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Mais outro fracasso da política econômica de longo prazo

Aparentemente, haverá o repeteco: o governo foi incapaz de estimular o mercado (ou não o quis…lembram das críticas ao “modelo neoliberal de regulação do governo FHC”?) a resolver o problema de energia elétrica. Digo “aparentemente” porque sabemos que existe muita gente que adora botar o bode na sala para depois tirá-lo e se fazer de herói das massas.

Mas eu não duvido que, novamente, o governo tenha falhado. Só acho que, com o grau avançado de populismo alcançado no continente bolivariano, é possível que a classe média seja oferecida no altar do Moloch socialista como “um sacrifício necessário pela tradição da solidariedade, pela família socialista e pela propriedade não-privada”.

Claro, o mais certo é esperar que os responsáveis pela “análise” de “longo prazo”, assim, fazendo como Austin Powers/Dr. Evil quando quer colocar aspas em tudo, digam o que está havendo. Estou ansioso para ler a respeito.

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Friedman e os Austríacos

One evening during the conference, Milton Friedman came from his summer home in Vermont to join us for dinner and make a few remarks after the meal. Friedman commented that he was delighted to be with us and recalled he had long known both Mises and Hayek, having been a founding member of the Mont Pelerin Society and present at its .rst meeting in Switzerland in April 1947.. But what stood out in his remarks for many of us there was his statement that there are no di.erent schools of thought in economics; there is only good economics and bad economics. Clearly, therefore, in Friedman’s mind, we were on a fool’s errand attending a conference on something called “Austrian” economics.

Andre

mercados · microeconomia

Até os burocratas chineses entendem que…mercados funcionam

Não acredita? Pois então veja:

“Acredito que com o aumento da oferta no mercado seremos capazes de assegurar preços relativamente estáveis de produtos agrícolas”, afirmou Gao Hongbin em entrevista coletiva.

Então, supondo curvas bem-comportadas, um deslocamento da oferta para a direita diminui o preço relativo dos produtos agrícolas, certo? Eu sei, eu sei, o mundo pode não ser ergódico (ou é, sei lá), há a questão da mais-valia (que nunca foi e nunca poderá ser testada porque, sei lá, Karl Popper é feio), há a questão dos custos crescentes (a única coisa lida de Piero Sraffa além da famosa introdução à biografia de David Ricardo), há também o fato de que incerteza não é risco (embora isto não faça a menor diferença na hora do vamos-ver na mesa do Banco Central), etc.

Com todas estas “poderosas” críticas, ainda assim o burocrata chinês acredita no bom e velho funcionamento das curvas de oferta e demanda. Claro que ele pode errar porque sobreestima seu poder, como burocrata, de alterar a oferta de produtos agrícolas. Mas este erro não avaliza a choradeira citada no parágrafo acima que, aliás, é sempre usada para criticar…o bom funcionamento dos mercados.

Irônico, não?