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Sabedoria econômica

Diz o homem:

“A inflação está totalmente controlada no Brasil… Alguma elevação da inflação que se deu por causa das commodities agrícolas já está arrefecendo”, afirmou o ministro a jornalistas ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Algum repórter perguntou como ele chegou a esta peremptória conclusão? Não, né? Só análise de tabelas ou números isolados, pelo que leio na matéria. Não é a toa que já se fale em intervalos de confiança nas previsões do novo IPEA. Haja confiança. Eu prefiro mais humildade, como todo bom ortodoxo (os maus ortodoxos são parte do subconjunto “pterodoxos”, junto com uma turba heterodoxa nem um pouco desprezível…), dizer que não sei se a inflação está sob controle.

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Lições de Administração Pública: errou? Incentive, que é bom

Eu até entendo o que é second best. Vá lá. Mas uma coisa básica como cumprir a lei é ignorada em prol disto? Péssima idéia. Não é a toa que estes burocratas vivem dizendo e se contradizendo frequentemente nos últimos anos. Parece que lhes faltam lições básicas de Economia.

Falamos tanto de incentivos, mas parece que alguns preferem dar murro em ponta de faca. Talvez esteja Caplan correto ao falar dos vieses e da irracionalidade racional. Pode ser. Mas eu não sei, sinceramente, até que ponto a selvageria dos selvagens advém de algo além da…selvageria. Caramba.

Ato de caridade: sugiro que alguém distribua cópias do clássico de Kydland & Prescott e dê uma aula gratuita para esta gente que pensa ser “tudo pensamento neoliberal” quando não há um pterodoxo ou um socialistazinho na orelhinha do livro.

p.s. Foi mal, gente. Eu colocaria alguns links aqui, mas foi acometido da mesma doença dos selvagens que azeitam as engrenagens da máquina pública. Em resumo: deu preguiça. Valei-me Macunaíma!

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O governo brasileiro deveria diminuir os impostos sobre as empresas produtoras de cigarros?

A amável ironia…ah…a amável ironia. Está aqui.

Department of Unintended Consequences, a continuing series

A rigorous statistical examination has found that smoking bans increase drunken-driving fatalities. One might expect that a ban on smoking in bars would deter some people from showing up, thereby reducing the number of people driving home drunk. But jurisdictions with smoking bans often border jurisdictions without bans, and some bars may skirt the ban, so that smokers can bypass the ban with extra driving. There is also a large overlap between the smoker and alcoholic populations, which would exacerbate the danger from extra driving. The authors estimate that smoking bans increase fatal drunken-driving accidents by about 13 percent, or about 2.5 such accidents per year for a typical county.

That’s coming out in the Journal of Public Economics, so it might even be true. Here is the short source article, which surveys other interesting results as well; worth a read.

Engraçado, não?

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Para os amigos, tudo. Para os inimigos, transparência.

“Não tem sigilo demais. Tem de menos”, disse o presidente. “Nós fizemos um Portal da Transparência e pusemos tudo lá, mas é preciso cuidado.”

Que parte do discurso eu não entendi?

p.s. não é este pessoal o mesmo que reclama da falta de transparência em instituições privadas gerar crises mundiais que atrapalham seus singelos planos de poder? Transparência nos olhos dos outros é refresco…

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Dois pesos…

Diz Adolfo:

Alunos da UnB querem a saída do Reitor….

… mas nenhuma palavra sobre a saída do Presidente da República…. Esses valentes da UnB são mesmo engraçados: valentes quando se trata de pedir a saída do Reitor, omissos quando se trata de ter a mesma postura em relação ao Presidente da República. O mais engraçado é que os valentes que pedem a saída do Reitor são os mesmos que acusam de “golpistas” todos que pedem a saída do Presidente. Entenderam??? Pois é, para os valentes pedir a renúncia do Presidente da República quando este está a frente de irregularidades é tentativa de golpe, promovida pelos derrotados nas eleições….. mas pedir a renúncia de um Reitor (que também venceu eleições) acusado de irregularidades é algo legítimo.

