bolivarianismo · brasil · esquerda brasileira

Boa pergunta

Caso se indague àquele cantor do PMPB (Partido da Música Popular Brasileira) o que faz da VEJA uma publicação de “ultradireita”, ele não saberá responder. Tanto quanto a ultraesquerda ultrapassa, como é sabido, o limite legal para encetar as suas ações, seria forçoso que o “outro extremo” (a VEJA, Diogo, eu…) fizesse o mesmo. Mas o quê? Cadê a ação? Cadê a transgressão? Se existe uma direita extremista em atividade, é o caso de chamar a Polícia Federal, a Abin, sei lá eu, os órgãos de defesa do estado democrático. Trabalho em casa. Diogo também. A VEJA tem endereço conhecido. Os policiais morreriam de tédio. Num acampamento do MST, por sua vez, eles teriam dias bem mais animados.

Eis aí uma boa pergunta: por que será que atividades de campos de assentados deveriam ser menos visadas pela PF ou pela Abin do que a de um jornalista de endereço conhecido? Reinaldo Azevedo tem uma boa pergunta aqui. É a velha história da “esquerda-que-vê-Opus-Dei-até-embaixo-do-colchão” tentando desviar a atenção das pessoas.

Se direita extremista, no Brasil, fosse uma ameaça, não haveria partidos nazistas proibidos ao mesmo tempo em que partidos comunistas atuam na legalidade. Basta verificar as estatísticas. Che Guevara e Heinrich Himmler, ambos, tinham ideais e mataram por eles. Será que apenas uma motocicleta é capaz de diferenciar um selvagem de outro?

bolivarianismo · Cuba · Fidel Castro · lula · socialismo

Existe trabalho escravo?

Four Cuban sailors who jumped ship in Saint John citing brutal working conditions are now claiming refugee status.The sailors left the Greek-owned cargo ship Dimitra G docked at the New Brunswick port last Tuesday.

The men described poor working conditions on the ship, said interpreter Angel Negreira, with no heat or air conditioning.

“These people work a minimum of 84 hours a week. They have to work continuously.”

The men’s hands are covered in heavy calluses and torn skin. Their pay was between $2.50 to $3 per hour, Negreira said.

Aparentemente…existe.

blogosfera

Duas ótimas do Janer

  1. CHE, SESSÃO NOSTALGIA
  2. A CONTA DE CHEGAR DE SÃO LANCELLOTI

Este último vale a reprodução integral:

Em suas primeiras declarações à imprensa, o padre Júlio Lancellotti disse ter sido extorquido em 50 mil reais por seu pupilo dileto. Dois dias depois, já falava em 80 mil. Hoje, sua defesa já admite 150 mil reais. Quem dá mais?

O defensor do pupilo dileto de São Lancellotti aventa algo entre 600 e 700 mil. Mais dia menos dia, chegaremos lá.

Este nossa igreja católica anda a necessitar de assessoria em matemática. Pelos discursos dos membros da CNBB, eu já sabia que havia um problema de conhecimento de teoria econômica básica (aquela que pterodoxos nem sabem e nem ensinam). Agora, matemática??

Capital Humano · educação · vouchers

Educação (mais boas observações)

Olha que beleza de análise do Cisco. Vai na íntegra.

Lendo Megan McArdle discutir vouchers escolares, me ocorreu que eu nunca comentei aqui meu plano secreto para implementar vouchers no Rio Grande do Sul. Basicamente, seria um grande suborno/chantagem do sindicato dos professores, onde o Estado daria todas as escolas públicas para todos os professores. Cada professor de escola estadual seria acionista, cooperativista ou quesejista da escola em que trabalha. Sem compromisso. Porteira fechada. Se os professores se reunissem e decidissem destruir a escola e construir um estacionamento, eles poderiam. Se quisessem vender para a Igreja Católica, poderiam. Se quisessem construir um clube de strip-tease apenas com ex-alunas, seriam subsidiados.

