brasil · economia

Not-so-smart moment of the Brazilian Thought

Esta vem do xará:

Bananices

Incrível como brasileiro dá um jeito de fazer merda até quando tem razão. Surreais as palavras de um familiar do mineiro assassinado pela polícia britânica:

É a mesma coisa que multar uma pessoa em R$ 5. O valor de 175 mil libras, na Inglaterra, para quem é inglês, não é nada – disse o primo de Jean Charles, Alex Pereira.

Meu caro milionário, dê uma olhada nos classificados londrinos e me diz quantos empregos existem oferecendo um salário simbólico como este.

Mas eu entendo. A gente vive num país onde as mutretas são sempre contabilizadas em milhões. Quando ouve um valor na casa dos milhares, mesmo sendo em libras, acha que é merreca.

Resmungado às 18:09:00

Amazing! Amazing! Brasileiros não entendem Economia básica. É o analfabetismo funcional unido à xenofobia nacional.

cliometria

Para os cliometristas…

Victory or Repudiation? The Probability of the Southern Confederacy Winning the Civil War

Marc D. Weidenmier, Kim Oosterlinck

Historians have long wondered whether the Southern Confederacy had a realistic chance at winning the American Civil War. We provide some quantitative evidence on this question by introducing a new methodology for estimating the probability of winning a civil war or revolution based on decisions in financial markets. Using a unique dataset of Confederate gold bonds in Amsterdam, we apply this methodology to estimate the probability of a Southern victory from the summer of 1863 until the end of the war. Our results suggest that European investors gave the Confederacy approximately a 42 percent chance of victory prior to the battle of Gettysburg/Vicksburg. News of the severity of the two rebel defeats led to a sell-off in Confederate bonds. By the end of 1863, the probability of a Southern victory fell to about 15 percent. Confederate victory prospects generally decreased for the remainder of the war. The analysis also suggests that McClellan’s possible election as U.S. President on a peace party platform as well as Confederate military victories in 1864 did little to reverse the market’s assessment that the South would probably lose the Civil War.

bolivarianismo · economia da defesa

Economia da Defesa

Uma hora destas eu comento esta notícia que mostra que não é Bush quem mantém a América Latina “nas garras do complexo industrial-militar”. Primeiro, há os interesses do complexo industrial-militar (nanico, é verdade) nacional e também os incentivos vindos do melhor amigo do sr. da Silva, o sr. Chavez. A este deve se creditar o mérito de disparar uma nova corrida armamentista na América Latina.

Tentarei uma análise mais detalhada em breve. Não vou prometer, mas, como de praxe, aguarde.

ANAC · falhas de governo · modelo regulatório bolivariano · pterodoxia · regulação · Teoria econômica

O ocaso do modelo regulatório da administração da Silva?

Esta matéria mostra a importância de se ter gente competente criando incentivos em casos como o da regulação do setor aéreo. É bom ler e pensar sobre o que se faz neste país quando uma lei tem brechas. Mas há mais do que isto. Há uma discussão mais profunda sobre o próprio sentido da existência da ANAC tal como desenhada na administração do sr. da Silva.

Discutir isto envolve não apenas gente que saiba Economia, mas também Direito (e seus meandros nacionais e internacionais), conhecimento de Economia Política Não-Pterodoxa (i.e., não é repetir Marx, Kalecki ou, como está mais em moda, os “neo-schumpeterianos”. Nada disto, falamos de Buchanan, Tullock, Tabellini, enfim, gente como esta).

Mais ainda, não é apenas ter gente séria – e aí o modelo de nomear político que perdeu eleição é uma besteira…de quem nomeia – mas também saber que a própria regulação em si é, ainda, uma polêmica na teoria Econômica.

Isto é o mais irônico da história, sabe? Pterodoxos adoram justificar suas medidas de política econômica fantasiosas com o argumento de que “não é só a teoria X (X = mainstream, ortodoxa, neoclássica) que importa, mas sim a visão Y (Y = qualquer outra coisa que o sujeito pense ser a panacéia ou “o que Keynes realmente quis dizer”)”. Fazem-no quase com fervor religioso. Mas eles nunca aceitam o argumento da não-regulamentação avançado por um subconjunto de Y, os austríacos ou, sei lá, o bom e velho George Stigler. Nestas horas, claro, só existe a teoria Y que justifica seus empregos como consultores ou seus 5 minutos de fama na TV.

Fala-se muito de pluralismo entre os pterodoxos (cuja correlação com os apoiadores do sr. da Silva é mais ou menos de 0.9871), mas, na prática, como diziam eles mesmos, a teoria é outra. Enquanto isto, leitores desinformados continuam a ser apenas bucha de canhão das loucuras desta gente. Eu seria mais curioso em minhas leituras e mais inquisidor. Deve-se sair da armadilha da doutrinação dos ensinos básico e médio, que prega uma única visão de história como sendo a correta afim de avançar os interesses de uma parte da sociedade. Seja crítico que já ajuda. Se você se transformar num clone do sr. da Silva, digo eu, pelo menos foi por meio de estudo sério. Se perceber que não é por aí, poderá ou não concordar comigo. Mas não cairá no papo dos discursos fáceis…