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Eis algo que eu não esperava…

Segue, em negrito meu, no trecho abaixo.

Aggregate Investment Expenditures on Tradable and Nontradable Goods

Author/Editor: Bems, Rudolfs
Authorized for Distribution: February 1, 2008
Electronic Access: Free Full Text (PDF file size is 539KB)
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Disclaimer: This Working Paper should not be reported as representing the views of the IMF. The views expressed in this Working Paper are those of the author(s) and do not necessarily represent those of the IMF or IMF policy. Working Papers describe research in progress by the author(s) and are published to elicit comments and to further debate.

Summary: This paper shows that aggregate investment expenditure shares on tradable and nontradable goods are very similar across countries and regions. Furthermore, the two expenditure shares have remained close to constant over time, with the average expenditure share on nontradables varying between 0.54-0.62 over the 1960-2004 period. These empirical findings offer a new restriction for two-sector models of the aggregate economy. Combined with the fact that the relative price of nontradables correlates positively with income and exhibits large differences across space and time, our findings suggest that tradable and nontradable goods in investment can be modeled using the Cobb-Douglas aggregator.

Cobb-Douglas, heim? Meus alunos bem sabem do que se trata…ao menos nisto.

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Como não diminuir a violência

Proposta (furadíssima): o governo compra armas dos cidadãos. O artigo mostra bem a questão dos incentivos incorretos. Mais ainda, mostra que “mimetizar” o mercado não é, necessariamente, algo inteligente. Talvez o mais fácil seja deixar o próprio mercado agir.

Quer ver só?

1. Leia Adam Smith – o tal “pai do liberalismo individualista” (na cabeça dos ignóbeis) – e descubra que o governo tem, sim, o papel de cuidar da segurança pública;

2. Cuide da segurança pública com o mínimo de interferência na vida das pessoas;

3. Como resultado desta sua competente política pública, pessoas demandarão menos armas para se defenderem do que no caso em que a polícia é tão ruim que você não sabe se são os bandidos que trabalham uniformizados ou o contrário.

Pronto, você diminuiu a posse de armas pelos cidadãos privados.

Moral: antes de tolher o direito de auto-defesa alheio, faça seu dever de casa, senhor burocrata. Somente após ter falhado em sua missão, pense em outra medida. Agora, jamais, mas jamais mesmo, tente jogar os cidadãos contra a parede: você não conseguirá nada e ainda correrá o risco de ter mais gente revoltada pois, em última instância, você é quem deveria cuidar da segurança em primeiro lugar.

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Reichstag em chamas

Só que, agora, é um pouquinho diferente. Duvida de algo? Digamos que os “fiscais do presidente” tenham resolvido que não é o fracassado plano econômico bolivariano-heterodoxo que deu errado, mas sim a sabotagem é que deu certo. É a mesma coisa de dizer que oferta e demanda não são coisas válidas, mas sim teorias alucinadas de conspirações. Esta história, leitor, já conhecemos. A diferença é apenas de oportunidade. No Brasil da administração Sarney não chegamos ao nível de violência que o atual presidente venezuelano incentiva com seus discursos. Daí que só tivemos umas donas-de-casa irritadas na época.

Mas o erro cometido é o mesmo: querem culpar os empresários em uma economia na qual 99.99% das disfunções é resultado de regulações desastradas do governo. Sempre, claro, a culpa é daquele que não possui o poder de prender ou de criar canais de TV para seu bel-prazer sob o manto das “necessidades sociais” (ou da “segurança nacional”).

O resultado disto, creio, será péssimo.

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Jogo simples

Como fartamente ilustrado, a diplomacia brasileira na administração da Silva comeu uma enorme mosca ao se curvar diante do blefe do sr. Morales. Não vou repetir o argumento óbvio e nem perderei tempo explicando aos anjinhos que não se trata de fazer guerra (tem muito garoto que pensa com o umbigo e não entende que enfrentar um boliviano não precisa ser sinônimo de bodoques e pedras…).

