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Radar na blogosfera: a selva, os cartões e suas universidades

Ok, aí vai mais uma série de achados da blogosfera.

Primeiro, Alex coloca os pterodoxos em seu devido lugar. Como se diz por aí que temos memória curta, este trabalho do Alex, repetitivo até, acaba por ter efeito mais que didático: é moral. Falando em moral e ética, temos a excelente discussão sobre a corrupção (este é o melhor nome?) que envolve a família real e seus cartões. Primeiro, Marcelo Soares, o jornalista mais esperto deste país. Depois o Erik fala de uma filha do sr. da Silva que, pelo visto, anda a gastar muito em seus cartões. Noto, curiosamente, que o silêncio das oposições (se é que existem) torna quase insuportável o barulho da situação, outrora tão zelosa dos princípios éticos (com ou sem Spinoza). Deve ser o tal “silêncio dos intelectuais” de que Lukacs (ou algo assim) certamente não era partidário. Finalmente, o melhor trabalho investigativo, até agora, sobre mais este escândalo na administração da Silva tem sido feito pelo Coronel.

Ah sim, mas por que pessoas da selva adoram ouvir dos feitos de regimes cruéis e se recusam a acreditar na mão invisível? Bem, alguma luz sobre os fatos aqui. Falando em selva, o Selva nota uma discussão inteligente sobre modelos universitários que passa longe do que se diz discutir aqui, sob a égide dos eleitores de coração do sr. da Silva, seus aliados, seus opositores e outros grupos de interesse que são tudo menos liberais.

Sobre a selva, sim, está em êxtase por conta do Carnaval. Bom, quase toda.

Antes que me esqueça, os leitores que adoram a tal história do pensamento econômico, na selva, têm um problema: quase todo curso começa com Adam Smith (ou com os fisiocratas e Aristóteles), passa por Ricardo (visto como “sujeito inteligente, mas que ainda não havia sido suficientemente marxista”) e termina em Marx (nem preciso dizer, né?). É como se história do pensamento econômico parasse no século XIX. Quando muito, os legisladores do Planeta dos Macacos, guardiões da fé e da ciência, falam de Sraffa, o xodó da pterodoxia nostálgica que não entende nada sobre política econômica. Para estes leitores, anuncio: há vida na ciência, fora da selva. Por exemplo, delicie-se com este artigo de Dan Klein, comentado por Frederic Sautet aqui. A propósito, para quem gosta de história econômica, eis algo que deveria nos interessar mais, já que nos dizemos “preocupados” com o Oriente Médio.

Muita coisa interessante, não?