educação

Revista Piauí

Neste final de semana comprei o n.13 da Revista. Alguém havia me indicado, reconheço que no geral gostei. Neste número vem junto um travel guide sobre a “Molvânia: uma país intocado pela odontologia moderna”. É hilário.  Segue o trecho sobre o método de ensino do “lugar”.

Na escola…

A maioria das pessoas, quando pensa em métodos de ensino alternativos, lembra-se de Montessori ou de Steiner. Entretanto, a Molvânia também tem seu próprio sistema, baseado nas obras do visionário V.Z.Vzeclep (1823-1878), uma das grandes personalidades de Lutenblag. Os Vzeclep Instjtuts  se baseiam numa filosofia educacional conhecida como Ne Drabjovit Vard Szlabo (“não espanque o burro com tanta força”). Esse sistema enfatiza a postura e respiração, e as crianças nas Escolas Vzeclep passam os primeiros seis anos de sua vida escolar amarradas em arreios.

pág. 3 de “Molvânia:  uma país intocado pela odontologia moderna”, travel guide do n.3 da Revista Piauí.

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Nobel

O Ari já adiantou…

…mas eu digo: microeconomia levou o Nobel. Particularmente, Maskin é um dos nomes importantes na modelagem do conceito de restrição orçamentária não-rígida, o que bate com o press release do Comitê.

Ótima escolha.

UPDATE: Design de mecanismo é a bola da vez! Ou seja, em microeconomia, leilões e a boa e velha teoria dos jogos em alta. Melhor do que pensava!

Capital Humano · desenvolvimento · educação · pobreza

Apartheid, já (é o que dirão os apressados)

Crianças que estudam em favelas de bairros ricos no Rio de Janeiro têm um desempenho pior na escola do que aquelas que vivem em favelas situadas em bairros que destoam menos da sua realidade social, indica um estudo de pesquisadores cariocas.

Como é? Eu não vi a metodologia da pesquisa, mas temo pelos apressadinhos que certamente vão propor um “apartheid” social, agora em nome do bolivarianismo. Ou então farão passeata por uma maior igualdade de renda, só que com todo mundo pobre (já que ser rico é minoria na sociedade, dirão, e como as necessidades da maioria são sempre preferíveis às da minoria, então…).

O resultado, contudo, não deixa de ser um desafio para os pesquisadores sérios e não comprometidos com o financiamento do governo para suas atividades (o potencial de viés, neste caso, é muito alto) que se preocupam com um dos problemas mais sérios do Brasil: a pobreza.

Note que não digo que qualquer pesquisador bolsista de agências públicas é viesado, mas é muito preocupante que, até hoje, não se tenha feito uma avaliação externa para se descobrir o potencial de viés e de práticas nefastas ao desenvolvimento de pesquisas por conta disto (e.g. se um burocrata do governo encomenda um índice, sei lá, de qualidade de vida, e se a pesquisa não der o resultado esperado…pode o burocrata simplesmente recusar o resultado?).

Academia · economia da economia · economia dos economistas

Enquanto você aguarda o Prêmio Nobel de Economia…

…uma dica de leitura sobre como vai nossa ciência.

Where Economics Has Been Headed? Multiple Identities and Diversity in Economic Literature – Evidence from Top Journals Over the Period 2000-2006 – A First Note

LUIGI CAMPIGLIO
Catholic University of the Sacred Heart of Milan – General
RAUL CARUSO
Catholic University of the Sacred Heart of Milan August 2007
Abstract:
This short paper presents some preliminary results of an ongoing research work focusing on richness and diversity of economic literature. The key idea is that each article published in an economic journal retains multiple identities. These multiple identities are captured through the use of Jel codes. A sample of ten top generalist journals has been selected. The relative abundance of all Jel categories has been computed for the period 2000-2006. Moreover, a degree of diversity has been proposed for both the sampled journals and the entire Econlit database.
Keywords: JEL, Econlit, Economic Journals, multiple identities, identity, relative abundance, diversity, evenness, richness.

JEL Classifications: A10

Working Paper Series