Artigo que não será comentado na blogosfera…

…nem com o devido espaço e, no caso brasileiro, nem com o devido respeito.

Taylor Rule Under Financial Instability

Author/Editor: Bauducco, Sofia | Bulir, Ales | Cihák, Martin
Authorized for Distribution: January 1, 2008
Electronic Access: Free Full Text (PDF file size is 967KB)
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Disclaimer: This Working Paper should not be reported as representing the views of the IMF. The views expressed in this Working Paper are those of the author(s) and do not necessarily represent those of the IMF or IMF policy. Working Papers describe research in progress by the author(s) and are published to elicit comments and to further debate.

Summary: This paper contributes to the analysis of monetary policy in the face of financial instability. In particular, we extend the standard new Keynesian dynamic stochastic general equilibrium (DSGE) model with sticky prices to include a financial system. Our simulations suggest that if financial instability affects output and inflation with a lag and if the central bank has privileged information about credit risk, monetary policy that responds instantly to increased credit risk can trade off more output and inflation instability today for a faster return to the trend than a policy that follows the simple Taylor rule with only the contemporaneous output gap and inflation.

Falta de cuidado é isto

10 people suffer food poisoning from Chinese-made ‘gyoza’ dumplings

Antes que você me pergunte, sim, eu acho que por mais perfeito que seja o mercado (o modelo regulatório), falhas ocorrerão. A diferença entre o mercado livre, o mercado regulado e o bolivarianismo é que o primeiro deles gera mais ganhos de bem-estar com menor custo. Obviamente, o fato de o custo não ser zero não significa que o mercado possa ser acusado de todos os males criados (normalmente) pelos burocratas ou mesmo pelas aleatoriedades da vida.

Aplicações de Teoria dos Jogos

Não sei o leitor, mas muita gente não entende que Teoria dos Jogos tem um bocado de aplicações em nossas vidas. Os pterodoxos, então, nem se fala: é um tal de reclamar da “abstração” (como se fosse possível fazer ciência ou criar os filhos sem o mínimo de abstração…) que Deus me livre.

Bem, estes não têm jeito. Reclamarão sempre.

Mas para os interessados no tema, eis um exemplo interessante.

A comunidade nikkey ficou mais pobre

Os campeonatos de 民謡 (minyou) da comunidade nikkey nacional ficaram mais pobres. Mas, no longo prazo, a vida de um grande sujeito melhorou muito. Ótimo. Afinal, isto é o que importa.

Valeu pelas aulas, chefe. O videokê daqui será sempre sua casa.

A pergunta correta que ninguém tem coragem de fazer…

…o Filisteu fez. E segue na íntegra.

Roubo de Rins na Índia

O caso dos 400-500 possíveis roubos de rins na Índia* parece o cenário pesadelo imaginado por muitos opositores da idéia da descriminalização da venda de órgãos para transplante. Do meu posto de ferrenho defensor da legalização, tenho apenas uma pergunta: será que redes ilegais de fornecimento de órgãos subsistiriam em uma estrutura onde os rins podem ser adquiridos de maneira legal e segura, com garantias de qualidade e sem riscos jurídicos?

* Possíveis, porque nem todos os 400-500 foram roubados. Vários dos pacientes venderam seus órgãos ilegalmente, mas a notícia informa que alguns deles foram forçados a se submeter à cirurgia.

Se fosse no Brasil…

…haveria o belo e maravilhoso Estatuto da Criança e do Adolescente para proteger este assassino. Quando as leis começam a se particularizar é sinal de que seu país está a se tornar algo perigosamente feio (não sem ajuda de uns bocós).

Falhas de governo – desmatamento

Estes dois fatos (aqui e aqui), trazidos pelo Reinaldo Azevedo sequer necessitam da interpretação do jornalista. Os números falam mais alto. Claro, há quem sempre haverá que o governo não controla tudo e que a realidade é cheia de assimetrias informacionais. Normalmente são os mesmos que acusam o mercado de não funcionar e, automaticamente, defendem a pesada intervenção governamental em nossas vidas. Irônico, não?

Com um pouco de conhecimento da história brasileira e de Escolha Pública, você conclui facilmente qual o papel da administração da Silva nesta história. Claro, com um pouco de Econometria, você calcula a perda de bem-estar social e é por isto que economistas pterodoxos não gostam de econometria: ela ameaça muitas de suas mamatas.

Brasil: um país igualitário

Preto ou branco, policial ou bandido, todo mundo é igual neste país. E olha que já fazem quase oito anos que ouço promessas…

Ah sim, tem gente que perde com isto. Como dizem alguns ex-alunos, em tom irônico: “governo é mesmo uma coisa linda”…

Liberando os capitais

Eis um interessante – e pequeno – texto sobre como é difícil entender os impactos da liberalização da conta de capitais. A blogosfera é cheia de textos rápidos, curtos, onde predominam as posições bombásticas (“sou contra”, “sou a favor”, “é Consenso de Washington”, etc). Mas a leitura de algo mais substancial nunca é alvo do internauta, sempre apressado, louco apenas por migalhas de informações para fazer bonito na reunião com seu chefe ou no almoço com o gerente.

