e-book

Ainda o novo e-book

Ontem, após alguma confusão, consegui fazer o upload do novo e-book. E eu gostaria de fazer algumas observações sobre ele, do ponto de vista de alguém que tentou incentivar ao máximo as colaborações.

Primeiro, alunos são indivíduos e uma análise marxista de classes não nos levaria a lugar algum se fôssemos explicar seu comportamento. Refiro-me ao custo de oportunidade de cada um: de cada 10 alunos que disseram que iriam participar, apenas 1 ou 2 realmente se interessaram.

Na segunda edição do e-book, a participação do IBMEC-MG (o único dos IBMEC’s a ter colaboração no e-book, apesar da divulgação no blog) aumentou. Tínhamos o artigo do Lucas e tivemos dois novos, do Pedro (atualmente em Arkansas) e do Igor. O primeiro, Lucas, preocupava-se com a escolhar intertemporal das pessoas em “quem dá aos pobres empresta a Deus”. Já Pedro tentou explicar se faz sentido dizermos que “de graça, até injeção na testa”, discorrendo sobre custos e benefícios de bens. Igor, por sua vez, preferiu uma abordagem mais formal, embora simples, da incerteza envolvida no “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.

O que posso dizer? Ficaram muito bons. Mas eu me pergunto sobre os outros alunos que não enviaram colaborações. Uma instituição de ensino superior que prima pela excelência deveria ter mais estudantes interessados neste tipo de empreendimento, não? Talvez.

De qualquer forma, parabenizo os três alunos do IBMEC-MG por não apenas participarem do e-book, mas também por terem feito isto com o esmero e a competência que muitos de seus colegas não apresentaram esta semana, em outro tipo – similar – de trabalho acadêmico. O importante não é se o sujeito finge bem, mas se ele produz algo de boa qualidade quando requisitado, nos prazos estabelecidos e com o profissionalismo que nos leva(ria) ao Primeiro Mundo.

Também  tenho que agradecer, novamente, ao Adolfo, por ter se mostrado um verdadeiro empreendedor do ensino. Como já disse, a burocracia não conseguirá, jamais, computar este evento como um salto tecnológico no ensino de economia. Nem ela, nem os pterodoxos H e O que dirão, respectivamente, que “isto não é economia porque o mundo é incerto” e “isto não é economia porque não tem modelo (e, se modelo há, eles não usam programação dinâmica)”.

Mas a mensagem final é otimista: parabéns a todos os autores do e-book, inclusive os recém-incluídos na segunda edição.

Um comentário em “Ainda o novo e-book

  1. Valeu Claudio,

    Voce foi peca fundamental nesse projeto. Primeiro, porque a ideia original (livro dos sushis) foi sua; e segundo, por sempre incentivar nossos colegas a participarem desse livro.

    Obrigado,

    Adolfo

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