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Nova página na rede

Olha a novidade: página do Márcio Malvat…digo…Salvato.

O que dizer do Márcio? Este cabra é bom de serviço.

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Democracias menos liberais são também as mais falidas – Por que liberdade é melhor para uma democracia?

Ok, leitor, você acompanha esta série de posts até aqui, né? Então, mais um insight. Desta vez, eu copio e colo (e comento) Donald Bodreaux falando de Julian Simon, um economista pouco conhecido (no Brasil) e interessante.

Copio o trecho:

O mês passado marcou o décimo aniversário da morte do grande economista Julian Simon. Embora ele nunca tenha recebido a aclamação popular ou profissional de outros economistas como Milton Friedman, Paul Samuelson ou F. A. Hayek, as idéias e os trabalhos de Simon estão no mesmo nível daqueles realizados pelos maiores cientistas sociais da história.

A contribuição mais importante de Simon foi consolidar e explicar uma idéia que os grandes economistas que o precederam não analisaram a fundo – a idéia de que os seres humanos em sociedades livres são “o recurso supremo”. Nada – nem o petróleo, nem a terra, o ouro, os microchips, nada – tem tanto valor para o bem-estar material das pessoas quanto o esforço e a criatividade humana.

Na verdade, não existe recurso sem a criatividade humana para identificar uma forma de utilizá-lo e o esforço humano para efetivamente colocá-lo em uso. Reconhecer a verdade desse pensamento faz com que o termo “recursos naturais” pareça uma tolice.

Nenhum recurso é natural.

Vejamos o petróleo. O que faz dele um “recurso”? Com certeza, o petróleo não é naturalmente um recurso. Se fosse, os índios americanos já teriam feito uso dele, como tal, há muito tempo – o que não ocorreu. Eu suspeito que para a população nativa da Pensilvânia, digamos, em 1300, aquela coisa escura, grossa e fedorenta que borbulhava nos poços era uma chateação.

O petróleo não era um recurso até que os seres humanos criativamente descobriram como usá-lo para satisfazer alguns de seus desejos, e outros seres humanos descobriram como extraí-lo do solo de forma rentável.

Pense bem, leitor, a lógica de Simon não tem muito mistério. Na verdade, o que nos diferencia da barbárie é justamente a capacidade criativa. Posto isto, nem terra, nem petróleo, nem bananas são importantes em si, mas apenas sob a ação humana.

Isto nos leva, claro, a uma questão mais interessante: que estrutura social é mais interessante para que o potencial de nossas ações seja maximizado em prol do desenvolvimento pacífico da humanidade? Vou deixar você, leitor, com esta pergunta em mente.

A dica, eu acho, é o velho – e pouco lido – Friedrich Hayek. A resposta, creio, você já desconfia qual seja. Até porque começou a ler do título…

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Dica sobre Fidel

Fidel e Cuba, em poucas palavras.

Discuta com os botões de sua camisa:

  • Se Fidel fala bem de Chávez, bolivarianismo é compatível com socialismo?
  • Pinochet e Fidel: qual é, realmente, a diferença?
  • Por que todo simpatizante de Cuba, no Brasil, insiste em morar no Brasil e todo amante da própria liberdade, em Cuba, acaba num bote para Miami?

A diversão, contudo, continua, com os desdobramentos do circo bolivariano em torno do castigo dado ao terrorista da FARC.

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Esqueça Syriana, o negócio agora é Venezuelana – a odisséia continua

Se você já se divertiu com isto, vamos continuar brincando de identificar interesses que lucram com um conflito potencial ou real entre a Colômbia e a Venezuela:

Venezuela deve recorrer ao Brasil para comprar comida

Ok, eu não vou dizer mais nada. Faça sua leitura inteligente separando o meu bom humor do ponto central aqui: a hipocrisia que não vê nos governantes e empresários brasileiros a mesmíssima motivação do restante de sua população e também a do resto do mundo. Sim, eu só estou dizendo que pessoas reagem a incentivos.

Por que será que a blogosfera só curte falar mal dos interesses dos outros países? Nós também temos governo, gente! Olha que divertido: há suspeitas de que vendemos armas para o governo venezuelano e agora temos gente muito interessada em uma relação ruim entre dois governos vizinhos.

Claro que não precisa resultar em um conflito armado, mas é fato: nosso DNA não é distinto do que se encontra no resto do planeta.

Eis algo que eu queria muito ver: um diretor falastrão e manipulador como Michael Moore, só que brasileiro e criticando o nosso presidente. Qual seria a reação do povo brasileiro? Provavelmente iria se divertir horrores. Obviamente os neocons latino-americanos pediriam por censura ou reclamariam de perseguição ao presidente-operário.

