off-topic

Novidades no blog

Eu gosto de novidades positivas no blog. Aí vão duas:

  • Na barra lateral, uma nova categoria: “e-books” – Esta categoria diz respeito aos e-books que editei o dos quais faço parte. O ano de 2007, como sabem nossos leitores, foi pródigo nesta categoria. Será que teremos mais em 2008? Depende mais dos alunos e amigos do que de mim.
  • Começarei a usar mais “tags” e menos “categorias” nos “posts” pois estava criando já uma confusão com estes dois. Creio que é uma boa novidade, não?

Bem, é isto. Ano Novo, vida velha. ^_^

Uncategorized

Incentivos interessantes

Eis aí uma interessante: o cadastro positivo dos consumidores. Vejamos a idéia.

Proposto há cinco anos, o cadastro positivo de consumidores, cujo objetivo é reduzir a taxa de juro dos empréstimos para bons pagadores, tem agora chance de entrar em vigor no segundo semestre. A expectativa é que a tramitação do Projeto de Lei nº 836, que o criou em 2003, chegue ao fim no Senado em meados do ano. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Serasa já estão com tudo pronto para colocar seus cadastros em ação. Hoje, como a taxa cobrada no crédito é única, os bons pagadores arcam com juros maiores para compensar as perdas que o banco terá com quem não honra suas dívidas.

De acordo com o projeto, caberá ao consumidor decidir se deseja ou não fazer parte da lista. “O consumidor só será inscrito no cadastro positivo se der sua autorização?, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP. Mas emenda: “Se ele não autorizar, porém, é claro que isso já vai ser um sinal negativo”, já que isto significa que o sucesso do cadastro dependerá da adesão de consumidores.

Curiosamente, o projeto foi proposto por um deputado socialista, Bernardo Ariston, do PSB-RJ. Segundo o Excelências, hoje o mesmo encontra-se no PMDB (e não anda muito bem com o TSE: há dois processos sobre compra de votos sobre ele…). Bem, o que se alega a favor e contra o cadastro?

Para seus defensores, a mudança beneficia o consumidor correto, porque dá visibilidade no mercado a uma boa ficha cadastral e propicia o acesso a juros menores em empréstimos e crediários. Os órgãos de defesa do consumidor dizem, no entanto, que não há nenhuma garantia de que isso venha a ocorrer, e receiam que a lista caia em mãos de empresas especializadas em marketing.

Eu não entendo bem estes órgãos de defesa do consumidor. Há anos que listas de consumidores caem nas mãos de empresas de marketing, sabe-se lá como. Até mesmo um CD-Rom com dados da Receita Federal foi achado nas ruas de São Paulo há algum tempo. Receita? Não seria lá o local mais sigiloso e com maior preocupação com a privacidade do cidadão? Pois é. Se de lá saiu, não seria de um cadastro positivo que a tormenta viria. Aliás, meu caro (e)leitor, você sabe que fim teve a investigação deste crime? Não? O governo se empenha em lhe informar sobre isto? Pois bem, dito isto, voltemos ao que há de interessante no cadastro: a possibilidade de se discriminar entre bons e maus pagadores. Nada mais justo (antes de associar “discriminar” com “Satanás”, pense no que vou dizer), já que bons pagadores e maus pagadores, atualmente, pagam a mesma taxa, o que é uma tremenda injustiça com os primeiros.

Agora, talvez a única questão interessante que estes órgãos que me defendem (a matéria não cita os nomes dos mesmos e nem detalha suas restrições ao cadastro) diz respeito às garantias de que ocorra a tal diferenciação. Gostaria de ler o projeto em sua versão final para opinar sobre isto (não vou escrever aqui porque algum jornalista malandro vai “chupar” meu comentário como bom plagiador…). Os “órgãos que me defendem” cometem um erro básico: querem maximizar meu bem-estar olhando apenas para a perda de minha privacidade (quero crer que finalmente se preocupam com as liberdades individuais…). Mas o ponto é que existem duas variáveis aqui: a minha privacidade e o meu acesso ao crédito. Se minha privacidade possui dados que são sinais de informação úteis a uma boa barganha, posso achar interessante divulgá-lo.

