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O sonho do Paulo-Freire-Che-Guevara: IPEA bolivariano chinês com economia de mercado…ou algo assim

Mais sobre o obscurantismo intelectual brasileiro.

Chamo a atenção para, no caso do segundo link, este singelo, mas retumbante trecho:

Sinceramente, não tenho nada contra alguém querer ser chamado de “professor”. Profissão nobilíssima, deveria receber um respeito infinitamente maior do que a dispensada no país, ainda mais em função da carência de pessoas capacitadas para o cargo. Também não consigo, talvez por questão de educação, chamar meus professores (e alguns ex-professores também) diretamente pelo nome ou sobrenome, a não ser que seja dada a abertura. Fiz um estágio com um professor da UFRGS, durante a graduação, em que eu não conseguia dar outro tratamento que não fosse o de “Professor”, ainda que o estágio fosse em uma instituição fora da universidade.

Entretanto, existe uma medida para tudo. Professor, com letra maiúscula, na minha opinião, é quem faz por merecer o título. Tenho certeza que muitas pessoas eventualmente gostam do “professor” do IPEA. Agora, Professor, mesmo é justamente quem não precisa anunciar, a plenos pulmões, alguma “senha” de tratamento. E mais: Professor é quem, inclusive, fica até encabulado ao ser tratado por “Professor”.

Pena que os milhares de sindicatos de professores deste país não tenham sequer pensado em se manifestar. Sabe, leitor, na minha época da faculdade as pessoas falavam sobre os laranjais do lago Balaton, sobre Georg Luckas, sobre Lysenko e sobre 1984 de George Orwell. Você, leitor mais jovem, que vem aqui buscar “movimentos sociais” todos os dias via Google, já ouviu falar de algum destes tópicos? Um colega meu, numa banca de MESTRADO, disse que ouviu de uma senhora (senhorita, vá lá, vou eu saber se era casada ou “amigada”?) que dissertava sobre as maravilhas do socialismo real, que a mesma jamais teria ouvido falar no Camboja ou Khmer Vermelho. Deve ser esta a teologia da libertação de que tanto falam: ela te liberta da verdade, da ética ou, sei lá, da simples e velha vergonha na cara.

Ser “Professor” envolve, dentre outras coisas, ser crítico da realidade. Muita gente que hoje ri às escondidas nos banheiros do IPEA estaria bem encrencada num mundo khmeriano. Por isto o encontro Liberal de Brasília é tão importante. Chegamos a um ponto no qual o debate está morto porque ninguém, ou quase ninguém sabe a diferença de liberalismo, neo-liberalismo, socialismo, comunismo, etc. Pior ainda, tem gente que acha que o Brasil é um país que sofre por causa de um suposto excesso de liberalismo, individualismo ou da ação dos mercados. Gente que não sabe a diferença entre imposto ad valorem para imposto específico. Gente que não sabe o que significa ser livre. Gente que, enfim, acha que capitalismo cartorial é sinônimo de liberalismo (ou, quá quá quá, consequência inevitável do capitalismo liberal).

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