Aliás, se alguns de nossos espertos burocratas das relações internacionais tivessem lido qualquer livro elementar de Teoria dos Jogos (não tem nem a desculpa “barreira à entrada” do: “ah, eu não sei matemática, logo, é inferior ao meu iluminado conhecimento”), saberia que era fria ceder à ameaça boliviana. Um dia destes eu mostro isto aqui com um jogo bem didático.

Acho até que já citei isto no blog, mas agora é o governo paraguaio que pretende fazer algo similar, mas usando Itaipu como moeda de troca. Nem é preciso dizer que isto só foi possível graças à herança maldita das trapalhadas quando do episódio boliviano.

Até Mauá seria mais esperto.

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A indústria é a grande culpada

O Alex já mostrou o quão frágil é o discurso pterodoxo que clama por mamatas neste país. Entretanto, acho divertido ler notícias como esta:

Os investimentos em bens de capital aceleraram o ritmo das importações nos últimos meses. Entre setembro e novembro do ano passado, as importações brasileiras passaram a crescer em uma cadência mais forte que nos meses anteriores, de 35% a 40% em relação aos mesmos períodos de 2006. De dezembro pra cá, o ritmo se acelerou ainda mais, para até 46,9%. Esse movimento, segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, está sendo puxado principalmente pelos bens de capital.

Um otimismo só, não? Agora, o temível Banco Central que “patinava” e não cuidava dos interesses da “economia real” é o mesmo que deixa o câmbio baratear as importações da indústria. A notícia é complementada com esta outra, de hoje. Claro que não pode faltar uma pitada de maldade:

“É a indústria se reequipando, se modernizando e ampliando sua capacidade de produção”, diz Gomes de Almeida. “Mais um motivo para crer que o próprio processo industrial brasileiro está, dinamicamente, resolvendo o problema do abastecimento do mercado interno sem aumentos excessivos da utilização da capacidade instalada e sem gerar pressões inflacionárias adicionais.”

Notou o diagnóstico? O único responsável pelo progresso da indústria é a própria indústria. Obviamente, sem qualquer explicação, sabemos que não gera pressões inflacionárias adicionais (talvez só as não-adicionais, he he he). Eu gostaria de acreditar que a indústria brasileira é esta potência capitalista, mas o que vejo da economia do país não me permite muito otimismo. É muita vontade de receber subsídios e muito silêncio quando o assunto são instituições sérias.

Portanto, continuo cético quanto a este discurso. Mais ainda: a culpada pela desindustrialização (ha ha ha) brasileira é a própria indústria com suas importações. Divertido ver que muita gente faltou à aula em que se explica a inerente instabilidade do tal modelo (nacional-desenvolvimentista) de substituição de importações. Talvez isto ajude a refrescar um pouco a memória…

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Hummm….

Segundo o Diário Catarinense, Lula presenteou a senadora Ideli Salvatti(PT-SC) com a caneta com que assinou a reestatização do falido BESC, Banco do Estado de Santa Catarina, onde militava Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro e protetor da família, e onde o Presidente é o seu ex-marido Eurides Mescolotto(aquele que é só sorrisos atrás). A felicidade foi maior ainda quando a senadora descobriu que a caneta que recebeu como recordação é uma finíssima Mont Blanc alemã, que pode chegar a R$ 3 mil na loja. Deseja-se que uma caneta tão valiosa tenha sido comprada com o dinheiro do salário e das aposentadorias de Lula, e não com cartão corporativo ou com verbas secretas protegidas com o rótulo de “segurança nacional”. Só falta ser cortesia com o chapéu dos outros. Por “outros”, leia-se o povo brasileiro.

Acho que foi um Fiat Elba que gerou a indignação dos estudantes aparelhados pela esquerda (e os outros bobocas que nunca mais voltaram às ruas) na era Collor, não? Ah sim, não era este governo um “neoliberal”? E a tal reestatização, heim? Difícil pensar nisto como uma política pública, mas há quem a defenda. Afinal, quem pode, pode. Mont Blanc…