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Mãe do Erik para Ministra da Educação!

Eu não conheço o Erik pessoalmente e muito menos a senhora sua mãe. Mas, vou dizer uma coisa leitor. Após ler o depoimento abaixo, eu sou o primeiro cabo eleitoral da mãe dele.

Humor sem graça

Minha mãe é igual a todas as outras mães, ou seja, uma santa (seja lá o que isso signifique). Pois bem, há alguns dias tenho pensado na melhor coisa que minha mãe me fez. Sem dúvida, a atitude vencedora foi a de não permitir que eu abandonasse o curso de economia para fazer direito. Eu desejava mudar para o direito não por gostar do curso e sim para poder ficar mais próximo de minha casa, dado que me transferiria de João Pessoa para Sousa (Uma cidade no alto sertão da Paraíba a uns 430 km da capital).

Dona Keké não imaginava que o curso de economia seria bom para mim no futuro. Ela apenas conhecia minhas verdadeiras intenções: ficar mais próximo de uma vidinha irresponsável regada à bebedeira e festas com meus amigos do sertão. Neste sentido, agradeço a senhora por esse puxão de orelhas.

O sertão da Paraíba ou de qualquer outro lugar no interior do Nordeste, não é um ambiente para se criar um filho. Não que as capitais sejam melhores, na verdade elas são menos ruins.

Fico me imaginando advogado no sertão a esta altura da vida. Talvez estivesse na porta de uma delegacia esperando um novo “caso”. Ou abordando os velhinhos para dar andamentos às suas aposentadorias no Funrural. Um verdadeiro rent seeking de porta de cadeia.

Contudo, meu destino poderia ser mais grandioso. Eu poderia me tornar um “bem-sucedido” advogado residindo na bela Mossoró.

P.S.: Não conheço Mossoró. Porém, ela se enquadra na categoria: “nunca fui mas não gosto de lá”.

Pois é, Erik. Pena que nem todos tenham mães com capacidade educacional como a sua. Eu nunca tive esta dúvida esquisitona sua (ha ha ha), mas ainda bem que sua mãe estava lá, para mostrar o caminho da iluminação.

Isto me lembra outro amigo meu (hoje, creio, mora na Europa), que foi de Benjamim Constant (acho que no Pará) para Porto Alegre fazer graduação em Economia. Após morar sozinho um tempo, sentiu-se assim, meio deprimido, e lascou a fichinha no orelhão e fez o interurbano. Começou a conversar com o seu pai, ou melhor, começou a se lamuriar com o mesmo quando a voz da razão paterna lhe caiu como um raio: “- Sejes [sic] homem, meu filho! Vai estudar! Pára com esta viad***!”

Depois disto, “- Sejes homem” virou um dos adágios entre minha turma de mestrandos do IPE-USP.

Talvez este seu depoimento sirva para lembrar muitos colegas mais jovens que as convicções devem ser moldadas com cimento, não com areia.

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