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Democracias menos liberais são também as mais falidas – continuação III

O Selva Brasilis (SB) me ajuda a pensar no problema que venho discutindo com meus leitores (embora ninguém tenha comentado, eu sei que tem gente lendo e pensando….cabeça vazia, oficina do diabo…) sobre os Estados Falidos.

O SB encontrou uma reportagem interessantíssima sobre o papel do Judiciário na destruição econômica de um país. Ele não é o primeiro a levantar este ponto. Há anos, em um famoso livro (está na estante, aqui, em algum lugar…) de Brock, Magee et alii, sobre rent-seeking e comércio internacional, eu encontrei a famosa lawyer’s equation que era uma (engraçada e séria ao mesmo tempo) relação entre uma variável que media o grau de rent-seeking relativamente ao de profit-seeking e o PIB (acho que era PIB per capita, mas não lembro). A variável era algo como “número de advogados / número de cientistas” (ou algo assim).

Obviamente que a relação era inversa e muito advogado que não conhece a literatura, principalmente no Brasil, não entende a curva e fica ofendido, bravo e chateado. Não entendem que seu papel na sociedade pode ser bem destrutivo conforme as instituições que permeiam suas ações – muitas vezes criadas por seus coleguinhas mais importantes, que viram fazedores de leis – o que, sim, influi no grau de falência dos governos.

Veja bem, advogados podem ajudar no estabelecimento dos direitos de propriedade como também podem ajudar em sua destruição. Obviamente, advogados, como outros seres humanos, gostam de bons carros, apartamentos e são, portanto, motivados pelo lucro. Se as leis favorecem sua ação na destruição do desenvolvimento econômico, adeus alegria do resto da sociedade.

Paradoxalmente (apenas para os que se prendem aos rótulos), o estado mínimo (ou mais liberal) é o que mais protege os cidadãos. Não é difícil explicar isto, mas o preconceito e as barreiras à entrada existem. O mercado intelectual e o mercado de idéias são, ambos, cheios de barreiras. A fama tem seu preço, leitor, e muitos não querem ceder aos que têm mais razão em um debate….

Continuemos o debate. Pergunte ao seu professor o que ele pensa sobre a relação entre leis e crescimento econômico. Se sua faculdade tiver acesso ao livro de história do pensamento econômico de Robert Ekelund, procure por sua análise acerca dos incentivos econômicos que geraram a common law inglesa, leia e reflita sobre o tema. Garanto que você emergirá destas leituras e debates com muito mais “musculatura” intelectual para debater esta história de democracia e liberalismo.

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