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Diversão (o circo pega fogo…)

Eis o que todo mundo ainda não leu:

Este es el resumen de la conversación entre Raúl Reyes y el ministro Larrea:

«A-(El gobierno ecuatoriano) solicita conversar personalmente con el secretariado (de las Farc) en Quito, ofrece garantías y transporte desde la frontera hasta el lugar de encuentro.

B. Espera nuestra respuesta en el menor tiempo posible, indicando fecha (del encuentro).

C. Nos pregunta si queremos hacerlo apoyados en los militares o en su ministro de seguridad estatal (Gustavo Larrea).

D. Desea hablar con las Farc del acuerdo humanitario, la política de frontaras, la solución política, Ingrid (Betancourt) y el papel de (Hugo) Chávez. Desea establecer coordinaciones con nosotros sobre la frontera binacional.

E. Quiere (el gobierno ecuatoriano) explicar los propósitos del Plan Ecuador con el que pretende contrarrestar los dañinos efectos del Plan Colombia que aplicará en la línea de frontera.

F. Para el Plan Ecuador nos piden curso de organización de masas para nativos de la frontera, los que luego serán encargados por el Gobierno de coordinar con las Farc el trabajo fronterizo. Con la ventaja que una gente de esta es parte del (…) clandestino o participan del comité binacional…

G. Insiste (el gobierno ecuatoriano) en su interés de contribuir con el intercambio de prisioneros, para lo cual pide la liberación del hijo de (Gustavo) Moncayo u otro prisionero»

En el cuarto punto del mensaje al secretario de las Farc, ‘Raúl Reyes’ da cuenta de que la relación del presidente de Ecuador, Rafael Correa, con su homólogo de Venezuela, Hugó Chávez, «no están en su mejor momento».

La razón, por lo conversado con el emisario (el ministro Gustavo Larrea), «(Álvaro) Uribe llama con frecuencia a (Rafael) Correa para que le contribuya en limar asperezas con Chávez. Uribe, fuera del embajador, tiene ubicado en Quito a otro funcionario, cuya misión es hacer ‘lobby’ ante Correa y su equipo de Gobierno, solicitando ayuda en la lucha contra las Farc y en mejorar las relaciones Chávez».

Ah, a diplomacia terá que se desdobrar…vejamos o que diz nosso ministro Amorim:

“A violação territorial é muito séria e precisa ser condenada”, afirmou o ministro. “O Brasil condena qualquer violação de território.”

Sim, sim. Prossigo com a notícia:

Para o ministro brasileiro, o governo colombiano precisa formalizar as desculpas para conter a crescente crise gerada pelo ataque às Farc, quando militares do país destruíram um acampamento rebelde no Equador.

Nada mais justo.

Raul Reyes, número 2 na hierarquia das Farc, foi morto por aviões colombianos, que atacaram o acampamento, localizado a 1.800 metros da fronteira colombiana com o Equador. Além do líder do grupo, outros 16 rebeldes foram mortos.

Só 1.800 metros? Eu não diria que é uma invasão (não existem evidências de movimentações de soldados colombianos em direção à fronteira) mas, ei, se a lei não permite, nosso ministro está certo.

O governo colombiano defendeu a legitimidade do bombardeio, e garantiu que uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) autoriza ataques contra o terrorismo.

Eis aí algo que nossos analistas não citaram nas matérias que leio na internet, agora à noite. Há ou não tal resolução? Bem, mas vejamos o resto da notícia:

Com os ataques, gerou-se uma crise entre as relações do Equador, Colômbia e Venezuela.

Peraí? Venezuela? A invasão foi em território venezuelano? Será que perdi algo? Como assim, a Venezuela?

UPDATE: Os dados do computador não mentem…

Funcionario del gobierno ecuatoriano reconoce reunión de Larrea con Reyes Un funcionario de gobierno informó que el ministro de Seguridad de Ecuador sí se reunió con el jefe guerrillero colombiano Raúl Reyes para buscar la liberación de 10 secuestrados de las FARC.

El funcionario, que tiene acceso a la información y pidió no ser identificado, dijo que el ministro Gustavo Larrea mantuvo tal reunión como parte de sus esfuerzos humanitarios y que el sitio del encuentro no fue en Ecuador y no fue en Colombia. No quiso precisar el lugar ni la fecha.

