desigualdade econômica · história econômica

As origens da desigualdade no Brasil

Reis e Monasterio (já citei o Congresso aí, né?) dizem:

The paper provides historical perspectives on regional economic inequalities in Brazil. Based upon municipal data on the occupational distribution of the labor force in Census years 1872 and 1920, it analyzes the changes in the spatial concentration of economic activities in Brazil. The New Economic Geography provides the analytical framework to show how geography, technology and institutions combined to give industrial preeminence to the city of São Paulo and why the industrialization of São Paulo had limited and delayed effects in the rest of the country. The conclusion discusses research extensions.  

The argument in short is that prohibitive transport costs precluded Brazilian industrialization up to the last quarter of the 19th c. when railroads were introduced. The significant reduction in transport costs brought by railroads increased the market potential of the city of São Paulo thus triggering self-reinforcing forces of economies of scale and agglomeration externalities in manufacturing activities. Other consequences of transport costs reduction were the accelerated pace of human capital accumulation brought by subsidized international migration to São Paulo. Consequences for the rest of the country were diverse. Emerging manufacturing activities outside the regions of São Paulo and Rio de Janeiro were out-competed by the reduction of transport costs. Furthermore, subsidized international immigration segmented the Brazilian labor market by delaying internal migration and inhibiting the reduction of regional disparities of wages and income.

Gostou? Eu gostei.

Se tem algo que não conheço bem é a tal Nova Geografia Econômica (também não conheço bem outras coisas, mas vamos ao ponto), coisa que o Leo gosta um bocado.

Acho este trabalho uma excelente chance de se aprender a fazer trabalhos empíricos em História Econômica. Como os leitores já sabem, sou simpático à Cliometria (google it!) e Monasterio é um dos que – a cada dia que passa – mais se destaca no bom uso da econometria à história. Fábio Pesavento também é outra estrela em ascenção.

Eu, como sempre, sou preguiçoso demais para fazer o trabalho de coleta de dados que estes caras fazem…

Passando os olhos pelos três ou quatro artigos que me interessaram, vejo que, embora haja aquele revival do conceito de colônias de exploração/povoamento, esta classificação ainda é inadequada para a compreensão dos problemas do desenvolvimento brasileiro. Instituições – a palavra-chave de Douglass North – parecem aparecer em diferentes formatos segundo determinantes que a literatura ainda não é capaz de resumir (talvez nem o seja). Dois pontos importantes aqui são: (i) quais os determinantes das instituições originariamente implantadas e (ii) como as instituições se desenvolvem ao longo do tempo.

Não é difícil ver que responder estas duas perguntas é um trabalho bem complicado, mesmo que não se entre no aspecto específico do problema que você estuda seja ele a história de Pindamonhagaba, do centro-sul paraguaio ou da América Latina.

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