Essa seria a parte suborno. A parte chantagem seria o seguinte: quando o sindicato esperneasse, o governo diria “vem cá, vocês não conseguem gerenciar o próprio negócio? Nós vamos dar os vouchers para os pais escolherem onde colocar os filhos para estudar, vocês estão com medo que ninguém queira ser aluno de vocês?” Não aceitar a oferta, generosa a não poder mais, seria o equivalente a admitir que não sabe fazer o próprio trabalho direito e que quer viver de mamar nas tetas do Estado até se aposentar.

(Minha experiência limitada com compra de vagas em escolas privadas para os excedentes da rede municipal é a seguinte: já vi pais literalmente chorando de felicidade porque conseguiram mandar seus filhos para uma escola privada — uma escola privada simples e pequena, que só tem turmas de primeira a quarta série, não o Anchieta ou o Leonardo DaVinci. Mesmo sabendo que o Brasil é o Brasil e que ainda haveria algum nível de corrupção e desperdício, não consigo imaginar que as crianças aprenderiam menos, que os pais ficariam menos satisfeitos, que mais dinheiro seria desperdiçado ou que a corrupção correria mais solta do que já corre.)

Quem disse que não há blogs inteligentes?

commodities · história econômica

História Econômica…séria

O pessoal no Brasil deveria fazer algo como este excelente site. Há pesquisadores bons, há recursos, só falta aquele “algo a mais”. Fala-se tanto em commodities hoje, mas parece que há um imenso desperdício de tempo: os alunos parecem não terem nunca aprendido sobre o passado colonial e sobre a importância das commodities para a economia brasileira.

Digo, aprenderam, mas somente um amontoado de fatos desconexos (ou interpretados à luz da visão mainstream nas escolas: o marxismo) que, no máximo, citam alguns estranhos ciclos (pau-brasil, borracha, café, etc) sem o menor cuidado estatístico. Vá lá que haja gente que acredite em Papai Noel ou em ciclos de Kondratieff, mas há muito mais ciclos a serem replicados nos estudos de nosso passado histórico.

Agora, historiador bom mesmo é aquele que se enfurna nos arquivos e busca dados para conhecer a história de forma menos viesada do que na visão deste ou daquele historiador que, no máximo, sonhou com uma teoria, acordou, e escreveu um livro. Não, história econômica não é obra dos irmãos Grimm, gente. É obra de gente esforçada.

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Câmbio valorizado gera inflação?

Nesse final de semana fui para Bento Gonçalves visitar minha mãe que comemorava seus 60 anos. Aproveitei para rever velhos amigos. No domingo estava em uma roda de pessoas ligadas ao setor exportador de móveis. Para quem não sabe, a cidade de Bento Gonçalves possui as principais empresas exportadoras de móveis do Brasil.

Como vocês podem imaginar, a reclamação geral era sobre o câmbio valorizado. Tentei ouvir mais do que falar, o que é extremamente difícil quando você tem mais de dois “gringos” descendentes de italiano falando todos ao mesmo tempo. Bem, mas dessa conversa levei para casa algumas afirmativas e previsões interessantes.

Primeiro vamos à previsão: o câmbio chegará ao patamar de R$ 1,50 antes da metade do próximo ano. E, ao chegar nesse patamar o governo terá que intervir, dada a pressão do setor produtivo, gerando uma inflação maior que a esperada para 2008. Logo, teremos um aumento na taxa de inflação causada pela política de valorização cambial. Achei o raciocínio interessante já que câmbio valorizado geralmente está associado à política de combate à inflação, como no Plano Real.

Agora, vamos à afirmativa. Como seguidamente ouço, também foi dito que a inflação é mascarada. Perguntei: “Como assim? Mascarada pelo governo?” A resposta foi diferente da que estou acostumado a ouvir. Disseram: “Sim, a inflação é mascarada porque quando o câmbio cai, o meu preço globalizado aumenta. É como se eu estivesse aumentando os preços dos meus produtos. O meu preço globalizado está aumentando”. Achei interessante ele usar a expressão preço  globalizado e não preço internacional, mas achei muito mais interessante o raciocínio utilizado. Estando correto, uma política de câmbio valorizado poderia estar  auxiliando para a obtenção de preços internos menores, mas para preços externos maiores.

É possível, então, que a adoção  de uma política de câmbio valorizado, por parte dos paises,  gere uma inflação mundial maior?  

