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David Friedman, em português

Finalmente alguém ouviu meus apelos. Pelo menos um capítulo. E sem poesias. ^_^

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Injustiça social: por que os juízes que proferem sentenças com poesias também não recebem subsídios da Petrobrás?

Vai na íntegra:

Economia, Poesia e Arte

O Brasil é um país excepcional. Conta com economistas notáveis, que lutam contra o imperialismo, o neoliberalismo, o conhecimento econômico ortodoxo. Enfim toda as forças malignas da economia de Mercado. Nossos economistas heterodoxos são tão brilhantes que além de destruirem as bases intelectuais da ideologia burguesa, ainda encontram tempo para escrever poesia e praticar a nobre arte da fotografia. Quanto talento! Obviamente um projeto dessa magnitude intelectual é financiado pela Petrobrás.

Há pouco poeta por quilômetro quadrado neste país…faltam aquedutos…ai meu Deus…

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Melhor Atlas da rede

Vá até o “Brasil” e confira a genial foto do humor do “The Onion”. Aliás, quanto você aposta no fato de que qualquer (ex-)presidente brasileiro ou seus “chorões”, se expostos a uma primorosa peça de humor como esta, correriam para a barra das togas dos juízes em busca de “carinho” e “afagos”?

Eu não duvido. Liberdade de expressão, no Brasil, é só na boca dos “formadores de opinião”. É só um deles se enfezar que sai correndo em busca de um advogado…

No caso do Atlas, não duvido que os nossos xenófobos reclamem e xinguem os americanos por conta da sensacional piada…

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A lógica do capitalismo “moderno” – adendo ao que o Ari disse

O Ari acabou de falar do assunto, mas não resisto a dar meu pitaco.

Eu gosto do “Estadão”, o que não quer dizer que ache que seus jornalistas acertam em 100% das vezes. Veja, por exemplo, o título desta matéria: “Tramontina desafia a lógica e ganha mercado nos EUA”. Para mim, a lógica do capitalista (para mim e para todos os livros-texto de economia publicados no mundo) é sempre a de maximizar o valor da sua empresa. Em certas circunstâncias, maximizar o lucro já basta.

Aí você lê a matéria:

A empresa fez as contas e concluiu que fazer uma panela na China e levá-la até os EUA, seu principal mercado fora do Brasil, sairia mais caro do que fabricá-la localmente. Ou seja: a empresa optou por perder em mão-de-obra, mas ganhar em agilidade e não pagar pela burocracia nem pelas tarifas de importação e de transporte. “Foi uma boa oportunidade que surgiu. A fábrica era completamente automatizada, o que aliviaria os custos de mão-de-obra, e exigiu um investimento mínimo”, diz o presidente da companhia, Clovis Tramontina.

A empresa optou por minimizar custos (o que é sinônimo de maximizar lucros). Não há nenhuma contradição com a lógica do capitalista (a “lógica do capitalismo” é um termo muito vago para mim).

jornalismo econômico

Já comentamos sobre jornalismo econômico aqui…

Jornalistas precisam estudar um pouco mais sobre economia, principalmente quando escrevem (ou são obrigados a escrever, é especialista em “cultura” e é forçado a trabalhar  com economia e negócios) sobre o tema.

Já fiquei chateado por mudarem título de artigo meu e publicar sem avisar. Não sei se neste caso mudaram sem avisar ou o título reflete desconhecimento.

Tramontina desafia a lógica e ganha mercado nos EUA

Notem que, para quem escreveu (?),  ganhar mercado = transferir produção, ou no mínimo ficou tudo muito confuso.

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Este vai na íntegra

Eles não acreditam em fofoca

Quem são eles?

Os médico que atenderam pelo meno quatro dos oito mortos por febre amarela e que, segundo os familiares das vitimas, as dispensaram sem cogitar a possibilidade da doença. É o que informa matéria da Folha de S. Paulo de hoje.

À Folha, o infectologista Vicente Amato Neto, declarou que a falta de suspeita de febre amarela se dá porque os médicos “não se lembram” de obter a história clínica completa do paciente. “Se perguntassem se esteve em áreas endêmicas e se é vacinado, a suspeita de febre amarela surgiria.”

A mensagem é óbvia: os médicos provavelmente não lembraram da febre amarela porque acreditavam que a mesma estava erradicada das áreas urbanas desde 1942. Ou seja: a ministra Marta Suplicy pode relaxar e gozar, pois a tal “epidemia da fofoca” está ocorrendo em áreas restritas. Caso tivesse se alastrado por todo o país, algumas vidas teriam sido poupadas.

Ao contrário da blogosfera chapa-branca, Nariz Gelado vai ao ponto. E como acerta…

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No-demand-or-supply-side economics

Diz a matéria: Lula nega aumento de impostos mas quer arrecadação maior. Sim, é possível. Basta aumentar a eficiência arrecadatória. Por outro lado, a questão interessante é: por que você quer arrecadar mais? Ontem, no “Estadão”, um jornalista estava excitadíssimo com a perspectiva de uma “revolta” popular do pessoal da cidade do Rio de Janeiro contra o prefeito César Maia por conta do aumento do IPTU. Se o jornalista representa a média da população, talvez não seja tão simples aumentar a eficiência arrecadatória.

Além disso, o presidente poderia propor algo muito mais próximo da “cidadania” que seus aliados dizem defender. Poderia propor uma transparência maior nos gastos públicos ou então um controle maior dos mesmos. Por enquanto, só vejo um estranho desejo que ignora demanda, oferta e outros (principalmente quando se toma o conjunto de declarações presidenciais ao longo dos anos…).

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A crise e as opiniões

Segundo alguns, empresas com ações na Bovespa estão protegidas contra a crise mundial. Anotado. Por outro lado, Paulo Rabello de Castro detecta um irônico comportamento de “Estado Mínimo” da administração da Silva e alerta: sorte não dura para sempre. Ou seja, a crise chegará. Finalmente, este outro acha que não existe blindagem.

Como se sabe, o IPEA agora só se preocupa com o longo prazo (e questões como aquedutos amazônicos, creio) e, portanto, não temos como saber o que pensa o governo, exceto no caso dos relatórios de expectativas do Banco Central. Aliás, hoje é dia de sua divulgação e o resultado é este.

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A história dos biscoitos da sorte

Deu no Japundit: uma pesquisadora japonesa parece ter descoberto algo contra-intuitivo. O fato é que os biscoitos da sorte teriam sido inventados pelos japoneses. O interessante disto tudo é que, como diz um chinês na matéria original (International Herald Tribune), os japoneses podem até tê-los inventados, mas seu potencial de mercado foi explorado mesmo, ao final, pelos chineses.

Será que o pessoal do Comidinhas já viu isto? Lembro-me de ter falado aqui (ou comentado lá) sobre a genialidade de alguns empresários que criam mensagens personalizadas para estes biscotinhos.

O pessoal que gosta de estudar inovação ou história empresarial deveria dar atenção a estes – aparentemente – simples exemplos. Há muito o que aprender aí, penso eu…