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Economia SisBovina

Eis um excelente exemplo de análise de incentivos (a essência de nossa Ciência), em um caso de flagrante falha de governo:

Em uma auto-crítica moderada, Sobrinho explicou que o maior conflito de interesses existente hoje está na supervisão das certificadoras. Isso porque o fiscal que faz esse trabalho terceirizado é, na maioria dos casos, da própria região onde está a fazenda que ele é contratado para supervisionar. “Não é raro descobrir que esse fiscal também presta assistência para a mesma propriedade que ele fiscaliza. É um problema sério”, diz.

Percebe, leitor? O ministro foi ao ponto. E a matéria toda tem outros bons exemplos de incentivos errados. Lição: pessoas são racionais. Corolário da lição: com certos incentivos, as pessoas buscarão o lucro. Com os outros, buscarão a renda às custas de alguém (ou de todo o resto). Finalmente, com incentivos ignorantes, as pessoas obterão renda através da violência e do assassinato.

Incentivos importam. Como sempre.

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Idéias e ações

Um sujeito pode acreditar na boa Teoria Econômica e trabalhar para um governo que prega coisas estranhas? Claro. A equipe econômica da primeira administração da Silva abunda em exemplos. Não só isso, como princípios caros à boa gestão econômica podem até ser esquecidos como no famigerado exemplo da Medida Provisória 232, que mostrou que economistas podem, sim, usar de subterfúgios legais quando o patrão quer receita de carga tributária a qualquer custo.

Muita gente gosta de lembrar a associação entre pessoas, como se o fato de ler um autor tornasse o leitor em um automático reprodutor da ideologia daquele. Muitos libertários ficaram muito contentes em divulgar ao mundo a associação entre Alan Greenspan e Ayn Rand. Neste caso, os elogios de Greenspan, inclusive, são bem explícitos.

Ayn Rand, embora tenha escrito o belíssimo “A Nascente” (The Fountainhead), falou muita bobagem em termos econômicos o que irritou libertários ultra-radicais como Murray Rothbard. Trata-se de uma longa história que aqui não é alvo de conversa, agora. Meu ponto é mais singelo: não se deve usar estas relações entre pessoas como argumentos na hora de se criticar ou elogiar o efeito desta ou daquela política (“isso só deu certo porque ele seguiu o pensamento de beltrano”).

O exemplo da vez é Greenspan.

p.s. o link é do Selva que, aliás, mandou bem aqui também.