Humor · mercado financeiro

Eu sempre soube que aquele “whiskão” iria me salvar !

Olha a notícia:

O uísque pode ser um ativo altamente lucrativo para investidores temerosos com a volatilidade dos mercados financeiros, afirmou Kappen durante o lançamento do seu World Whisky Index — algo como “índice mundial do uísque”, um site para compradores e vendedores de uísques raros e caros.

O índice está aqui.

Anúncios
off-topic

Desconstruindo mitos, encaixotando Helena e tudo o mais

Este vai na íntegra.

Arquitetura e Genialidade

Uma das grandes pragas criadas no século passado é a idéia de que arquiteto bom é aquele que não consegue desenhar prédios funcionais, bonitos e confortáveis com linhas retas. Várias monstruosidades foram construídas em nome da arte e genialidade desses arquitetos. Na selva, por exemplo, Niemeyer abusou de seu poder de monopólio e desenhou monstrengos inúteis pagos, como era de se esperar, com dinheiro público. Na selva, por definição, ele é isento de críticas. Nos EUA há muito arquiteto picareta e incompetente também. Todavia alguém é responsabilizado por seus erros.

 

CADE · concorrência · economia

Como a regulação não funciona

Comentando um problema de regulação, diz a presidente do CADE:

A presidente do Cade, Elizabeth Farina, reconheceu, durante o julgamento das chapas de alumínio, que houve poucos exemplos de redução tarifária pela Camex após os alertas do Cade para essa necessidade de aumentar a competição via produtos importados em setores monopolizados. “Em geral, não nos comunicam e nosso pedido não foi aceito no caso do cimento branco”, disse Farina.

Ok, divergências existem. Agora, não comunicar um órgão regulamentador de uma não-aceitação de uma recomendação que diz respeito à vida de vários consumidores e de um punhado de produtores não é algo que eu elogiaria.

Eis um bom estudo para alunos de economia. Compare a composição técnica da CAMEX e do CADE e tente medir o grau de influência que grupos de interesse possuem sobre cada órgão. Se puder, tente algum teste de hipóteses. Este é um tema interessante para uma monografia sobre os problemas da regulação no Brasil. Se você o fizer, não se esqueça de nos agradecer pela idéia.

ciência econômica · falhas de governo · ONG · terceiro setor

O Terceiro Setor está nu e a realidade não é muito bonita

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, põe em xeque tudo que foi dito sobre ONGs e informa que o governo está fazendo, pela primeira vez no País, uma auditoria do setor seguindo critérios científicos. O trabalho começou no final de 2006 e abrange 325 entidades que recebem da União.

São fiscalizadas em três grupos: as 20 que mais receberam, as que obtiveram repasses entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões e as que ganharam entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões. O mesmo critério será adotado pela CPI das ONGs. “Há irregularidades, mas alguns pretendem extrapolar para o universo das ONGs. Não se pode generalizar”, pondera.

Para Hage, a indefinição do quadro normativo é um dos problemas mais sérios no setor. O governo baixou em julho o Decreto 6.170/07, para regulamentar transferências de verbas para as ONGs, mas ainda há brechas legais. “É um quadro normativo impreciso e nebuloso”, diz.

O problema das ONG’s é que elas se pretendem uma forma de gerar bens públicos com menores custos e maiores benefícios do que o setor privado ou o público. Em relação ao setor privado, eventualmente, você encontra alguma razão no argumento, embora seja óbvio que uma ONG que formate seus incentivos de maneira economicamente correta possa ser chamada de “setor privado”. Basta que não receba recursos públicos e viva como tal, apenas com as contribuições de seus membros.

Aliás, este é o problema insano que pouco se discute: uma ONG, em si, não deveria ser “não-governamental”? Claro. Mas o vício em relação ao governo já é tão disseminado no país que poucos atentam para o fato. O Ministério da Saúde deveria fazer uma campanha como a que faz contra cigarros ou bebidas alcóolicas: “o ministério da saúde adverte: impostos como a CPMF podem ter seus recursos aplicados em fins diversos aos da saúde”. Ou, sei lá: “o ministério da saúde adverte: subsídios podem gerar mais impostos sobre seu bolso”.

Estudar teoricamente as ONGs é algo que os economistas brasileiros não têm feito. Ou estão no governo fazendo política monetária, fiscal, avaliando os colegas na CAPES, ou estão enfurnados no mercado financeiro ou fugindo da briga com os colegas que lhes avaliam. Na verdade, a divisão do trabalho na Ciência Econômica não é tão grande no Brasil como é no mundo civilizado, o que explica, em parte, a má qualidade de nossos acadêmicos (ainda que a mesma tenha melhorado nos últimos anos).