André

Capital Humano · desenvolvimento · educação · política industrial

Sabe aquela história de fazer política industrial?

Pois é. Há um debate interessante aqui e aqui sobre o tema. Eu continuo a pensar que o mais importante é investir em educação. Ainda mais com evidências como esta. Já pensou? Ganhos de 75% em menos de 20 anos? E sem gerar o mesmo ônus para o contribuinte que grupos de interesse tanto gostam (desde o MST até a FIESP, passando por outros sindicatos deste país selvagem…)?

Queria, agora, ter nascido na Hungria há uns 30 anos…

economia · felicidade · produtividade · Sexo · trabalho

Mais sexo, mais felicidade…e mais produtividade?

Impact of Sexual Activity on Wage: an Empirical Investigationpor Paulo R. A. Loureiro; Mário Jorge Cardoso de Mendonça; e Jaime Orrillo.Working Papers No 07 – 010 – Outubro 2007

Abstract

We test the assumption that the relation between sexual activity is nonlinear, considering that the impact of sex on productivity and therefore on wage occurs during a certain interval of times which one cannot perceive if discrimination is not done. In other words, we must use different dummies to enumerate distinct frequencies. A similar procedure appears in Blanchflower and Oswald ( 2004 ) to test the effect of sexual activity on happiness. This is done in column (2) and the results show that this assumption is valid.

Keywords : productivity, sexual activity , wage.

Ok, o abstract ficou meio confuso. Mas o ponto é:

For the unrestricted model the interval where sexual activity is significant comprehends a frequency from two to five times a week. In our opinion this achievement reflects the fact that the relation between sexual activity and productivity is determined by a non-decreasing relation in which there is a limit which the impact of one unit more of sex does produce an effect on productivity and therefore on wage.

Moral da história: sexo faz bem para sua produtividade (…até certo ponto).

p.s. não acredita? Olha o modelo teórico aqui.

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Mais sobre Totoro

Totoro é um belo filme infantil que resgata boa parte da capacidade de imaginação dos adultos. Eu, insisto em chamar o Totoro de “meu amigo” e, torço chegar o dia em que estarei em uma parada de ônibus ao lado de um Totoro. Assistam o filme.

PS) Espero que a Antônia goste do filme.

André

Anime · off-topic · Totoro

Mais propaganda gratuita

Pouca gente conhece este clássico do cinema japonês. Se você acha que “Viagem de Chihiro” ou “Princesa Mononoke” são os principais momentos do cinema de Hayao Miyazaki, então você tem que ver o filme que o lançou ao estrelato: “Meu vizinho Totoro”.

Este filme é tão bom que vou repetir este anúncio durante a semana.

Academia

Título muito criativo: Who wears the trousers?

Who wears the trousers? A semiparametric analysis of decision power in couples
Melanie Lührmann and Jürgen Maurer
CWP25/07: 08 Oct 2007

Decision processes among couples depend on the balance of power between the partners, determining the welfare of household members as well as household outcomes. However, little is known about the determinants of power. The collective model of household behavior gives an operational definition of decision power. We argue that important aspects of this concept of power are measurable through self-assessments of partners’ say. Using such a measure, we model balance of power as an outcome of the interplay between both partners’ demographic,socioeconomic, and health characteristics. Advancing flexible, yet parsimonious empirical models is crucial for the analysis, as both absolute status as well as relative position in the couple might potentially affect the balance of power, and gender-asymmetries may be important. Appropriately, we advance semiparametric double index models that feature one separate index for each spouse, which interact nonparametrically in the determination of power.Based on data from the Mexican Health and Aging Study (MHAS), we find education and employment status to be associated with more individual decision power,especially for women. Moreover, health and income have independent effects on the distribution of power. We also show that contextual factors are important determinants of decision power, with women in urban couples featuring more decision power than their rural counterparts.

comida japonesa · melona · propaganda gratuita

Propaganda gratuita

Este restaurante (digite “Japan Style” na busca) é o único de BH no qual você encontra o picolé Melona. Detalhes abaixo:

