem que atirar primeiro e não pode errar em seu disparo. Não pode desperdiçar suas munições porque não tem grandes quantidades, por isso tem que economizar. Tampouco pode recarregar suas munições rapidamente, porque é parte de um grupo pequeno na qual cada guerrilheiro tem que se cuidar sozinho. O guerrilheiro urbano não pode perder tempo e deve poder atirar de uma só vez.

Um fato fundamental, que queremos enfatizar completamente e cuja importância fundamental não pode ser subestimada, é que o guerrilheiro urbano não deve de disparar continuamente, utilizando todas suas munições. Pode ser que o inimigo não esteja disparando precisamente, e esteja esperando que as munições do guerrilheiro hajam gastado. Em tal momento, sem ter tempo para recarregar suas munições, o guerrilheiro urbano enfrentará uma chuva de fogo inimigo e pode ser aprisionado ou morto.

A pesar do valor do fator surpresa que muitas vezes faz com que seja desnecessário o uso de suas armas, não pode ser permitido o luxo de entrar em combate sem saber atirar. Cara a cara com o inimigo, tem que estar em movimento constante de uma, posição a outra, porque o ficar em uma só posição o converte num alvo fixo e, como tal, muito vulnerável.

A vida do guerrilheiro urbano depende de atirar, na sua habilidade de manejar bem as armas de pequeno calibre como também em evitar ser alvo. Quando falamos de atirar, falamos de pontaria também. A pontaria deve de ser treinada até que se converta num reflexo por parte do guerrilheiro urbano.

Para aprender a atirar e ter boa pontaria, o guerrilheiro urbano tem que treinar sistematicamente, utilizando todos métodos de aprendizado, atirando em alvos, até em parques de diversão e em casa.

Tiro e pontaria são água e ar de um guerrilheiro urbano. Sua perfeição na arte de atirar o fazem um tipo especial de guerrilheiro urbano – ou seja, um franco-atirador, uma categoria de combatente solitário indispensável em ações isoladas. O franco-atirador sabe como atirar, a pouca distância ou a longa distância e suas armas são apropriadas para qualquer tipo de disparo. (…)

Antes de qualquer ação, o guerrilheiro urbano tem que pensar nos métodos e no pessoal disponível para realizar a ação. As operações e ações que demanda a preparação técnica do guerrilheiro urbano não podem ser executadas por alguém que carece de destrezas técnicas. Com estas precauções, os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:

a. assaltos

b. invasões

c. ocupações

d. emboscadas

e. táticas de rua

f. greves e interrupções de trabalho

g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos

h. libertação de prisioneiros

i. execuções

j. seqüestros

l. sabotagem

m. terrorismo

n. propaganda armada

o. guerra de nervos

Tais habilidades são exigidas para quê? Para transformar um país em uma ditadura comunista. A mulher deste celerado foi recompensada com uma pensão mensal vitalícia de 2.520 reais. Você, contribuinte, está pagando o salário do terror. Você está tão anestesiado que já nem chia.

Chegou até aqui? Ótimo. Agora vou dizer o que eu penso: Janer está certíssimo. Todo historiador honesto sabe que, na época, havia um embate entre dois grupos não-liberais: os militares e os comunistas. Ambos ansiavam por impor sua própria ditadura no Brasil.

Um deles venceu e bateu no outro. Agora, o outro usa o bolso de quem não tem nada com isso como fonte de receitas. Vá lá. Foi uma guerra suja, mas só ouço acusações sobre sujeiras de um lado, como se o outro fosse santo. Não, não foi. E por isto é que se deve ter um pouco mais de crítica antes de sair por aí despejando dinheiro na forma de indenizações.

Além disto, há um interessante ponto no final do texto do Janer: estaremos todos tão anestesiados mesmo?

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Há esperança no mundo

Esta eu peguei do Cristiano Costa:

Ontem eu participei da colação de grau dos formandos de 2007 da FGV-RJ em Ciências Econômicas. Desta vez pude ser chamado ao palco para receber a homenagem aos professores; enfim, existem coisas que o dinheiro não compra. Foi realmente muito emocionante – nunca imaginei que passaria por isso; para quem gosta de ensinar como eu, é algo equivalente a ganhar um Oscar ou um Nobel. Fiquei realmente emocionado e muito feliz por ter superado mais essa injustiça da história. Ontem ( e nos próximos anos, se depender de mim) não haverá economista charlatão capaz de me privar deste momento. Até o discurso do patrono da turma, prof. Armínio Fraga, caiu como uma luva: temos o dever cívico de lutar contra o charlatanismo, mesmo que estejamos atuando na iniciativa privada (como eu…). Os impostores devem ser jogados na lata de lixo da história, sem piedade – se não tomarmos tal atitude, estaremos condenados ao bananismo eterno, a obscuridade. Bem, só me resta deixar aqui mais uma vez os parabéns a turma de 2007 da FGV-RJ. Sucesso e consciência!!! Valeu galera!!

Tomara que o empenho do Edson prevaleça.