Não, não, amigo. Entender economia vai além da crítica rasteira. Para começar a entender esta história de liberar capitais, veja os textos que o Gustavo Franco cita em sua página, se não me engano, para fins de aula em seus cursos na PUC-RJ.

FEMA

Enquanto nenhum economista-pesquisador faz trabalho similar (vai ver são as bolsas…), eis um bom estudo para os EUA:

The Political Economy of FEMA

Did Reorganization Matter?

Christopher Coyne, Peter Leeson, Russell Sobel

January 25, 2008

Download PDF here

This paper investigates the political economy of FEMA’s post-9/11 merger with the Department of Homeland Security. Using panel data for the post-DHS merger but pre-Katrina period, this paper examines how FEMA’s much-debated reorganization has impacted the strong political influences on disaster declaration and relief spending identified by Garrett and Sobel (2003) before FEMA’s reorganization. The authors find that although politically-important states for the president continue to have a higher rate of disaster declaration, disaster expenditures are no longer higher in states with congressional representation on FEMA oversight committees. These results suggest reorganization has reduced political pressure within FEMA.

Por que a NET não funciona? Elocubrações a partir de outro caso…

Por que serviços de atendimento ao consumidor não funcionam? Eles funcionam, mas há um ponto importante que diminui – em muito – sua eficiência: a falta de competição. O exemplo do Adolfo Sachsida é a NET.

Dou outro exemplo em busca de uma explicação. Recentemente adquiri um videokê da Sony (cansei de lutar contra os vagabundos genéricos importados, quer sejam sob marcas desconhecidas ou não). Claro que, antes da compra, eu resolvi me informar sobre um detalhe importante para mim e para minha noiva: o controle de tom de voz.

Mandei mensagem para a Sony, em 16.12, cujo conteúdo segue:

Prezado(a) senhor(a), shikida, claudio

Sua pergunta é muito importante para nós e a responderemos em até 72 horas.

Seu e-mail no Sony Contact Center:
Tema a tratar: Processo: Informação de Produtos
Categoria: Vídeo
Sub Categoria: Reprodutor de DVD
Modelo do Produto: DVP-K870P
Mensagem (máx.de 2000 caracteres): ATENCAO: DVP-K88P é o modelo que nao consta da selecao acima e sobre o qual gostaria de informacao. Minha duvida é simples: no modo karaoke, há possibilidade de mudança de tom da voz? Os modelos concorrentes da Gradiente possuem esta opcao e como eu e minha esposa cantamos em tons diferentes, seria bom que o modelo de voces tivesse esta opcao. grato pela informacao.

Antes de prosseguir, quero deixar claro que o modelo é ótimo exceto pelo fato de que, como seus similares nacionais, ele não é destravado para todas as regiões. Mas vamos em frente. Eu estava com pressa e, acidentalmente, em outra parte do site da Sony, descobri que havia tal controle (por incrível que pareça, não era naquela página que contém os detalhamentos técnicos). Notou, leitor, que falam em 72 horas para a resposta? Pois bem, isto nos daria algo em torno do dia 21 ou 22. Com boa vontade – e atrasos – dia 23.

Entretanto, eu estava com pressa (Natal…) e a informação descoberta involuntariamente era suspeita: afinal, eu esperaria encontrar algo sobre controle do tom de voz nas especificações técnicas do produto. Então resolvi ligar para o SAC da Sony. O atendente ouviu minha questão e fez o que muitos não fazem: trabalhou direito. Leu o manual e confirmou: existe o controle de tom de voz. Comprei o produto em 18.12.2007 .

Já havia me esquecido da mensagem enviada quando, em 26.12.2007 (72 horas???), chegou a resposta:

Prezado Senhor Claudio,

Agradecemos o contato com a Sony .

Informamos que não é possivél alterar o tom de voz no modelo em questão.

Para outras informações ou aquisições de produtos, solicitamos que entre em contato com nossa Central de Atendimento pelo telefone: (11) 3677-1080 de 2ª a 6ª feiras das 8h as 20h, onde um de nossos agentes poderá auxiliá-lo.

Ficamos à disposição.

Atenciosamente,

Claudio XXXX.
CRC – Central de Relacionamento com o Consumidor
Sony Brasil Ltda.
Telefone: (11) 3677-1080.

Como o leitor pode notar, a excelente Sony (sim, acho-a uma excelente marca) tem um SAC que é, no mínimo, um desastre. Primeiro, não respeita o próprio prazo a que se propõe. Segundo, informa de maneira incorreta. Mais simples seria que houvesse apenas um número de telefone e atendentes dedicados como o que me atendeu.

Será que, neste caso, a explicação do Adolfo também se aplica? Espaço aberto nos comentários.