Quando economistas deixam de lado a discussão séria de assuntos que envolvem alocação de recursos, o debate fica abaixo do nível ótimo já que pessoas menos qualificadas para a discussão predominam na mesma. Bom, pelo menos há o David Baron para nos salvar. Mas terei novidades sobre isto, leitor, em breve.

Desenvolvimento econômico · ideologia

Ideologias

Um livro curioso, de Ricardo Feijó, está ao meu lado. Ari deixou-o aqui para que eu fizesse uma leitura breve de alguns capítulos. Posto isto, pareceu-me um livro bem pessoal, tal como o livro de Microeconomia de Simonsen. A organização dos capítulos não tem nada a ver com o que se vê por aí.

Não deu tempo de fazer uma leitura mais detalhada, mas Feijó tem um bom ponto no livro: ele discute, ainda que numa linguagem bem pouco técnica (mas adequada ao seu público-alvo), o impacto das ideologias no desenvolvimento econômico. Tenho lá minhas discordâncias quanto algumas coisas que ele diz, mas, no geral, faltava um livro honesto em relação às ideologias da moda, hoje renomeadas como “bolivarianismo” e discretamente seguidas por muitos militantes da esquerda brasileira (eles nunca se pronunciam contra Chávez, embora não o elogiem…).

A distinção entre nazismo e socialismo, na minha opinião, não é a visão mais correta de se expor estas variantes do totalitarismo, mas Feijó não está muito longe do que se faz por aí. Talvez isto seja mais um comentário do que uma crítica. E, sim, eu senti falta de maior profundidade na parte das Escolhas Públicas. Outro ponto positivo: o destaque dado ao famoso debate do cálculo socialista, aliás, escassamente presente nos cursos que se auto-denominam “história do pensamento econômico” (que sempre falam de Marx, mas nunca encontram carga horária para discutir sua derrocada teórica neste que foi um dos mais interessantes debates do pensamento econômico).

Há algo a ser discutido, sim, quando se fala de ideologias e desenvolvimento econômico. Há dois grandes motivos pelos quais isto não acontece com frequência. Primeiro, economistas ortodoxos, muitas vezes, têm manias estranhas. Por exemplo, se não encontram uma proxy boa para o fenômeno, negam sua existência ao invés de reconhecer a limitação do instrumento (algo que já foi dito por Robert Higgs, em seu clássico Crisis and…). Em segundo lugar, os pterodoxos sabem que o reconhecimento da lógica implacável do debate do cálculo socialista os deixará, digamos, nus. Apesar de se auto-proclamarem muito “mentes abertas” e “progressistas”, pterodoxos odeiam o próprio corpo nu. Talvez não sejam tão progressistas assim…

Se alguém mais leu o livro, adoraria ouvir suas opiniões. Por enquanto, eu espero ganhar um exemplar para análise porque o orçamento anda direcionado para outros livros, DVD’s e botecos.

economia da defesa · Economia do Conflito · Economia do Crime · falhas de governo · Humor · segurança privada

Carro bom para se andar em um país no qual se paga impostos mas a segurança pública,…óóó..

Fonte: Esta.

O custo de se pagar mais um centavo de imposto para não se diminuir um único ponto percentual na violência é o exatamente o que me custa a oportunidade de pagar por uma empresa de segurança privada que faça isto de maneira decente.

No Brasil, de fato, discutir segurança privada (por exemplo, num contexto anarco-capitalista) é algo anacrônico. O brasileiro, mesmo o cronista/filósofo/palpiteiro de plantão que se pretende indignado com a “privatização” das tarefas de segurança já vive em um condomínio fechado, vigiado com seguranças privados e usa alarme eletrônico em seu carro.

Quando até os críticos já vivem como reclusos, a discussão parece mesmo estar até atrasada. Dia destes farei um post sobre o tema que, sim, fascina-me.

Tecnologia

Avanços tecnológicos que nos deixam felizes

Este, por exemplo.

A tiny “electronic nose” that MIT researchers have engineered with a novel inkjet printing method could be used to detect hazards including carbon monoxide, harmful industrial solvents and explosives. Led by MIT professor Harry Tuller, the researchers have devised a way to print thin sensor films onto a microchip, a process that could eventually allow for mass production of highly sensitive gas detectors.