Qual a diferença entre o que estão acima e abaixo do Equador? Pouca coisa, creia-me.

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Se você é racional, que regra segue?

Em tempos de câmbio valorizado e mercado interno aquecido – dois fortes desestímulos à exportação – a Volvo contraria as regras macroeconômicas. A fabricante de caminhões e ônibus aumentou as exportações de US$ 76 milhões em 1999 para US$ 800 milhões no ano passado.

Pára tudo, pára tudo! A matéria do jornal acabou de provar: agentes microeconômicos não seguem as regras…macroeconômicas (seja lá quais forem estas). Caos? Surpresa? Hordas de pterodoxos iniciarão a festa? Nada disto minha gente. Nem tanto, nem tanto. Antes que os pterodoxos espalhem purpurina pelo corpo e encomendem plumas e paetês para o desfile, lembre-se: agentes microeconômicos seguem regras microeconômicas.

O resto da notícia, inclusive, nem dá margem à frase de efeito:

O crescimento das vendas externas da empresa foi consistente. A Volvo exportou US$ 150 milhões em 2000, US$ 208 milhões em 2003, US$ 340 milhões em 2004, US$ 750 milhões em 2005 (graças à venda excepcional de ônibus para o Chile) e US$ 576 milhões em 2006.

De acordo com Carlos Ogliari, gerente de assuntos governamentais da empresa, o mercado sul-americano de ônibus e caminhões atravessa uma ótima fase nos últimos anos, graças ao crescimento da economia dos países e a decisão dos governos de investir em infra-estrutura.

No ano passado, as exportações da Volvo cresceram 18%, taxa bastante acima da média dos manufaturados. Mesmo assim, as importações cresceram ainda mais: 34%, para US$ 496 milhões. Com o lançamento de novos produtos, houve uma queda momentânea no conteúdo local dos veículos, diz Ogliari.

Eis aí uma regra: seu mercado cresceu via aumento de renda (saltinho bonito da curva de procura para a direita)? O que diz o manual mais básico de Economia que você conhece?

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Ironia: Chávez assassinou Reyes – Teorema dos Fanfarrões

Calma, gente. Olha a mania de fazer manchetes bombásticas das redações brasileiras. Mas que é engraçado, é. Isto nos leva ao Teorema dos Fanfarrões (Latino-Americanos): toda vez que um político populista assume, faz porcaria. Mesmo que a porcaria seja não-intencional.

Prova: veja o histórico de qualquer político populista (latino-americano). Nem precisa de econometria (eis minha concessão ao povo que tem Déficit de Conhecimento Matemático, DCM, um sério problema social do Brasil…), só leiam as histórias da curriola. Pode começar em Vargas ou em Perón, se quiser.

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O povo é bucha de canhão de populista ou escudo humano de terrorista

Negrito por minha conta.

Por que a Colômbia não varre as FARC do mapa?

O exército colombiano sabe exatamente onde estão os acampamentos das FARC.Questão de tecnologia. Isto ficou comprovado no último sábado, com o ataque preciso ao QG da narcoguerrilha, instalado, comodamente, sob os auspícios de Rafael Correa, dois quilômetros adentro do território equatoriano. Um QG tão protegido pelos radares e tropas equatorianas, escudado atrás da soberania daquele país e do discurso demagógico do “canje humanitário”, que não necessitavam da sua arma de defesa básica: os reféns. Só por isso foram atacados e destruídos como vermes. Nos demais acampamentos, a prática é outra: reféns são obrigados a usar farda para serem confundidos com guerrilheiros, são algemados ao pé da cama dos narcoterroristas, são transformados em escudos humanos para defender os chefões. A estratégia criminosa, desumana e vil das FARC impede qualquer ataque, restando ao exército colombiano efetuar ações apenas onde não exista risco para os reféns. A Colômbia, a duras penas, tem respeitado este pressuposto. A única notícia de morte de seqüestrados é exatamente aquela em que, quando atacados, os narcoterroristas mataram uma dezena de deputados colombianos, friamente, em represália à ação militar em curso. É uma guerra suja, onde existem soldados apenas de um lado. Do outro, existe uma escória humana, que sobrevive do tráfico de drogas, do contrabando e do seqüestro de inocentes. Apoiada por dirigentes para quem os fins justificam os meios, na sua luta genocida em busca da ressuscitação do cadáver podre, decomposto e mal cheiroso do totalitarismo.

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Finanças públicas no mundo do terror

Direto do blog do Tambosi, de novo:

O “imposto” dos gorilas genocidas

“Aqueles que têm um patrimônio de mais de US$ 1 milhão têm que pagar um imposto de 10% para as Farc. Uns pagam voluntariamente, outros se negam a pagar. Esses que não pagam, ficam presos até que paguem“.

