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Tire a mão da minha lingüiça

Ah sim, no livro você encontrará geniais pétalas de filosofia como:

  • Revendo a História da Sagrada Família da História (ou “Crítica à Crítica Crítica de Karl Marx e Consortes”)
  • Alunos, orientadores e monografias: Mini-manual de sobrevivência

Ambos os capítulos do genial clássico da literatura fazem a contundente e definitiva crítica das filosofias existentes. Como bom brasileiro, não há um único dado para comprovar o que eu digo porque, sabe como é, “economistas frios e calculistas só conseguem pensar com dados” enquanto pensadores profundos (isto me lembra uma piada sobre uma privada e o nobre ato da defecação) ignoram os dados sujos e feios em prol de sua mente limpa, pura e, quem sabe, algo afetada pelo LSD dos dias de hoje.

Como brasileiro não gosta de dados, não gosta de lógica e, portanto, deve acreditar apenas em quem usa mais palavras bonitas ou “escreve bem” (algo sempre vago).

Não importa! O importante, como dizem os soldados dos batalhões dos departamentos de recursos humanos modernos, é ter atitude! Então, compre o seu exemplar, leia e forme sua própria opinião! Eu garanto que você terá ao menos uma (opinião) sobre mim após ler o livro. Só não posso garantir que será a mesma que você tinha antes da compra…

O Cristiano não resistiu e comentou. Resumo sua crítica: o cara é bom. Mas se você quer ler tudo, eis um trecho (que, reconheço, é justo):

A despeito das piadas internas e duma visão extremamente economática – o autor é um ortodoxo professor de economia – do mundo, as crônicas de Shikida divertem. Honestamente bem escritas, engraçadas e desprovidas de pedantismo formal. Não é uma obra prima literária, mas faz cumpre seu papel: entreter quem gosta de crônica. Uma boa surpresa. Sinceramente, a coletânea no papel é preferível ao seu lendário blogue de economia.

Cristiano também faz uma justa referência: eu fazia blog muito antes de existirem blogs:

Assumidamente uma pessoa vanguardista, Shikida começou em sítios em html básico, mantidos pelo próprio. Ele relatava suas coisas cotidianas. Assumo que me tornei leitor assíduo na fase doutorado sanduíche do autor. Até onde vai minha memória, eram interessantes crônicas sobre um brazuca descendente de japonês estudando no exterior. Antes desta fase, confesso que eu achava útil a página PPGE Review.

É, Cristiano, eu escrevia já naquela época. Agora, eu não assumo nada. Não sou vanguardista! Nem contra! Muito antes pelo contrário! Si hay gobierno, sei lá! Mas agradeço as palavras. A gente não foi lá muito chegado naqueles tempos, mas eu admiro as pessoas que se encontram e seguem em frente. Erik fugiu do Direito, você correu para o Cinema e eu estou na sala de aula. Acho que, dos três, eu me dei mal. Se bem que ainda há o Laurini…que ficou só na Econometria. He, he, he.

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