Fosse outro que não o sr. da Silva nosso presidente, os estranhos alunos da UnB diriam o mesmo, com o mesmo empenho e convicção? Bom ponto, Adolfo. Mais interessante ainda é pensar no significado disto que, aliás, é bem simples: movimento estudantil não tem nada de romântico. Eis aí outro efeito ruim da ditadura militar: transformou este imenso grupo de interesse em uma lenda Rousseauniana. Na verdade, é um baita grupão de interesses que não hesita ao lutar por privilégios para si, às custas do restante da sociedade. Mais ainda, pelo visto, usam critérios de justiça bem próximos aos daqueles que ferozmente criticam.

Ainda falta o trabalho científico que analise a ação deste povo como um grupo de interesse. Ou eu perdi algo nos periódicos científicos da selva?

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Concurso bom para você

The Sir John M. Templeton Fellowships Essay Contest for junior higher education faculty and students is held every year. The submission deadline this year is May 1, 2008. Winners will be announced in October, 2008. The 2008 Templeton Fellowships will be awarded for the best essay on the topic:

      For decades social critics in the United States and throughout the Western world have complained that “property” rights too often take precedence over “human” rights, with the result that people are treated unequally and have unequal opportunities. Inequality exists in any society. But the purported conflict between property rights and human rights is a mirage—property rights are human rights.
     
       

    Are property rights human rights? How are they related? What are their similarities and differences? If property rights are human rights, why have they enjoyed fewer legal protections and intellectual champions than other human rights?

Please visit the Guidelines page for more information about how to write your essay.

Awards:

Students
 
Junior Faculty Members
     
First Prize: $2,500
Second Prize: $1,500
Third prize: $1,000
 
First Prize: $10,000
Second Prize: $5,000
Third Prize: $1,500
Deadline: May 1, 2008

A continuation of the Olive W. Garvey Fellowship program, the Sir John M. Templeton Fellowships Essay Contest encourages college students and young college professors around the world to study the meaning and significance of economic and personal liberty.

Co-sponsored by the John Templeton Foundation and the Independent Institute, the essay contest honors Sir John M. Templeton and is held annually with a different topic each year.

Created in 1974 by Olive W. Garvey, the Fellowship contest has drawn essay submissions from more than 75 countries on 5 continents. Garvey winners have since become some of the finest of scholars, business and civic leaders, and journalists, applying and advancing public knowledge and appreciation around the world for the ideas of individual liberty and personal responsibility.

The Independent Institute will publish the winning essays on this website and seek to have them published elsewhere in major magazines and journals. All winning entries become the property of and are copyrighted by The Independent Institute.For further information, please contact:

Carl P. Close
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Academic Affairs Director
The Independent Institute
100 Swan Way, Oakland, CA 94621-1428
Phone: 510-632-1366
Fax: 510-568-6040

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Os FEDs geraram a crise?

The Real Scandal: How Feds Invited the Mortgage Mess
Stan J. Liebowitz

Trecho:

From the current hand-wringing, you’d think that the banks came up with the idea of looser underwriting standards on their own, with regulators just asleep on the job. In fact, it was the regulators who relaxed these standards—at the behest of community groups and “progressive” political forces.

In the 1980s, groups such as the activists at ACORN began pushing charges of “redlining”—claims that banks discriminated against minorities in mortgage lending. In 1989, sympathetic members of Congress got the Home Mortgage Disclosure Act amended to force banks to collect racial data on mortgage applicants; this allowed various studies to be ginned up that seemed to validate the original accusation.

In fact, minority mortgage applications were rejected more frequently than other applications—but the overwhelming reason wasn’t racial discrimination, but simply that minorities tend to have weaker finances.

Yet a “landmark” 1992 study from the Boston Fed concluded that mortgage-lending discrimination was systemic.

That study was tremendously flawed—a colleague and I later showed that the data it had used contained thousands of egregious typos, such as loans with negative interest rates. Our study found no evidence of discrimination.

Yet the political agenda triumphed—with the president of the Boston Fed saying no new studies were needed, and the US comptroller of the currency seconding the motion.

No sooner had the ink dried on its discrimination study than the Boston Fed, clearly speaking for the entire Fed, produced a manual for mortgage lenders stating that: “discrimination may be observed when a lender’s underwriting policies contain arbitrary or outdated criteria that effectively disqualify many urban or lower-income minority applicants.”

Ficou curioso? Leia tudo lá no link original.