Añadió Larrea informó personalmente sobre esas gestiones al presidente colombiano Alvaro Uribe a finales de diciembre, cuando se encontraba en ese país para la primera liberación de los rehenes de las FARC.

A dica foi do Coronel (Coturno Noturno, link fixo aí ao lado). Vale dizer: a informação das mensagens no computador do terrorista morto, a respeito do encontro de membro do governo equatoriano com as FARC procede. Por que duvidaríamos do dinheiro do governo venezuelano?

Eis uma boa pergunta.

Voltando agora, ao que escrevi antes, neste mesmo post, pego-me em ironia pura ao falar da estranha reação da Venezuela. Vale dizer: eu aposto que dinheiro venezuelano caiu nos bolsos de gente da FARC. Se isso for correto, o governo venezuelano deverá explicar muito mais aos governos regionais do que nosso ministro Amorim cobra de explicações do governo colombiano. E falavam da Operação Condor…pelo visto, nossos socialistas não usam estratégias distintas. Nada que não soubesse o leitor da história, mas é sempre bom lembrar: não-liberais de esquerda ou de direita nem sempre medem suas ações por alguma suposta “ética”…

Mais UPDATE, direto de um famoso blogueiro venezuelano:

In one of the most cynical statements, Reyes says that the Ingrid Betancourt remains the “dark” point in the whole affair an d proceeds to call her “rude” and a “provoker”, because she ahs a volcanic character in dealing with the guerrillas in charge of talking care of her. What did he expect after the way she ahs been treated? Some sweetness?

Then in the afternoon, Colombian authorities revealed that other documents compromise the Venezuelan Minister of Justice and that there is a communication from guerilla leader Ivan Marquez, who visited the Venezuelan Presidential Palace in very visible fashion last month and who says that Venezuela will finance the FARC to the tune of US$ 300 millions of dollars. The note also expresses that Chávez is quite grateful because the FARC contributed abut US$ 50,000 to Chávez when he was in jail at the Yare prison in the nineties after he sated his bloody coup in 1992. It also mentions the FARC acquiring 50 kilos of Uranium, but no details were given.

The Venezuelan Government declared all of that to be simply lies, while the Colombian Government said it would not mobilize any troops near the border.

Meanwhile the Venezuelan Government continued its strident speech, defending the FARC as if they were a humanitarian group, while condemning the Colombian Government for killing Raul Reyes. The French Government revealed that it had been Reyes who they had been in contact with in Colombia, releasing the news before it was known elsewhere.

There were of course no explanation from the outraged Ecuadorian as to why they had allowed the guerrilla groups inside that country after persistently denying their presence in that country. And there were clearly suspicions that Chavez was doing the same on this side of the border, protecting FARC leaders and even hostages.

Of course, Colombia did wrong by daring to attack the guerrilla camp inside of Ecuador, but that in the end is a sovereign problem between Colombia and Ecuador and has little to with our own country.

Curiously, there is absolutely no evidence of the so called mobilization ordered by president Chavez yesterday. Everyone has been on the lookout for military convoys and tanks but so far there is little evidence that any movement is in place, raising the issue of whether this was once again Chavez hot air, which was simply disregarded by the Venezuelan military.

Rapaz, eis uma notícia interessante e estranha: há ou não uma mega-mobilização dos venezuelanos na fronteira? Talvez Uribe tenha, novamente, feito a coisa certa: não mudar o contingente na fronteira é um sinal de que não se deseja invadir ninguém. E a pergunta correta do blogueiro: por que um país permitia que terroristas transitassem livremente em seu território? Claro que a revelação da correspondência entre o governo equatoriano e o guerrilheiro deixa o primeiro em situação muito complicada e, manda a regra que o governo negue até a morte (embora a declaração do funcionário que, obviamente, quer ficar anônimo nesta história, citada acima mostre que os dados dos primeiros laptops do terrorista morto estão, no mínimo, não-incorretos neste aspecto).

Eu tenho que trabalhar em alguns artigos acadêmicos e procurar uma planilha para uma aula, mas continuarei acompanhando a interessante sinuca em que se encontram os bolivarianos e simpatizantes envolvidos nesta história.

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2 comentários em “Diversão (o circo pega fogo…)

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