Quem disse isto, numa de suas últimas entrevistas, foi o tampinha Raúl Reyes, bombardeado na semana passada junto com outros bandidos das Farc. Qualquer semelhança com a turma do PCC não é mera coincidência.

É a estes facínoras que a apetralhada diplomacia brasileira parece dar condição de representantes de Estado. Bleargh!

P.S.: e as Farc já nomearam o sucessor do tampinha. Bomba nele, Uribe!

O terror, em sua versão socialista, como é o caso da FARC, não nega as origens. Até as propostas de “políticas públicas” são similares. Esta é boa…

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Os problemas das microfinanças: muito carisma, pouca racionalidade?

Microfinance professionals, who responded to a new survey by the Center for the Study of Financial Innovation, identified poor management skills as the main risk the industry faces. Poor corporate governance is also seen as a great risk, but more so by investors and analysts than by practitioners.According to the report “microfinance institutions tend to be dominated by ‘visionaries’ who are strong on charisma but less so on management skills and strategic flexibility.”

Este trecho veio daqui. Já falei muito aqui sobre a questão que me incomoda no microcrédito: instituições. Este survey mostra que não estou sozinho.

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Esqueça Syriana, agora o negócio é Venezuelana

Brasil envia armas para Chávez

Meu amigo Aluízio furou a mídia hoje. Foi o primeiro a dar a informação de que aviões da TAM estariam levando armas para o tirano venezuelano. Os portais dos jornais ignoraram o assunto a tarde inteira.

Quatro vôos secretos estão programados para a Venezuela, através da brasileira TAM Linhas Aéreas, transportando 31,5 toneladas de armas de fogo fabricadas no Brasil. O primeiro vôo já chegou, transportando 1,5 toneladas de armas; cada vôo adicional está programado para levar dez toneladas cada um. (Leiam no blog do Aluízio).

O Estadão já denunciou a atuação brasileira no ano passado. Leiam “Brasil arma países em conflito.

Eis aí os interesses que possivelmente estão ocultos nesta posição diplomática brasileira. Talvez seja interessante verificar também o porquê do presidente do Equador estar tão preocupado. Eis um bom tema para debates: o tal “Foro de São Paulo”.

A organização tem sido muito mal cuidada pela blogosfera e pela imprensa. Falta uma análise séria e científica deste grupo. O que é este tal “Foro”? De onde retira recursos? Qual sua história? Análise séria, digo, porque há muita gritaria na blogosfera e pouca análise empírica.

De qualquer forma, eis aí mais gasolina para o circo que já está em chamas…

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O que seria de nós se não fossem os especialistas?

Para especialistas, guerra não interessa a ninguém

p.s. Que é isto, gente? E o petróleo da Venezuela? Não é alvo da ganância do malvado Uribe? Ou de nossos militares? Como assim? Só um governo no mundo tem interesse no petróleo alheio? Ah…agora nós temos algo interessante para pensar: por que nossos formadores de opinião acham que apenas um governo no mundo curte petróleo via guerra (embora não leve)? Seriam nossos políticos e burocratas eunucos de interesses?

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A Transparência Brasil (www.transparencia.org.br) anuncia o estudo “Orçamentos do Poder Legislativo”, em que se analisa a evolução do orçamento deste ano em relação a 2007 nas principais Casas legislativas brasileiras e destaca o comportamento dos parlamentares de algumas dessas casas.

 

Algumas constatações do estudo:

 

·         O mandato dos vereadores na Câmara Municipal do Rio de Janeiro é mais caro do que o mandato de deputados estaduais em 20 Assembléias Legislativas.

 

·         O mandato na Câmara Municipal de São Paulo é mais do caro do que o mandato em 19 Assembléias Legislativas.

 

·         Cada mandato de senador consumirá este ano R$ 34 milhões dos cofres públicos, e cada mandato de deputado federal custará R$ 6,9 milhões.

 

·         Em quatro Casas legislativas — Câmara do Distrito Federal, Assembléia de Minas Gerais, Assembléia do Rio de Janeiro e Assembléia de Santa Catarina —, o custo por parlamentar é maior do que na Câmara dos Deputados.

 

·         Em 2008, três quartos das Casas legislativas em âmbito federal e estadual e de capitais de estados terão mais dinheiro em caixa em relação a 2007.

 

·         Entre os Legislativos com orçamento maior este ano, onze Casas têm mais de 30% de seus parlamentares punidos por Tribunais de Contas ou citados na Justiça em processos criminais.

 

A íntegra do estudo em formato PDF pode ser baixada no sítio da Transparência Brasil (www.transparencia.org.br).

Pronto, cumpri meu dever.