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Eu, Leonel Marshall e um certo “frei” concordamos: nada mudará em Cuba

Eu, Leonel e um certo “frei” concordamos: a ditadura socialista continua. A diferença é que eu e Leonel não gostamos de ditadura. Já o restante…

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Todo mundo quer (dinheiro para) inovação, mas ninguém quer se esforçar

Então, tá. O sindicato das indústrias cumpre seu papel de pedir subsídios para seus sindicalizados:

Ontem, a entidade divulgou um estudo sobre competitividade em 26 setores industriais, elaborado por Fiesp, Secretaria de Desenvolvimento e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). O levantamento, que também contou com o apoio de universidades, traz informações qualitativas e conclui, por exemplo, que, para ganharem competitividade, os setores aeronáutico, de transformados plásticos, defensivos agrícolas, tecnologia da informação e computação demandam mais mão-de-obra qualificada. Os setores automotivo, aeronáutico, de petróleo e gás e de bens de capital precisam atrair mais investimentos estrangeiros, sobretudo para desenvolvimento de produtos para exportação.

Já os setores farmacêutico, de tecnologia da informação e de equipamentos hospitalares teriam maior estímulo ao crescimento com a ampliação do programa de governo de compras públicas. “Existem gargalos que podem ser solucionados com mudanças na legislação ou alguma outra ação de governo que não demanda investimento. E existem problemas que podem ser resolvidos pelas empresas”, observou Roriz. 

Nada mais natural para um sindicato do que defender os interesses de seu grupo. Outra história é se o que se pede gera mais ganho do que perda para toda a sociedade porque, obviamente, para o grupo, só existem ganhos.

No estudo citado, as universidades, obviamente interessadas em seu quinhão de subsídios também já saem com a marchinha clássica: “centros de excelência” são os que “inovam” e a sociedade é que, em tese, ganha com isto. Já sabemos, pelo noticiário da semana, que muito reitor de universidade pública não age como fala, tal como os políticos que a comunidade acadêmica tanto critica (embora muitos de nós morram por uma boquinha na assessoria de algum senador, qualquer um).

Tudo isto é muito interessante, já ouvimos muito esta história, mas deixa eu acrescentar mais uma coisa: se o lero-lero do pessoal é que “política industrial gera inovação”, eles terão, além de se preocupar com os argumentos óbvios contra uma política industrial (há vários, use o google), em diferenciar exatamente o que é inovação como devem ser construídos os incentivos para que ela ocorra. Por exemplo, inovar não é o mesmo que se esforçar e, possivelmente, há uma relação entre ambos mas o design dos incentivos não é necessariamente o mesmo para um e outro. Tal diferenciação, obviamente, só é possível dentro da empresa, ali, nas mãos do gerente do departamento de pesquisa. Aí é que eu penso: estão os empresários brasileiros prontos para fazerem o dever de casa?

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Porque sou positivo e não normativo

Havia um artigo delicioso de Tollison e Ekelund (eu acho que o co-autor era Ekelund, mas pode ser Laband) no qual os autores dissecavam este mito espalhado por pseudo-professores (e efetivos doutrinadores) acerca da “prevalência” do normativo sobre o positivo. Acho que o perdi em minha pilha de papéis.

De qualquer forma, o outrora interessante Paul Krugman, hoje, parece-se mais com uma caricatura ruim de si mesmo, senão do que mais criticava. Agora, até o Selva está criticando o rapaz. Acho que vale um alerta aqui. Na minha época de estudante de graduação, o debate sobre quem deveria ganhar o Nobel dizia respeito às contribuições científicas do economista. Hoje, a cada ano, ouço gente me dizer que fulano tem que ganhar o Nobel porque criticou Bush ou falou o que a professora do pré-primário lhe disse ser o certo. A qualidade do entendimento do que é ciência, hoje, parece-me pior do que no passado entre os sujeitos da mesma coorte (se não me engano, estou dizendo que o jovem de 23 anos hoje é menos maduro em termos científicos do que o jovem de 23 anos do passado…se “coorte” não foi usada corretamente, fique com o parênteses).

Há esperança? Depende muito de cada um de nós mostrar para as pessoas que o buraco é mais embaixo. Bom, isso qualquer adolescente sabe. Talvez o melhor seja dizer: “mostrar que é possível fazer coisas sérias, embora a vida seja bem pouco séria”.

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Economia das bebidas alcóolicas

Interessante a história do Chuhai.

Trecho:

Chuhai, which you also see written in roman letters as chuhi and chu-hi, is a mixed drink that appeared shortly after World War II, when alcohol was in short supply. Whiskey was truly a luxury, and most drinkers had to settle for shochu, an inexpensive spirit that can be distilled from just about anything you might have lying around your kitchen. Sweet potatoes are common as the base ingredient, but the legal definition permits the use of wheat, barley, brown sugar, buckwheat, sesame, chestnuts and even milk. Shochu can also be made from rice, but the process is different from that used to make sake and the finished product comes out stronger and less fruity.

In the last five or so years, shochu has gotten trendy and is often of high quality. But in the chaotic postwar period it was usually foul-tasting hooch of dubious origin. To make it go down easier, the street stalls and saloons that served it started mixing it with soda water and calling it a “shochu highball,” or chuhai, for short. The concoction spread quickly, with variations made by adding fruit juice, flavored syrup or tea.

Chuhai, heim? Já está na lista…