Japan Style

Especialidade HAPPY HOUR
Endereço Rua Paraíba 1323 Loja 2
Bairro Savassi
Telefone 3224-5162
Horário Loja: 9h/19h (seg.), 9h/20h (ter. e qua.), 9h/0h (qui. sex.), 9h/15h (sab.). Sushi bar: 18h/0h (qui. a sáb.).
Serviços área reservada para fumantes
Cartões de crédito Diners Mastercard VISA
Cartões de débito Rede Shop Visa Electron

Resenha É a primeira filial da Mercearia Tokyo, uma das mais tradicionais da cidade em artigos nipônicos. Funciona durante o dia como loja, onde é possível encontrar artigos para presente, decoração, vestuário, artes marciais e mercearia japonesa. Após as 18 horas, transforma-se em sushi bar, com mesinhas de madeira localizadas no interior da loja e na calçada. A casa promove eventos temáticos periódicos com a participação de consultores de feng shui, culinária vegetariana, massagem oriental, origami, bonsai, artes marciais, danças temáticas, entre outros. O cardápio lista mais de 200 itens, como o sashimi especial (32 fatias por R$ 19,50), o yakissoba (R$ 5,20) e o jinro, destilado coreano de arroz e trigo (R$ 3,00 a dose). Às sextas, é possível ouvir o som harmônico do shamisen, um instrumento japonês.

Ah sim, o Jinrou é a marca do Soju sobre o qual já falei antes aqui. O shamisen é sempre tocado pelo talentoso Gustavo Eda que, infelizmente, não tem site na internet.

blogosfera

Ainda a citação do Noblat

Duas correções: o blog foi fundado pelos doutores em Economia Leonardo Monasterio e Claudio Shikida. O resto está correto. Ah sim, ganhamos o título de “nome de blog de economia mais charmoso da internet”. Merecido. ^_^

UPDATE: correção da Gabriela (melhorou mais ainda): somos o blog de economia mais charmoso da internet (obviamente, eu me acho o grande responsável por isto)

UPDATE 2: como lembrou o Pedro, “o resto não está totalmente correto”. O nome dele não apareceu lá. Calma, Pedro, calma, nós todos sabemos que você está aqui. ^_^

etanol · Mercatus · regulação

Regulação

A cultura da regulação é muito pouco desenvolvida no Brasil. Uma evidência óbvia: não existe, aqui, uma revista como esta. Aliás, o último número parece bem interessante. Reproduzo o índice:

Cover Story

Neither Renewable Nor Reliable Increased dependence on ethanol would place the United States at the mercy of a highly volatile energy source. By James Eaves and Stephen Eaves. (PDF, 621K )

Features

Defense

Should We Bring Back the Draft? Is the All-Volunteer Force a “mercenary army”? By Walter Y. Oi. (PDF, 663K )

Telecommunications & Technology

Antecedents to Net Neutrality After the long fight to end the “common carrier,” why are we trying to resurrect it? By Bruce M. Owen. (PDF, 397K )

Environment

Combating Global Warming Is taxation or cap-and-trade the better strategy for reducing greenhouse emissions? By Ian W.H. Parry and William A. Pizer. (PDF, 580K )

Insurance

Facing Mother Nature New laws and policies in the wake of Hurricane Katrina seem intended to scapegoat insurance companies rather than protect the public. By Martin F. Grace and Robert W. Klein. (PDF, 754K )

Research & Development

Intellectual Property and the Property Rights Movement Should intellectual property be accorded the same protections as tangible property? By Peter S. Menell. (PDF, 445K )

Corporate Governance

‘Left Behind’ after Sarbanes-Oxley Could Sarbanes-Oxley discourage honest corporate officers and entice dishonest ones? By Craig S. Lerner and Moin A. Yahya. (PDF, 691K )

The Divergence of U.S. and UK Takeover Regulation Who writes the rules for hostile takeovers, and why? By John Armour and David A. Skeel, Jr. (PDF, 575K )


For the Record

Shareholders vs. Managers. By James D. Heiple (PDF, 301K )

Mercatus Reports

Executive Order 13422 | Regulators’ Budget | Commentary: Considering Net Neutrality by Joseph A. Rotondi. (PDF, 415K )