ciência econômica · e-book · economia · Freakonomics · sabedoria econômica · sabedoria popular

Eis o e-book…dos provérbios

E-book dos provérbios

Faço comentários sobre ele mais adiante.:

i. É uma honra abrir o e-book que o Adolfo editou. Eu o encontrei pessoalmente há um mês e pouco e testemunhei o entusiasmo dele com a idéia. Claro que acho genial isto que ele fez. Quem enviou artigo, aproveitou uma oportunidade cujo valor nem sempre é imediata e prontamente apreciado.

ii. O que dizer? Não muito. O e-book segue a linha deste outro. Ambos inauguram o que não aparece em estatística da CAPES ou do MEC ou de qualquer outro órgão privado de pesquisa: uma era de colaboração e produção de conhecimento intermediário de Ciência Econômica, crítico, competente e totalmente inserido em nossa realidade. “Para além do” discurso pterodoxo, pseudo-pluralista, estes dois livros aplicam, realmente, economia, ao dia-a-dia. Como em qualquer ciência séria, a aplicação é limitada, incompleta, mas interessante.

iii. Há alunos de todos os níveis, mestres e doutores em Economia. Há gente que não faz o curso de Economia. Novamente: não somos fascistas. Mussolini e os sindicatos/conselhos de Economia é que, em sua esmagadora maioria, acham que só um diploma gera conhecimento (apesar de todos os estudos sobre modelos de sinalização, na selva, sim, acredita-se muito nestas asneiras). Por outro lado, sabemos que não basta língua e garganta para gerar uma fala competente em economia. Tem que estudar o livro-texto. Até para criticar é preciso entender antes, a despeito do discurso populisto-pterodoxo (acabo de cunhar mais um neologismo engraçadinho…). Parabéns ao nosso aluno Lucas, único representante dos três IBMEC’s neste livro. Parabéns aos outros todos participantes.

Pronto. Falei e disse.

UPDATE: Marcelo Soares até já sugeriu um nome para o conjunto da obra: Doidonomia.

Anúncios
Capital Humano · desenvolvimento · pobreza

Bolsa-Família importa?

Dos três apresentadores, Eduardo Pereira, do Ministério da Previdência Social, foi o único que tratou efetivamente de dinâmica populacional. Ele mostrou que, com o envelhecimento da população, o sistema previdenciário brasileiro é insunstentável a longo prazo, porque haverá um número crescente de velhos recebendo benefícios para um número decrescente de jovens. E que isto não muda com a economia crescendo, porque, se tiver mais gente pagando a previdência hoje, haverá mais gente também recebendo depois, e vivendo muito mais tempo. O Ministério preparou estes dados, na forma de várias simulações, para apresentar ao Forum Nacional da Previdência Social, aonde estão representados os sindicatos, aposentados, pensionistas, empregadores e o governo federal, e, pelo que parece, ninguém lá gostou da tese de que os benefícios da previdência deveriam mudar. O problema é que os principais interessados na reforma, nossos filhos, que vão ter que pagar a conta ou conviver com um sistema previdenciário falido, não estavam presentes, e não havia ninguém no fórum, aparentemente, que defendesse seus interesses.

O outro apresentador foi Pedro Olinto, do Banco Mundial, que antecipou os principais resultados de uma avaliação que o Banco está fazendo de um grande número de programas de tipo Bolsa Família que o Banco vem apoiando e incentivando em um número crescente de países, inclusive o Brasil. O ponto principal foi mostrar como estes programas são, em geral, bem focalizados, e de fato melhoram em alguma medida as condições de vida das populações mais pobres. O que me pareceu mais novo foi a conclusão de que os programas não tem impacto sobre o acesso à escola em países em que a quase totalidade da população já está na educação básica, como no Brasil; e que o impacto sobre a qualidade da educação parece ser inclusive negativo. Eu já vinha dizendo e discutindo isto há vários anos, e fico contente em ver que agora o Banco Mundial reconhece isto. Aliás, se entendi bem, a avaliação do bolsa família brasileiro feita por Eduardo Rios-Neto mostra a mesma coisa.

Humm…

autoritarismo · bolivarianismo · brasil · lula · PT

Comparações

O outro Ângelo, o de Duke, faz uma boa comparação. Melhor que a do sr. da Silva. Claro, há quem diga que o sr. da Silva seja sincero em seu desejo de não entrar na era ditatorial-imperial que o sr. Chavez com bons olhos vê sob suas botas e adjacências. Mas é engraçado isto. O partido do sr. da Silva é o único que pensa diferente do resto do Brasil. Deve ter militantes loucos de vontade por um 3o, 4o ou 5o mandatos sequenciais. O que me faz pensar: quem é o autoritário? Qual é o perigo maior? O tal “neoliberalismo” acusado de tudo pelas professorinhas de história do ensino médio ou o autoritarismo que as militantes professorinhas namoram ao sonharem com tantos mandatos?

Pergunta fácil, se você não sofrer de dissonância cognitiva.

e-book · Freakonomics · Sushi

O atraso do e-book

Muita gente não leu as instruções com o cuidado que elas mereciam: “envie seu nome e seu e-mail“. Por isto, diz Adolfo, há um atraso. Imagino que ele divulgue hoje o novo e-book (o que inspirou esta nossa aventura foi este).

Ah sim, o gentil Angelo da CIA (que não faz parte, certamente, da conspiração “que-vê-Opus-Dei-até-atrás-do-banquinho”), fez-nos um elogio bacana, ao entrar no debate sobre a tese de Levitt:  “melhor blogue brasileiro de clipping econômico e opinião política”. Valeu, Angelo!

ditados populares · Freakonomics

Faz a fama, deita na cama…e espera o e-book!!

Enquanto o Adolfo não mostra o e-book (estou ansiosíssimo), fique com…(trecho)

Faz a Fama e Deita na Cama

“Faz a fama e deita na cama”. Acho este um dos ditados populares que melhor refletem o Brasil. Mas qual é o real sentido desse ditado. Simples, esse ditado diz de maneira muito clara que: “é importante trabalhar duro no começo da carreira, e você deve continuar assim até que as pessoas reparem que você trabalha duro e é eficiente. A partir desse momento – ou seja, tão logo você receba o carimbo de trabalhador e eficiente –, você pode relaxar. Não precisa mais se preocupar em trabalhar duro e nem em cumprir metas. Afinal, as pessoas já o identificam como alguém de sucesso e você não perderá mais esse status”. Note que a validade deste ditado esta intimamente ligada ao grau de competição à que a economia do país está exposta. Países pouco abertos e com pouca competição são o terreno onde este ditado popular pode prosperar.