Eis aí um bom incentivo. Talvez eu sinta falta de um cadastro do comprador também, mas os jornais costumam me dar notícia da situação das empresas. Sim, é um mecanismo imperfeito, mas assim também é o cadastro. Claro, é mais fácil ler sobre uma loja falida em um jornal do que sobre minha vida no mesmo. Exceto se sou um dos participantes do “mensalão”… ^_^

Uncategorized

Crítica da crítica de filmes estrangeiros no Brasil

Apesar de concordar com o tom pessoal do autor da matéria sobre “O Suspeito“, discordo da linguagem adotada. Como o autor do ensaio é contra o “Patriot Act”, sempre que pode, desvia-se do assunto principal para dizer que qualquer um que seja contra o dito decreto (ou “medida provisória nos EUA”) faz parte de uma hipotética “parte esclarecida” ou “mais consciente” da sociedade norte-americana.

O que eu acho bacana nos EUA é que, apesar da xenofobia brasileira média – hoje exacerbada pelos aliados Chávez, Castro e Morales – a sociedade é suficientemente forte para não se deixar levar pelas loucuras socialistas, mas também consegue gerar crítica social (em filme) que não perdoa nem seus governantes atuais. Aqui no Brasil, pelo que vejo, até blogosfera quinta coluna surge e usa linguagem violenta se você fizer uma única crítica à administração do sr. da Silva ou aos seus aliados socialistas, comunistas e bolivarianos. Veja você mesmo: não há um único filme no mercado, crítico da administração atual. Não há um único diretor que faça um filme criticando algum aspecto do populismo renovado (ou do “Populismo renovado e carismático”) que grassa este país.

Nos EUA, se você criticar o governo, criticou. No Brasil, apressam-se a lhe chamar de “tucano” para tentar criar uma imagem de “bem” (não-tucanos) e “mal” (você sabe quem). Há um “mensalão”? Argumenta-se que todos assim o fazem. Há corrupção? Idem. Claro, o discurso da antiga oposição se desmancha ao ar. Tudo é maquiavelicamente válido. A antiga posição destrutiva contra, digamos, a Lei de Responsabilidade Fiscal, é esquecida e se a defende, agora, por conveniência (até que o jogo dos grupos de interesses internos, socialistas, bolivarianos e comunistas, consiga modificar a lei com alguma justificativa esotérica).

Eu até concordo que haja problemas com a administração Bush. Governo é governo em qualquer lugar do mundo e sempre faz besteira. Agora, eu reivindicaria aquilo que os – assim chamados – “barbudinhos do Itamaraty” adoram: reciprocidade. Que tal o jornalismo nacional usar o mesmo tom para matérias sobre o Brasil? Quem é a parte “mais consciente” da sociedade? Aquela que se cala quando há um aumento da carga tributária? Aquela que defende o “mensalão”? Ou serão os que pedem subsídios? Onde, meus caros amigos da mídia, está a parte esclarecida da sociedade brasileira?

Difícil responder? Eu sei o porquê. É porque está apenas na cabecinha de cada um. Cada um acha que a sua é a parte esclarecida. Se assim o é, não seria melhor (e até seria uma prova de saudável humildade) esquecer esta tal de “parte consciente/esclarecida” nas matérias? Só acho defensável o seu uso para fins de humor. Ou então como ironia, para mostrar as baboseiras de alguns argumentos.

bolivarianismo · socialismo real

Pelo menos a Zero Hora não capitulou de todo

O Filisteu foi o primeiro, eu divulguei, e foi parar no blog dos Democratas. O jornalista da ZH foi nesta última fonte e entrevistou alguns professores. Dá para ter medo da opinião de alguns. É como eu digo: é impossível ser amigo de algumas pessoas porque as mesmas simplesmente defendem coisas indefensáveis para qualquer ser humano vivo.

Filisteu ainda dá um bom contra-exemplo:

Imaginem, imaginem, se o tema da redação da PUC fosse a moralidade do aborto, e as redações de todos que se posicionassem a favor do aborto fossem anuladas. Eu me importaria menos, porque a PUC é privada e pode selecionar seus alunos como bem entender, mas não seria por isso uma atitude menos mentecapta por parte da comissão de seleção.

Vamos lá, padrecos da CNBB, respondam esta.  Não vale fazer greve de fome (sem emagrecer ou não).